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Estadão Conteúdo

Eleições 2018

Mourão vota e diz que primeira medida é ajuste na economia

Reforma da Previdência que está no Congresso “já seria um grande passo”, segundo o candidato a vice na chapa de Bolsonaro

Estadão Conteúdo
28 de outubro de 2018
13:03 - atualizado às 15:52
Hamilton Mourão - Imagem: Shutterstock

Em entrevista após votar em uma escola no Setor Militar Urbano, em Brasília, o candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), disse que, caso vença as eleições, o ajuste da economia será prioridade e, para isso, a Reforma da Previdência que está no Congresso "já seria um grande passo".

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"É uma decisão que será tomada pelo presidente Bolsonaro. A minha avaliação é de que a que está no Congresso hoje ela já seria um grande passo. Eu tenho uma visão muito clara. O ótimo é inimigo do bom. Se nós temos algo bom, a gente toca esse avião mais pra frente porque ele vai cair no nosso colo. E mais pra frente a gente consegue reajustar de uma forma melhor", afirmou o candidato, em referência à proposta enviada pelo governo Michel Temer.

Mourão disse que o ideal é aproveitar o início do governo para tentar aprovar a reforma. "Nós vamos ter de aproveitar esse começo, a lua-de-mel, para pregar pregos", disse o militar, que depois brincou: "Lua-de-mel de pobre é curta".

O general afirmou ainda que a Reforma da Previdência para militares também está prevista, com aumento do tempo de serviço e início de contribuição para as pensionistas. Outro tema que, segundo Mourão, também deve ter prioridade em um eventual governo Bolsonaro é a questão da segurança.

O general Mourão disse ainda esperar "uma oposição construtiva e não oposição pela oposição" e também "pacificação no País" após as eleições, se eles ganharem. "Vamos manter o Brasil unido, com opiniões diferentes", comentou ele, citando que "a gente tem de respeitar as opiniões e é obvio que a eleição vai dizer que uma opinião é majoritária".

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Para o general, "uma disputa eleitoral não pode se tornar uma briga de facções". E emendou: "Fui alvo de baixaria", desabafou, afirmando que "guarda mágoa, sim", deste episódio "porque não atingiu a mim, atingiu minha família". O candidato a vice contou que seus netos foram abordados na escola deles pelos colegas perguntando, "vem cá, seu avó é torturador?". Mourão se referia ao fato de ter sido chamado de torturador pelo seu opositor, Fernando Haddad, do PT, que repetiu acusação equivocada feita músico Geraldo Azevedo.

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Questionado se acreditava que a divisão que se instalou no país seja resultado de polarização, respondeu: "Não, é a falta de visão de que o País é muito maior do que as paixões políticas. O País não pode ser fraturado".

Mourão votou em uma escola em Brasília, em uma área militar, e chegou acompanhado de familiares, sem segurança. Tirou muitas selfies e brincou que nos últimos meses o assédio tem sido grande. Ele gastou apenas dez segundos no registro do voto, mas dedicou atenção a todos que queriam cumprimentá-lo.

O general negou que acredita que os votos chegarão a 60% do total, e que uma possível vitória de Bolsonaro não seria a volta dos militares ao poder. "O momento é totalmente diferente. Já tivemos presidentes oriundos do meio militar na nossa história. Então eu acho que simplesmente nós estamos sendo chamados pela população para cumprir a missão que ela acha que temos", declarou ele, insistindo que ele e Bolsonaro "não são militares, são dois cidadãos brasileiros que foram militares". Segundo ele, a Forças Armadas continuarão cumprindo aquilo que está escrito no artigo 142 da Constituição Federal.

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Mourão explicou que "se atrapalhou" ao dizer que, se eleito, queria trabalhar em uma sala ao lado do presidente da República, no terceiro andar no Planalto, e não no anexo, onde fica o gabinete do vice-presidente.

"Afinal das contas, ali, eu me atrapalhei. De vez em quando eu me atrapalho. Vou ficar onde eu tenho de ficar mesmo". Sobre a missão que terá em um eventual governo disse que "ainda não" recebeu nova missão. "Estou aguardando que o zero 1 me dê a missão. Aguardo missão, qualquer que ela seja."

O general disse que retorna ao Rio de Janeiro às 15h30 e segue direto para a casa de Bolsonaro para acompanhar a apuração das urnas ao lado do presidenciável.

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