Presidente do Bradesco diz que Cielo está mal avaliada pelo mercado
Só neste ano, as ações da empresa de maquininhas de cartão controlada junto com o Banco do Brasil caíram mais de 50%. Mas ele descarta fechar o capital da companhia

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, fez hoje uma defesa da Cielo, empresa de maquininhas de cartão controlada em conjunto com o Banco do Brasil.
Apenas neste ano, as ações da empresa responsável por realizar as operações com débito ou crédito no cartão caíram mais de 50%. O estrago foi provocado pelo aumento na competição nesse mercado com a entrada de novas empresas como PagSeguro e Stone.
"A empresa tem valor e acho que ela não está bem precificada", disse Lazari, durante almoço com jornalistas nesta sexta-feira.
O presidente do Bradesco disse, porém, que "não está na mesa" a possibilidade de fechamento de capital da Cielo, como parte do mercado especula.
No mês passado, o ex-presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, deixou a instituição para assumir o comando da Cielo.
Margem apertada
Líder de mercado com pouco mais de 45% de participação, a Cielo precisou reduzir as margens para enfrentar a concorrência de novas companhias.
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O receio de que ela venha a ser "sacrificada" para que os bancos compensem a perda dessa receita em outros serviços pressiona as ações da companhia.
"Esse mercado mudou, mas o fato é que a empresa tem escala, é competitiva, mas tem que repensar a forma de fazer determinados negócios", diz o vice-presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, que é presidente do conselho de administração da Cielo.
O Bradesco começou neste ano a vender diretamente as maquininhas da empresa com sua força de vendas. Em pouco mais de três meses, foram comercializados 370 mil terminais, segundo o banco.
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