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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
Papel e celulose

Suzano vai precisar de menos dinheiro dos bancos para comprar a Fibria

Empresa diminui valor comprometido de empréstimo depois de captar recursos no mercado internacional

25 de setembro de 2018
19:02
Meganegócio de R$ 47,7 bilhões criará a maior produtora de celulose do mundo. Imagem: Shutterstock.com

A Suzano vai precisar de menos dinheiro dos bancos para viabilizar a compra da Fibria. O meganegócio de R$ 47,7 bilhões que criará a maior produtora de celulose do mundo previa originalmente a contratação de uma linha de crédito de US$ 4,4 bilhões (ou R$ 18 bilhões) com bancos estrangeiros. Agora, o valor comprometido pelas instituições para o financiamento foi reduzido pela metade, ou seja, US$ 2,2 bilhões.

Essa redução foi possível porque a Suzano conseguiu captar no mercado internacional US$ 1 bilhão com a emissão de títulos de dívida. Além de outros R$ 786 milhões (U$$ 200 milhões) em notas de crédito de exportação e crédito de produtor rural. A esses recursos se soma a própria geração de caixa da empresa.

O acordo para a união entre as empresas de celulose, anunciado em março, prevê que os acionistas da Fibria receberão um total de R$ 29 bilhões em dinheiro e 255 milhões em ações da Suzano.

Os acionistas da Suzano estão rindo à toa. O negócio impulsionou as ações da empresa, que registram valorização de 152% no ano, uma das maiores altas de toda a bolsa. Os papéis da Fibria têm ganho de 58%.

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