🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ana Paula Ragazzi

EXCLUSIVO

Sapore prepara oferta por 42% da IMC, dona de redes Viena e Frango Assado

Sapore parte para a segunda tentativa de comprar uma participação na IMC. Operação é o primeiro passo para uma eventual fusão das empresas.

Ana Paula Ragazzi
8 de novembro de 2018
18:44 - atualizado às 11:09
Fachada de unidade da rede Frango Assado, do grupo IMC
Rede de restaurantes Frango Assado, do grupo IMC - Imagem: Divulgação

O empresário Daniel Mendez, dono da Sapore,  empresa de refeições coletivas, não desiste. Depois de intensa negociação, um contrato de fusão alinhavado e desfeito meses depois, está nos ajustes finais de um novo plano para unir a sua companhia  à  International Meal Company (IMC), que possui o Viena e o Frango Assado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até meados da semana que vem, a Sapore deverá lançar uma oferta  por 42,5% da IMC pagando, por ação,  R$ 8,60.  O Brasil Plural está contratado para  estruturar a oferta pública de aquisição.

Para dar o novo lance,  vai levantar cerca de R$ 540 milhões com três bancos: Bradesco, Banco do Brasil e Votorantim. Esse dinheiro deverá ser captado por meio de uma emissão de debêntures da Abanzai, holding que  controla a Sapore. E é principalmente a estruturação dessa operação que está nos momentos finais.  Ações da IMC serão dadas em garantia para os bancos em troca do crédito.

A oferta será voluntária - ou hostil. A IMC não tem hoje um controlador definido e não há nenhuma cláusula em seu estatuto que determine que a partir de um determinado percentual relevante da companhia, a oferta deva ser estendida a todos os demais acionistas.

Primeiro passo para a fusão

A ideia de Mendez é dar as cartas na IMC para, em seguida, concretizar a fusão com a Sapore. Uma nova proposta de fusão será levada para uma assembleia de acionistas da dona do Frango Assado. Mendez, com seus 42,5%, votará nessa assembleia - o formato da operação deverá seguir as orientações da CVM no Parecer 35, com a criação de um comitê independente para avaliar os termos da negociação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A oferta a R$ 8,60 por ação representa um prêmio de pouco mais de 30% em relação à cotação atual da IMC em bolsa - os papéis da empresa fecharam o pregão desta quinta-feira em R$ 6,50.  Nos últimos dias, a Sapore e seus assessores têm monitorado com muita atenção a evolução das cotações da IMC - os R$ 8,60 são o máximo que ela vai conseguir oferecer, em função de questões que envolvem a alavancagem dessa empresa.  A preocupação da Sapore é que uma valorização das ações da IMC diminua a atratividade da sua oferta. É possível que a oferta seja suspensa com uma eventual disparada da ação. Nesta quinta-feira, a IMC divulgou o balanço e as ações desabaram, mas reduziram perdas no fim do pregão e fecharam em queda de 1,52%.

Leia Também

Segunda oferta é menor

Apesar do elevado prêmio em relação às cotações na B3 hoje, os R$ 8,60 da Sapore estão R$ 0,70 abaixo dos R$ 9,30 por ação que seriam oferecidos aos acionistas na fusão entre as companhias que chegou a ser anunciada em junho, mas foi abandonada em setembro  pela IMC. A justificativa da empresa foi “questões relacionadas à auditoria” prévia à fusão. A Sapore alegou que poderia cobrar uma multa de R$ 30 milhões pela desistência da IMC do negócio.

As ações da IMC, no entanto, nunca se sustentaram nesse patamar de R$ 9, mesmo com o preço dado para a operação. Se o negócio for para a frente, uma dúvida é se o atual presidente da IMC, Newton Maia, permanecerá no posto. Ex-executivo do Advent, fundo de participações que chegou a ser o controlador da IMC, Maia foi responsável por uma reestruturação de sucesso na IMC nos últimos três anos.  Na condição de uma oferta como essa, não negociada, será preciso acompanhar para saber como Maia e Mendez se relacionarão no dia a dia.

Parte dos acionistas apoiam o trabalho do executivo e acreditam que sem uma fusão a IMC tem um caminho de incremento de resultados à frente.  Outras empresas já tiveram interesse na IMC, como a italiana Autogrill e a mexican Alsea, mas não fecharam negócio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra parte dos acionistas estão descontentes com a pouca liquidez das ações  e o fato de as cotações estarem patinando na B3  há meses. Faz parte da definição da oferta a ser lançada pela IMC a disposição prévia de acionistas relevantes da companhia concordarem em entregar os papéis.

Os meses em que tratou da fusão serviram para que Mendez ficasse ainda mais certo de que juntar Sapore e IMC será um grande negócio. A ele interessa principalmente também ter liquidez para seus negócios. A operação também será uma forma de transformar  a Sapore numa companhia aberta. Na cabeça dele,  as sinergias alcançadas pela união das empresas podem alcançar R$ 100 milhões. Elas virão de aspectos de logística, distribuição e cozinhas inteligentes - uma operação em desenvolvimento na IMC, mas que já é realidade na Sapore.  A empresa de refeições coletivas de Mendez pode obter ainda um incremento para seu negócio de varejo, segmento em que ingressou no início do ano, com a marca Yurban, de comida fresca.

Procurada, a Sapore não se manifestou até o fechamento desta edição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar