Menu
2019-01-08T14:59:08+00:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Renda fixa

Petrobras vai captar R$ 3 bilhões com emissão de debêntures. Veja as condições

Quer financiar a Petrobras nos projetos de exploração de petróleo do pré-sal, e sem pagar imposto? Confira as condições da emissão de debêntures anunciada pela estatal

8 de janeiro de 2019
13:06 - atualizado às 14:59
Plataforma de petróleo da Petrobras
Plataforma de petróleo da Petrobras - Imagem: Ag. Petrobras

Quer financiar a Petrobras nos projetos de exploração de petróleo do pré-sal, e sem pagar imposto? A estatal pretende captar pelo menos R$ 3 bilhões de investidores no mercado de capitais com uma emissão de debêntures. Mas poderá emitir mais papéis se a procura do mercado for muito grande e esse volume pode chegar a R$ 3,6 bilhões.

Em tempos de juros nas mínimas históricas, a emissão da Petrobras pode ser uma oportunidade de você garantir uma rentabilidade extra para o seu portfólio.

Quais as condições?

A Petrobras vai emitir as debêntures em três séries, cada uma com suas próprias condições. Duas delas foram enquadradas na lei que concedeu isenção de imposto de renda para pessoas físicas e investidores estrangeiros.

Na primeira série, o prazo da emissão é de sete anos. A taxa de juros que a empresa pretende pagar aos investidores será, no máximo, equivalente à do título público com correção pela inflação (Tesouro IPCA+) com vencimento em 2026, mais um prêmio de 0,10%.

Digo "no máximo" porque a taxa final dependerá da demanda do mercado. Ou seja, se a procura pelos papéis for muito grande o rendimento das debêntures poderá ser menor.

O mesmo vale para a segunda série, que tem prazo e dez anos e cuja taxa pode chegar a até 0,35% além do rendimento do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2028.

Como a Petrobras vai devolver o valor investido apenas no vencimento, quem precisar do dinheiro antes terá de vender as debêntures a outro investidor no mercado secundário. Para ajudar na liquidez dos papéis, a estatal contratou o Itaú Unibanco para fazer o papel de formador de mercado.

A terceira série da emissão não conta com a isenção de IR. Mas é a única com remuneração pós-fixada. A estatal pretende oferecer uma rentabilidade de até 110,5% do CDI para os papéis, que terão prazo de vencimento em sete anos.

Quando posso investir?

O período de reserva das debêntures da Petrobras ocorre de 17 a 30 de janeiro. A definição das condições da emissão, incluindo a taxa de juros que será paga aos investidores, ocorrerá no dia seguinte, dia 31. A oferta é coordenada pelos bancos Itaú BBA, BB-Banco de Investimento, Bradesco BBI, Citi e Santander.

Do total da emissão, 10% será destinado ao público de varejo, o equivalente a pelo menos R$ 300 milhões. Isso significa que, se a demanda for maior, poderá haver rateio e você poderá receber menos do que reservou.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Quais os riscos?

Quando você aplica em uma debênture, está sujeito ao risco de crédito da empresa. Ou seja, se o emissor dos títulos não pagar de volta os recursos que tomou emprestado na data de vencimento você pode perder o valor aplicado.

A oferta da Petrobras recebeu classificação de risco "AA", ou dois níveis abaixo do máximo ("AAA") na escala nacional da Fitch. Isso significa que a agência de rating considera que as chances de um calote da estatal são baixas.

A Petrobras pretende usar os recursos captados com a emissão de debêntures nas atividades de exploração e avaliação na área dos blocos de Franco, Florim, Nordeste de Tupi e Entorno de Iara. Eles fazem parte do contrato de cessão onerosa firmado entre a estatal e a União. Outra parte do dinheiro será usada no desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural nos campos de Búzios, Itapu, Sépia e Atapu.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Bandeira branca no radar?

EUA devem estender licença da chinesa Huawei para atender clientes do país

Movimento dos EUA pode ser visto como positivo para o fim da guerra comercial com a China já que a companhia foi um dos focos de tensões entre os gigantes

Governador de Minas

‘Governo entra em pautas minúsculas’, avalia Romeu Zema

Em entrevista, governador de MG nega que esteja sendo “tutelado” pelo partido Novo e avaliou que o presidente Jair Bolsonaro deveria “focar em coisas maiores, grandiosas”

Corrida contra o tempo

Tarifa de importação do Mercosul pode cair já em 2020

Com receio de que o grupo político da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner volte ao poder, o governo brasileiro tem pressa

Agora vai?

Governo enviará ao Congresso na próxima semana projeto para destravar privatização da Eletrobras

Proposta deve conter os mesmos itens que estavam na Medida Provisória 879, que não foi votada pela Câmara

Olha quem apareceu

Rede de varejo Le Biscuit, da Vinci Partners, estreia no comércio online

Entrada da empresa no mundo online ocorrerá em etapas e segue uma tendência mundial

Olha a oportunidade aí

Movimentos para ofertas de ações no 2º semestre aceleram

Reuniões com os bancos de investimento se intensificam e companhias começam a fechar acordos para levar as ofertas adiante

Eita!

Chefes da Receita Federal ameaçam entrega de cargos por interferência política

De acordo com apuração, seis subsecretários do órgão estão fechados nessa posição

À beira do abismo

Sob pressão financeira, Oi procura bancos para encontrar saída

Operadora precisa levantar R$ 2,5 bilhões, mas ainda não tem ideia de como fará essa captação de recursos

Batalha contra a desaceleração

China divulga reforma de juros para reduzir custo de financiamento de empresas

Movimento anunciado deve reduzir ainda mais as taxas de juros reais para as companhias do país

Entrevista

Criador da CVM diz que mercado brasileiro não precisa de mais regulação

Para Roberto Teixeira da Costa, momento é de libertar a capacidade criativa das pessoas; em entrevista ao Seu Dinheiro, ele fala sobre mercado de capitais, economia brasileira e a figura do analista de investimentos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements