Menu
Pauta de interesse do mercado

Onyx evita falar sobre Previdência em apresentação das metas dos 100 dias de governo

Em coletiva de imprensa, ministro da Casa Civil declarou que o proposta será fechada nas próximas semanas

23 de janeiro de 2019
19:02 - atualizado às 19:04
Previdência não constava do caderno de 35 metas apresentadas nesta quarta-feira - Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

Ao apresentar as metas para os primeiros 100 dias de governo do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não quis comentar nenhum dos pontos da reforma da Previdência. A medida, inclusive, não consta do caderno de 35 metas apresentadas nesta quarta-feira, 23. Em outras ocasiões, integrantes do governo haviam classificado a reforma no sistema de aposentadorias do Brasil como "prioridade zero" na gestão.

O ministro declarou que o texto da reforma da Previdência vai ser fechado "nas próximas semanas", após o presidente Jair Bolsonaro retornar da cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. O ministro espera que Bolsonaro volte a Brasília por volta do dia 7 de fevereiro. A cirurgia está agendada para o próximo dia 28, em São Paulo. "A equipe está afinada e, em seu tempo, os pontos virão", destacou. "A gente está confiante. Todos nós somos instrumentos para que o governo dê certo. O presidente é que vai nos dar a palavra e o direcionamento."

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Mais cedo, Bolsonaro declarou em entrevista à Bloomberg TV, em Davos, que os militares entrarão em uma segunda etapa da reforma. O presidente em exercício, Hamilton Mourão, por sua vez, disse que os integrantes das Forças Armadas querem que as mudanças sejam feitas por projeto de lei depois da reforma do sistema geral, a ser realizada por emenda constitucional. Onyx, porém, não quis comentar. "Se eu descer aos detalhes da proposta, eu obviamente entregaria aqui a estratégia, a tática e a lógica."

Discurso

Onyx foi questionado sobre Jair Bolsonaro não ter entrado em detalhes da reforma da Previdência em seu discurso durante o Fórum Econômico Mundial. "É claro que o presidente não falou sobre como ela vai ser feita e nós vamos continuar nessa linha. Nós sinalizamos ao mercado tudo aquilo que era relevante e eu não tenho nenhuma dúvida de que pequenas oscilações ocorrem todo dia, com ou sem notícias positivas no governo", declarou o ministro, minimizando o impacto do cenário nos ativos do mercado financeiro.

Independência do BC

O governo incluiu ainda no conjunto de metas para os primeiros 100 dias a independência do Banco Central. De acordo com Onyx, a mudança na autoridade monetária depende do Congresso Nacional. "Mas vamos nos empenhar nisso", prometeu.

Pelo documento com as metas, o governo promete "seguir modelo vigente em economias avançadas, garantindo a independência do Banco Central". Na coletiva de imprensa para apresentação do programa, o economista Roberto Campos Neto, escolhido para presidir o BC, estava presente.

Além disso, o governo anunciou que pretende fixar critérios para ocupação dos cargos nos bancos federais. "Para que banco público não seja cabide", declarou Onyx, ao comentar a meta. Pela proposta, os cargos seriam nomeados de acordo com regras "alinhando com exigências já existentes para o setor privado".

Cessão onerosa

Onyx afirmou também que o governo espera realizar o leilão do excedente de petróleo do pré-sal no terceiro trimestre de 2019. A estimativa de arrecadação com o leilão da chamada cessão onerosa, de acordo com ele, é de R$ 100 bilhões.

"Isso vai trazer valores significativos para ajudar a Petrobras e também para o reequilíbrio fiscal do País", destacou o ministro, durante coletiva de imprensa para apresentar o plano de metas.

Combate à corrupção

O ministro afirmou que o governo pretende chegar no dia 11 de abril com mais de 90% das metas cumpridas. Das 35 ações propostas no plano, duas já foram efetivadas: a medida provisória antifraudes no INSS e o decreto que flexibiliza a posse de armas no País.

O ministro não pontuou, no entanto, quais metas o governo acha que vai realmente concretizar nos primeiros 100 dias de gestão. "Quero relembrar que nós fomos, durante o período eleitoral, acusados de não ter programa de governo", disse o ministro, afirmando que havia o programa e que o documento poderia ser encontrado até no WhatsApp, aplicativo de mensagens pelo celular.

No programa, o governo promete, entre outras medidas, promover uma reestruturação na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) de "forma racionalizada e valorizando a qualidade do conteúdo". O ministro destacou ainda a meta de aumentar de 6,6 milhões para 12 milhões por ano o número de turistas no País. "E o nosso sonho", pontuou.

O governo ainda quer implantar um comitê de combate à corrupção nos ministérios. A ação é planejada pela Controladoria Geral da União em parceria com os ministérios da Agricultura e da Saúde, primeiras Pastas onde os comitês internos serão implementados.

Comentários
Leia também
"Acordo muito bom"

Trump sinaliza otimismo com a China ao dizer que Estados Unidos estão “muito próximos” de um acordo comercial

Em pronunciamento presidente norte-americano voltou a dizer que gosta de tarifas e que os EUA ganharam bilhões de dólares da China por causa delas

Caso Coaf

Investigação sobre Queiroz vai para grupo de combate à corrupção do Ministério Público

Na prática, a mudança na condução do processo indica um aprofundamento nas apurações

Para colocar fim à crise

Bolsonaro decide que vai manter Bebianno em seu governo

Ministro foi pivô de uma crise política depois de ter sido chamado publicamente de mentiroso pelo presidente e seu filho Carlos Bolsonaro

Mudanças no radar

Governo está revendo o Rota 2030, mas não há proposta alternativa, diz secretário

Projeto começou a ser discutido pelo governo Temer com representantes do setor automotivo em 2017 e foi aprovado no fim do ano passado

Bilhões e mais bilhões

Lucro dos grandes bancos passa dos R$ 73 bilhões em 2018 e supera gasto com calotes

No ano passado, o lucro líquido consolidado de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil subiu 12,77% em relação a 2017

Caso Bebianno volta a assombrar

Para Alcolumbre, tensão política no governo não deve atrapalhar o andamento da reforma da Previdência

Crise entre Bolsonaro e Gustavo Bebianno ocorre no momento em que o Planalto tenta manter coesão para as negociações da reforma no Congresso

Depois do pente fino

Impacto fiscal da reforma da Previdência deve recuar em até R$ 600 bilhões no Congresso

Previsão é de Christopher Garman, diretor da consultoria de risco político Eurasia. Para ele, negociações devem limitar o projeto

Nova gestão

Grupo Heineken no Brasil terá, pela primeira vez, um brasileiro no comando

Mauricio Giamellaro começou na empresa há cerca de sete anos, e desde então havia atuado como vice-presidente de vendas e distribuição.

medidas antidumping

China confirma tarifas de até 32,4% ao frango brasileiro, mas isenta 14 empresas

De acordo com anúncio do Ministério do Comércio local, os importadores do frango brasileiro deverão pagar tarifas de 17,8% a 32,4% a partir do próximo domingo, 17

Por valor não reconhecido

Usiminas diz que continuará com trâmites judiciais sobre dívida da Eletrobras

Empresa conseguiu reverter a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins, cobranças que foram questionadas pela empresa na Justiça

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu