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2019-06-26T17:27:01+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Acabou a moleza

Mansueto: Ganhar 6% real com título público é anomalia do Brasil do passado

Secretário do Tesouro relaciona queda de juros com otimismo do mercado sobre reformas e se diz tomador de prefixados com taxas na casa dos 8%

26 de junho de 2019
17:27
Mansueto
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, comenta o Resultado Primário do Governo Central relativo a maio de 2019 - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que a queda nas taxas de juros dos títulos públicos é um sinal claro do otimismo do mercado com a aprovação da reforma da Previdência. Mas ponderou que o cenário fiscal do país ainda é muito frágil.

“Sem reforma da Previdência, esse cenário vai embora”, disse.

Mansueto chamou atenção para a queda nas taxas dos títulos prefixados. As NTN-Fs para 2029 saíram a 7,96% no último leilão feito pelo Tesouro na semana passada, contra 8,45% no fim do mês passado e 9,01% no começo de maio.

Perguntei ao secretário se ele era comprador desses títulos nessa faixa de preço. Bem-humorado, ele disse que não tinha dinheiro, mas depois disse que aplicaria.

Na sequência, Mansueto falou que algo bem interessante está acontecendo.

“Nos acostumamos com taxas altas. Gestores e aplicadores estavam acostumados com rendimento real de 6% ou mais. E isso acontecia dois anos atrás. Agora, estamos rumando para um cenário de juro de equilíbrio caminhando para valor muito baixo”, disse.

De acordo com Mansueto, os fundos de investimento e demais aplicadores já estão procurando alternativas de rendimento e terão de buscar retorno em crédito privado, debêntures e outros instrumentos.

“Ficar tranquilo ganhando 6% real ao ano é anomalia do Brasil do passado, que não espero que volte a acontecer. Essa questão de ter segurança de título público com juro real alto só acontece em país que precisa se endividar e o mercado exigia uma taxa punitiva. Mas novamente, sem reformas, esse cenário todo vai embora”, concluiu.

Para ilustrar essa fala do secretário, replico abaixo slide da apresentação sobre a dívida pública, feita na manhã de hoje, onde podemos ver a queda no custo de captação do Tesouro.

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