🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

E o teto de gastos?

‘Responsabilidade social não significa irresponsabilidade fiscal’, diz Goldfajn, ex-presidente do BC

Atual presidente do conselho do Credit Suisse no país, Ilan Goldfajn vê com preocupação os recentes movimentos do governo no front fiscal

Estadão Conteúdo
1 de novembro de 2021
7:06 - atualizado às 7:13
Ilan Goldfajn BID
Atual presidente do BID, Ilan Goldfajn destaca que a COP30 deve ser a "conferência do palpável" - Imagem: Beto Nociti/BCB - Imagem: Beto Nociti/BCB

O economista Ilan Goldfajn, presidente do conselho do Credit Suisse no Brasil e ex-presidente do Banco Central (BC), vê com apreensão a violação do teto de gastos, que limita as despesas do governo num ano ao nível do ano anterior, corrigido pela inflação. "A percepção que ficou foi de que o teto acabou e o País perdeu a âncora fiscal", diz. "O que assusta não são os gastos a mais que querem fazer fora do teto, mas o fato de não haver uma ferramenta que permita o controle das contas públicas."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta entrevista, ele fala também que é falsa a narrativa de que é preciso acabar com o teto para aumentar os gastos sociais. "Responsabilidade social não significa irresponsabilidade fiscal e vice-versa", diz Goldfajn, que deverá assumir o cargo de diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI (Fundo Monetário Internacional) em janeiro.

De forma geral, como o sr. avalia a situação econômica do País?

Quando saí do Banco Central, em fevereiro de 2019, a percepção era de que a gente poderia entrar num período mais longo de inflação baixa e de juros baixos e teria de se preocupar mais com o aumento da produtividade e a questão fiscal. Então, acho uma pena que, no fim de 2021, a gente tenha voltado a uma inflação de dois dígitos e provavelmente esteja caminhando também para juros básicos de dois dígitos, o que considero um retrocesso. A situação conjuntural é tal que não poderemos dizer que será resolvida em um mês, seis meses ou mesmo um ano. Vamos precisar de pelo menos dois anos para arrumar a casa.

Quer dizer que quem assumir a Presidência em 2023, seja quem for, ainda terá de lidar com esse cenário difícil?

Em 2023, a gente ainda vai ter inflação alta e juro alto e a necessidade de voltar a crescer. Na melhor hipótese, o ano que vem será de pouco crescimento. Se não houver queda do PIB (Produto Interno Bruto), já vai ser bom. Não vejo que estejamos diante de um problema que possa ser resolvido rapidamente. É algo que vai exigir novamente uma arrumação da casa: reformas, ajuste fiscal, trazer a inflação para baixo, reduzir os juros.

Até que ponto isso se deve a fatores externos e até que ponto tem a ver com questões internas?

Houve uma conjunção de fatores, externos e internos. Claro que o choque externo foi relevante, porque fez com que a gente tivesse de gastar o que não tinha, aumentando a dívida pública. Agora, a gente magnificou o choque com várias questões domésticas, que tiveram efeito na inflação, nos juros, no câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Que fatores internos amplificaram o choque externo?

Primeiro, as incertezas econômicas. A questão fiscal, a dívida que você vai fazer, as reformas que não saem, a falta de apoio político ao teto de gastos. O teto caiu na semana passada, mas vem sendo torpedeado por todo mundo ao longo dos últimos dois anos - pelo Congresso, pela oposição, pelos ministros. Depois, houve as incertezas políticas, decorrentes das brigas homéricas do governo federal com os Estados, o Judiciário, o Congresso, que culminaram com o enfrentamento com o Supremo Tribunal e a percepção de ameaças à própria democracia. Essas incertezas viram inflação, câmbio depreciado, juros maiores, investimento menor, emprego menor, renda menor.

Leia Também

Como o sr. analisa a atuação do Banco Central em 2020 e mais recentemente, com a alta dos juros?

Em termos monetários, talvez a gente tenha sido otimista demais com a nossa estabilidade. Houve um certo otimismo, não só do Banco Central, mas do mercado, de todo mundo, em relação aos juros que podemos ter no Brasil, dada a nossa situação fiscal e todos os ruídos que a gente estava enfrentando. Sempre fui a favor de uma política monetária serena, que não andasse na frente dos progressos. Uma das grandes críticas à minha gestão no Banco Central foi de que nós demoramos para cortar as taxas. A gente quis estabilizar antes, ver as expectativas, para então colher os frutos. Tenho a impressão de que o mercado, a sociedade, gosta de colher os frutos antes de estarem maduros.

Na questão específica da violação do teto de gastos, qual a sua visão?

A queda do teto, como falei há pouco, é consequência de uma pressão permanente. O ministro da Economia e os secretários ficam sempre lutando contra o resto, precisando de apoio político para conseguir se contrapor a tudo e a todos. A percepção que ficou foi de que a medida talvez tenha cunho eleitoral e de que o teto acabou e o País perdeu a âncora fiscal. Isso é grave. O que assusta não são os R$ 30 bilhões ou os R$ 80 bilhões de gastos a mais que querem fazer fora do teto, mas o fato de não haver uma ferramenta que permita um controle das contas públicas.

Como o sr. vê o argumento de que o "furo" no teto é para viabilizar gastos sociais?

A narrativa de que ou tem o teto ou tem gasto social é falsa. Os R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões, R$ 50 bilhões necessários para o Bolsa Família cabem num orçamento de R$ 1,5 trilhão. É só a gente conseguir fazer as opções. Só que a gente não quer fazer as opções. Quer ter emendas do relator, gastos obrigatórios, fundo eleitoral, reajuste de salários do funcionalismo. A gente quer ter tudo. Acreditamos como sociedade que o Estado está sempre nos devendo algo. As reformas que são para tirar do orçamento um pouco do que não é absolutamente necessário não andam. O Brasil tem de ir em direção às economias que já amadureceram e souberam que responsabilidade social não significa irresponsabilidade fiscal e vice-versa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De repente, se o teto fosse mantido, talvez lá na frente o governo tivesse até uma folga no orçamento, com um crescimento mais forte da economia, uma arrecadação maior e um gasto menor com juros.

Houve um momento neste ano em que deu uma sensação de alívio, porque a economia retomou o crescimento e a arrecadação voltou. Se o teto fosse mantido, esse processo continuaria. Mas o que aconteceu? Com os ruídos internos, esses ruídos políticos, você dobrou a inflação externa. Metade da nossa inflação é externa e a outra metade a gente criou.

No caso do parcelamento dos precatórios, que é outra medida que está em discussão para abrir espaço fiscal, qual a sua avaliação?

O ideal é respeitar o que foi julgado. Se foi julgado, tem de ser pago, caber de alguma forma nas contas. O que é preciso fazer é um esforço anterior para o Estado defender sua posição, saber se esses precatórios têm mérito. A gestão não pode ser feita a posteriori. Não podemos considerar os precatórios como algo que vem de fora e nos atinge. É preciso acompanhar o julgamento, olhar o que está acontecendo. Tem de trabalhar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
GUARDIÃ

Nem São Paulo nem Rio: a capital com aluguel mais caro do Brasil acaba de substituir Brasília por alguns dias

13 de fevereiro de 2026 - 16:22

Uma alteração momentânea no ano passado fez a cidade se tornar a primeira capital cerimonial do país no século XXI

PRESENTE PARA OS CONCURSEIROS

Salários iniciais de até R$ 13 mil e mais de 270 vagas: IFCE divulga concurso público para técnicos e professores

13 de fevereiro de 2026 - 15:34

O Instituto Federal do Ceará (IFCE) divulgou dois editais de concurso público voltados a professores e técnicos administrativos

MERCADO DE TRABALHO

78,1% dos brasileiros estão satisfeitos com o trabalho, mas falta uma coisa para a satisfação ir a 100%

13 de fevereiro de 2026 - 14:04

Dados do FGV IBRE revelam a maior insatisfação dos trabalhadores brasileiros

CHEGOU A HORA DA FOLIA

Vai ter Mega-Sena, Lotofácil e Quina no Carnaval? Veja o calendário das loterias da Caixa para os próximos dias

13 de fevereiro de 2026 - 12:11

As loterias da Caixa costumam parar somente aos domingos e nos feriados nacionais. Elas terão calendário alterado durante o Carnaval. Confira a seguir.

TEIMOSIA RECOMPENSADA

Apostador da Lotofácil insiste nos mesmos números e acorda milionário em plena sexta-feira 13 pré-Carnaval; Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 62 milhões

13 de fevereiro de 2026 - 7:41

Lotofácil foi a única loteria a fazer novos milionários na rodada de quinta-feira. Ganhador recorreu à chamada “teimosinha”.

AGENDA DE CARNAVAL

Metrô 24h, B3 de portas fechadas, Correios de folga e mais: Confira o que abre e o que fecha nos dias de folia

13 de fevereiro de 2026 - 5:29

Apesar de não ser feriado nacional, o Carnaval impacta o funcionamento do mercado financeiro, dos bancos, dos Correios e do transporte público

POLARIZAÇÃO DE VOTOS

População máxima permitida: políticos querem limitar o número de moradores desse país

12 de fevereiro de 2026 - 15:09

Partido conservador promove referendo para limitar a população da Suíça que polariza eleitores e traz preocupações para empresários

JEFF BEZOS, MARK ZUCKERBERG E MAIS

“Bunker dos bilionários” ganha mais um morador célebre: conheça a ilha artificial em Miami onde moram os super-ricos

12 de fevereiro de 2026 - 12:24

Indian Creek, uma ilha artificial em Miami, atrai cada vez mais bilionários para chamarem o local de lar

COMO EVITAR O CROWD CRASH

Carnaval em segurança: confira dicas para se prevenir em situações de superlotação

12 de fevereiro de 2026 - 9:10

Pré-carnaval em São Paulo teve superlotação e foliões precisaram de ajuda médica; veja como evitar a situação

HISTÓRIA DE CINEMA

Apostador joga 1, 2, 3, 4, 5, 6 na loteria e fica milionário; Mega-Sena pode pagar R$ 55 milhões hoje

12 de fevereiro de 2026 - 7:06

O ganhador ou a ganhadora do concurso 3611 da Lotofácil pode dizer que viveu na pele uma história que só acontecia no cinema — até agora; demais loterias (11) sorteadas ontem acumularam.

CALENDÁRIO DO BOLSA FAMÍLIA

Calendário do Bolsa Família: governo começa a pagar hoje (12) a parcela de fevereiro de 2026; confira o cronograma completo

12 de fevereiro de 2026 - 5:31

Pagamentos começam hoje e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

CEO CONFERENCE 2026

Para os gringos, tanto faz o próximo presidente — a trajetória de crescimento do Brasil está traçada, diz André Esteves

11 de fevereiro de 2026 - 19:05

Eleições perderam peso nos preços dos ativos, e investidores estrangeiros seguem otimistas com o país

CEO CONFERENCE 2026

Brasil vive melhor momento em anos, diz André Esteves — e o próximo presidente só terá um desafio na economia

11 de fevereiro de 2026 - 17:03

Para o presidente do conselho de administração do BTG Pactual, o país está com a economia no lugar e o cenário ideal para acelerar

PRESIDENTE DO BC

“Banco Central é um transatlântico”: Galípolo sinaliza cortes da Selic, mas evita decisões precipitadas

11 de fevereiro de 2026 - 16:10

“Por que as taxas de juros são tão altas no Brasil? Por conta da nossa dificuldade de convergência com a meta de inflação”, resumiu o presidente do BC

LINHA GALAXY S

Já era, fofoqueiros: Samsung prepara celular com recurso anticuriosos; veja data de lançamento e como conseguir descontos de até R$ 1.500

11 de fevereiro de 2026 - 11:04

Veja o que esperar da nova linha Galaxy S com informações vazadas de insiders da Samsung

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Lotofácil 3610 faz 5 milionários de uma vez só, mas Dia de Sorte paga o maior prêmio da rodada; Mega-Sena acumula

11 de fevereiro de 2026 - 7:28

Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na terça-feira. Dia de Sorte pagou o maior valor da noite. Estimativa de prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 55 milhões.

CEO CONFERENCE 2026

Até onde a Selic pode cair? BTG projeta cortes totais de 3 pontos nos juros este ano; questão fiscal é o principal risco

10 de fevereiro de 2026 - 18:32

Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos

REFÚGIO MILIONÁRIO

Quer ser vizinho do Bill Gates? Veja quanto custa a casa colocada à venda pelo fundador da Microsoft

10 de fevereiro de 2026 - 15:37

Apesar de não ser tão extravagante quanto a residência principal do bilionário, o imóvel tem várias características de luxo

BC INDEPENDENTE

Em ano eleitoral, Motta blinda autonomia do BC e descarta aumento de impostos para 2026

10 de fevereiro de 2026 - 14:04

O deputado acrescentou que, sob sua presidência, a Câmara não colocará em votação nenhuma proposta que altere o modelo atual de independência do BC

CEO CONFERENCE 2026

Com recordes no Ibovespa e dólar em queda, Haddad cutuca mercado: “quem não acreditou na gestão perdeu dinheiro”

10 de fevereiro de 2026 - 12:15

Na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o ministro avaliou sua gestão na Fazenda, rebateu o ceticismo de investidores, defendeu a autonomia do BC e comentou o caso Master, exaltando Gabriel Galípolo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar