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Guerra na tecnologia

Se Huawei não puder fornecer 5G, vai custar muito mais caro, diz Mourão

Mourão disse que o leilão do 5G é de frequências e que as "teles já estabelecidas aqui vão disputar o leilão."

Hamilton Mourão, vice-presidente da República
Hamilton Mourão, vice-presidente da República - Imagem: Flickr/Palácio do Planalto

O vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu nesta segunda-feira que, se a chinesa Huawei não puder fornecer equipamentos para o 5G no Brasil, o custo da tecnologia no País será muito mais elevado.

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"Hoje, 40% da infraestrutura que nós temos de 3G e 4G é da Huawei. Se a Huawei não puder fornecer o equipamento (de 5G), vai custar muito mais caro", afirmou o vice-presidente durante palestra comemorativa aos 126 anos da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). "Se desmantelar equipamentos (do 5G), quem vai pagar a conta somos nós, consumidores", completou Mourão.

Mourão disse que o leilão do 5G é de frequências e que as "teles já estabelecidas aqui vão disputar o leilão". Segundo ele, na infraestrutura, das cinco maiores empresas, duas são chinesas. "A empresa que comprovar respeito à soberania, privacidade e economicidade pode ser contratada", emendou.

Apesar da fala do vice-presidente, o leilão do 5G no Brasil é alvo de pressões internacionais, envolvendo a disputa entre o governo americano e a empresa chinesa Huawei. A organização é líder no desenvolvimento do 5G, mas é acusada de fazer espionagem e trabalhar com o governo chinês.

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Conforme o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou e noticiou em 29 de novembro, o governo de Jair Bolsonaro procura alternativas, dentro da lei, para limitar a participação da Huawei na implementação das redes do 5G no País. A ideia seria estabelecer uma barreira com base em requisitos técnicos ou de segurança, sem citar o nome da Huawei, mas que, na prática, impeçam a empresa de participar do mercado 5G.

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Recentemente, as principais teles do País cobraram transparência nas decisões do governo a respeito da tecnologia. Preocupadas com as "incertezas" no processo, o Conexis Brasil Digital divulgou nota oficial em que pede para que as operadoras participem das discussões e pregou que elas sejam feitas de forma ampla e a partir de critérios técnicos.

"Esse ambiente de incertezas pode impactar o desempenho do setor, pois eventuais restrições implicarão potenciais desequilíbrios de custos e atrasos ao processo, afetando diretamente a população", afirmou a Conexis Brasil na ocasião, ao lembrar também que todos os fornecedores globais já atuam no País nas tecnologias 4G, 3G e 2G.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estima que a empresa chinesa esteja em algo entre 35% a 40% das redes brasileiras atualmente em operação. As operadoras, no entanto, afirmam que essa fatia é ainda maior, de 45% a 65% entre as maiores, e de até 100% dependendo da região.

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