O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Recuperação judicial da Atvos ocorre quase três anos depois de a empresa reestruturar R$ 7 bilhões em dívidas com Banco do Brasil, BNDES, Bradesco, Itaú e Santander
Com uma dívida de quase R$ 12 bilhões, a Atvos - empresa de açúcar e álcool da Odebrecht - entrou ontem em recuperação judicial. Trata-se da primeira companhia do grupo, que vive grave crise financeira desde que virou pivô da Operação Lava Jato, a recorrer à proteção da Justiça para renegociar seus débitos. A expectativa é que outras empresas do conglomerado sigam o mesmo caminho nas próximas semanas, como é o caso da OR (braço imobiliário do grupo). Até a holding corre esse risco, dizem fontes próximas às negociações.
No caso da Atvos, antiga Odebrecht Agroindustrial, as conversas para uma reestruturação da dívida se arrastam há meses sem um acordo definitivo. Em nota, a empresa afirmou que a recuperação judicial é "resultado da investida hostil de um fundo internacional, que por meio de processo judicial colocou em risco as operações da empresa". Segunda maior produtora de etanol do País, a companhia se refere ao fundo Lone Star, que tem cerca de R$ 1 bilhão em créditos a receber.
Em dezembro, a empresa atrasou o pagamento para o fundo americano, que entrou na Justiça e conseguiu a penhora de parte importante da produção de cana da Atvos. Na semana passada, a Justiça determinou que o montante fosse depositado para o credor, o que corresponde a 65% de toda receita com a venda dos produtos. Por isso, a companhia pediu uma liminar ao juiz para evitar essa execução, sob risco de tornar inviável a recuperação judicial. O prazo para o depósito termina amanhã.
Nos bastidores, fontes próximas à renegociação afirmam que não foi só a investida da Lone Star que levou a empresa a recorrer à Justiça. O tiro de misericórdia, disse um credor, foi a falta de consenso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil para o fechamento de um acordo. Juntas, as duas instituições têm quase R$ 8 bilhões para receber da empresa - ou seja, 66% do total da dívida.
BB e BNDES não aceitaram uma proposta de transformar parte da dívida em capital. Nas últimas semanas, afirma uma fonte a par da renegociação, o BB se movimentou mais em busca de uma solução, mas o banco de desenvolvimento não aceitou um acordo. Agora, a Atvos terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação que seja aprovado pelos credores.
A recuperação judicial da Atvos ocorre quase três anos depois de a empresa reestruturar R$ 7 bilhões em dívidas com Banco do Brasil, BNDES, Bradesco, Itaú e Santander. Na época, para fechar o acordo, os bancos exigiram que metade do valor da dívida fosse garantida por 100% das ações que a Odebrecht tem na Braskem, empresa do setor petroquímico. Com a renegociação, a empresa ganhou prazo de 13 anos para quitar o saldo devedor, com a primeira parcela vencendo apenas em 2021.
Leia Também
Crise de liquidez. No pedido de recuperação, a empresa explica que sua crise de liquidez começou em 2016 com a política de represamento de preços da gasolina, o que impactou diretamente no preço do etanol. Depois da reestruturação da dívida com os bancos, a Atvos viveu um período de estabilidade até o início do ano passado, quando o setor voltou a ser afetado por uma série de fatores que prejudicou o faturamento das empresas. Para completar o cenário, afirma a companhia, a greve dos caminhoneiros reduziu a receita do segmento em cerca de R$ 1,2 bilhão.
Segundo fontes, a recuperação da empresa poderá trazer reflexos diretos para a Odebrecht, que recentemente sofreu um revés em relação à Braskem. Por causa de problemas na extração de sal-gema em Alagoas, a petroquímica está impedida de pagar os dividendos aos acionistas. A Odebrecht teria direito a receber mais de R$ 1 bilhão, que iria reforçar o caixa do grupo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Em meio à escalada das tensões globais, a fabricante brasileira reforça sua presença no mercado internacional de defesa com novos acordos estratégicos e aposta no KC-390 como peça-chave
Leilão envolveu frações de ações que sobraram após bonificação aos investidores; veja quando o pagamento será depositado na conta dos acionistas
Leilão de OPA na B3 garantiu 75% das ações preferenciais em circulação; veja o que muda para a aérea agora
Investidores precisam estar posicionados até o início de março para garantir o pagamento anunciado pelo banco
A agência rebaixou nota de crédito da companhia para B2 e acendeu o alerta sobre a dívida bilionária
Banco mantém visão positiva no longo prazo, mas diz que expectativas altas e trimestre fraco podem mexer com a ação
A companhia tem uma dívida considerada impagável, de R$ 2,7 bilhões, praticamente o dobro do seu valor de mercado
À primeira vista, o mercado teve uma leitura positiva da proposta de migração da empresa para o nível mais elevado de governança corporativa da B3; saiba o que muda
Operação reúne as empresas Exiro Minerals, Orion Resource Partners e Canada Growth Fund, e prevê investimento de US$ 200 milhões
Citi cortou preço-alvo, mas manteve a recomendação de compra graças a uma arma que pode potencializar o negócio da companhia de software
Para o BTG, a situação financeira para as empresas do setor será mais apertada em 2026; veja quais são as empresas mais eficientes e que podem gerar mais retornos
A parceria dá à Unipar Indupa o direito de adquirir, após cumprir algumas condições, uma participação de 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis
Empresa convoca acionistas para votar migração ao segmento mais alto de governança da B3; veja o que muda para os investidores
A venda da operação na Rússia era a última peça que faltava para a conclusão da estratégia de simplificação corporativa da Natura e retorno ao foco na América Latina
O tombo da mineradora foi o grande responsável por colocar o Ibovespa no terreno negativo nesta quarta-feira (18); sem o impacto de VALE3, o principal índice da bolsa brasileira teria subido 0,21%
Analistas da XP apontam quais são as perspectivas para as construtoras de alta renda em 2026 e os desafios que o investidor pode esperar
Com cortes de até 51% nas taxas logísticas e redução na mensalidade dos vendedores, a gigante norte-americana eleva a pressão sobre o Mercado Livre no México e reacende o temor de uma escalada na guerra do e-commerce na América Latina
Banco aponta spreads baixos, queima de caixa acelerando e avalia que Petrobras dificilmente fará aporte para evitar impacto na política de dividendos
Veja as tendências para as ações de empresas do ramo de alimentos e bebidas com o avanço do uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, e da busca pelo bem-estar
Segundo site, a Shell teria apresentado uma proposta diferente da alternativa discutida pela Cosan e por fundos do BTG para a Raízen; veja o que está na mesa