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No total, a estatal vai pagar R$ 7,1 bilhões em dividendos, mas quem possui ações preferenciais vai receber R$ 0,67 a mais por ação do que os detentores de ações ordinárias
Depois de fazer as pazes com o lucro depois de quatro anos no vermelho, a Petrobras pode voltar a distribuir dividendos mais polpudos aos acionistas sem perder de vista o controle da situação financeira. Só que os detentores de ações preferenciais (PETR4) têm mais motivos para comemorar do que de papéis ordinários (PETR3).
Junto com o balanço, a Petrobras anunciou uma distribuição extra de R$ 106,7 milhões em dividendos às ações PN, o equivalente a R$ 0,019236 atualizados pela taxa básica de juros (Selic).
O valor foi pago para atender as regras do estatuto da empresa, que prevê uma distribuição mínima de dividendos para ações preferenciais, que não possuem direito a voto.
"Uma empresa endividada como a Petrobras deveria pagar menos dividendo e criar valor. Mas somos obrigados a pagar dividendo mínimo e continuaremos assim", disse hoje o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, em teleconferência com analistas.
No total, a estatal vai pagar R$ 7,1 bilhões em dividendos referentes ao lucro deste ano, que somou R$ 25,8 bilhões. Mas quem possui papéis PN vai receber R$ 0,67 a mais por ação do que os que possuem ações ON, que têm direito de voto nas assembleias. Cada ação PN terá direito a R$ 0,9225 e a ON, R$ 0,2535.
"Na nossa visão, o mercado esperava dividendos adicionais para ações ordinárias e esperamos que as ações preferenciais tenham um desempenho melhor que as ordinárias no próximo pregão", escrevem os analistas do Credit Suisse, em relatório a clientes.
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Dito e feito. Depois de começarem o dia em alta, as ações da Petrobras acompanharam a piora do mercado e passaram a negociar em queda. Mas as PN tem um desempenho bem melhor, com baixa de 1,48%, cotadas a R$ 26,36, por volta das 14h, enquanto as ON recuavam 4,27%, a R$ 29,68.
Para os analistas do J.P. Morgan, as ações preferenciais da estatal são uma pedida melhor que as ordinárias hoje na bolsa.
Entre as razões da escolha das PN está a recente edição do Decreto nº 9.714, que permitiu ao BNDES vender os papéis ON da empresa diretamente no mercado. Antes da medida, era necessária uma autorização presidencial para a venda das ações com direito a voto. "Esse pode ser um gatilho para o spread [diferença] entre as duas diminuir", escrevem os analistas.
E você, o que acha? Prefere votar nas assembleias da Petrobras mas ter um dividendo menor ou receber uma parcela maior do lucro da estatal? Deixe sua opinião nos comentários abaixo ou lá no meu twitter.
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