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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
Mercados tensos

Debandada de ministros no Reino Unido coloca em risco o Brexit

Uma votação contra o projeto de acordo pode implicar que não haja o Brexit, segundo a primeira-ministra britânica, Theresa May

15 de novembro de 2018
11:41 - atualizado às 14:16
Theresa May, primeira-ministra britânica - Imagem: Drop of Light/Shutterstock.com

Uma debandada de ministros colocou em risco o Brexit, o plano que prevê a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

A primeira-ministra britânica, Theresa May, advertiu o Parlamento nesta quinta-feira de que uma votação contra o projeto de acordo pode implicar que não haja o Brexit.

É importante ficar de olho nessa movimentação política, porque ela deve afetar todo o mapa de investimentos. A confusão em torno do Brexit faz a cotação da libra esterlina despencar nos mercados internacionais nesta quinta-feira.

"Estou fora"

Pouco mais de 12 horas depois de May anunciar que a equipe formada por seus principais ministros combinou os termos do esboço de acordo, o ministro do Brexit, Dominic Raab, e a titular do Trabalho e Aposentadorias, Esther McVey, se demitiram, dizendo não poder endossá-lo.

Antes deles, outros dois ministros já haviam pedido o boné em meio à divisão no governo.

"Podemos escolher sair da União Europeia (UE) sem acordo, podemos escolher que não haja Brexit ou podemos escolher nos unir e apoiar o melhor acordo possível", afirmou May em discurso na Câmara dos Comuns, onde partidários e detratores criticaram o texto aprovado na véspera pelo governo.

O projeto precisa do voto de pelo menos 320 dos 650 parlamentares.

Em Londres, alguns especialistas também questionam se o governo de May terá forças para superar mais essa crise em razão das tortuosas negociações do acordo.

 

*Com agências internacionais

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