Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

"A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida." - Oscar Wilde
Mandelbrot revolucionou as finanças ao observar que o comportamento do mercado pode ser dividido em períodos de alta ou baixa volatilidade — que ele chamou de clusters.
Funciona mais ou menos assim: se na semana passada o mercado viveu fortes emoções e a dose se repetiu nesta semana, é melhor manter os cintos apertados porque a semana que vem deve ser de bastante volatilidade também.
De forma análoga, se a coisa estava monótona ontem e continuou assim hoje, a tendência é que pouca coisa mude amanhã.
Esse sistema se retroalimenta por um tempo — às vezes meses ou anos — até que surge algum evento de quebra, capaz de fazer um período de baixa volatilidade se transformar em um cluster de volatilidade elevada.
Em termos práticos, essa transição pode ser bastante lucrativa, especialmente para quem negocia opções, e apesar de a identificação dessas mudanças ser tarefa muito difícil, tenho bons motivos para acreditar que estamos vivendo exatamente esse momento.
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Volatilidade do Índice Brasil Amplo (Ibra) subindo rapidamente depois de anos de queda

Essa quebra de paradigma tem se traduzido em uma série de recordes para o Ibovespa e inúmeros ganhos com opções para os assinantes do Flash Trader — como SMALB118 (+441%), LRENB144 (+236%) e TIMSB252 (228%), apenas para citar alguns neste início de 2026.
A melhor parte é que, de acordo com Mandelbrot, podemos estar apenas no início de um período muito promissor para quem gosta de opções.
Caso interesse, nossa equipe desenvolveu diversas ferramentas gratuitas para te ajudar a encontrar as melhores opções disponíveis no mercado basta fazer um simples cadastro para começar a utilizá-las.
A vida imita a Bolsa?
Mas o mais curioso de toda essa história de clusters de volatilidade é que, se você parar para pensar, ela não é muito diferente do que acontece em nossas vidas.
Às vezes passamos anos e anos vivendo as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, indo para os mesmos lugares, pegando o mesmo santo caminho para o trabalho todos os dias, e começamos a achar que essa baixa volatilidade veio para ficar.
De repente a vida te dá um soco na boca e todos os seus planos meticulosamente calculados por anos voam pela janela.
Mas antes de achar que isso é ruim, lembre-se dos recordes do Ibovespa e dos ganhos com opções. Depois de anos de calmaria, a volatilidade chegou — e isso pode ser uma boa notícia, meu bem.
A vida imita a Bolsa?
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