Por que você deveria ter Petrobras (PETR4) na carteira — independentemente de quem ganhar as eleições?
A estatal ganha com cenário que é visto como mais positivo ou mais negativo pelo mercado, mas não é só isso que torna as ações atrativas agora

Ao longo dos últimos anos nos acostumamos a ver o nome da Petrobras (PETR4) bastante envolvido nas chamadas "apostas eleitorais".
Sempre que chegávamos perto da disputa, PETR4 passava a ser recomendada por aqueles que acreditavam na vitória de candidato mais pró-mercado.
Por outro lado, quem estava apostando no oponente não apenas vendia as ações como muitas vezes ainda montava posições short, que lucram com a queda do ativo.
Isso costumava acontecer porque a Petrobras é estatal, e por isso tende a sofrer forte influência do governo em decisões que acabam afetando seus resultados — para o bem ou para o mal.
Mas nestas eleições a situação me parece diferente.
Independentemente de quem ganhar, nenhum dos cenários será desastroso para a companhia.
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Petrobras: boa em qualquer cenário
Para começar, a variável mais importante para os resultados da Petrobras é o preço do petróleo, que não depende do resultado das urnas e está em níveis suficientemente elevados para proporcionar um dividend yield superior a 10% — isso já seria suficiente para sustentar a nossa visão positiva, mas vamos entender melhor como ficaria a Petrobras em cada um dos cenários.
- Leia também: Quer saber como construir uma carteira preparada para as eleições? É mais fácil do que você imagina
Se der o resultado que o mercado entende como o "menos favorável", os riscos de interferência aumentam, mas não devem ser muito maiores do que os riscos com os quais a companhia já conviveu nos últimos quatro anos, período no qual ela tem se saído muito bem, inclusive.
Além disso, esse cenário mais negativo deve propiciar um dólar mais forte, que por sua vez ajuda as receitas da companhia, dado que o petróleo é precificado na moeda norte-americana.
Por fim, vale lembrar que um dos grandes receios do mercado nesse cenário negativo é a possibilidade de juros elevados por mais tempo e uma desaceleração mais forte da atividade interna — mas esses são fatores que afetam muito menos a Petrobras do que bancos, varejistas, entre outras companhias brasileiras.
Pode até ser que PETR4 tenha alguns pregões ruins se esse cenário se concretizar, mas isso pode representar inclusive uma oportunidade de compra, na minha visão, já que os fundamentos continuariam favoráveis.
No cenário que é visto como positivo, provavelmente teremos uma queda do dólar, o que já entendemos que não ajuda a receita. Por outro lado, isso deve ser mais do que compensado pela provável melhora na alocação de capital e redução dos riscos de interferência, o que tende a resultar em valorização dos papéis.
Com dividendos polpudos e perspectivas favoráveis independente de quem vença as eleições, a Petrobras é uma das ações presentes na série Empiricus Dividendos, que você pode acessar gratuitamente por 30 dias.
Um abraço e até a próxima,
Ruy
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