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O cenário para a bolsa brasileira mudou; saiba como se preparar

Na visão pragmática do mercado, as chances de um ajuste fiscal viraram pó, e isso tem implicações profundas para os investimentos em ações

Escudo metálico bloqueando um gráfico de candlesticks vermelhos em queda sobre fundo azul.
Defesa contra os mercados em queda. - Imagem: Seu Dinheiro/Imagem gerada por IA

Não dá para falar de outra coisa. Desde o último fim de semana, a tese de investimentos no Brasil mudou drasticamente e, com ela, o valor justo dos ativos.

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Na visão pragmática do mercado, as chances de um ajuste fiscal viraram pó, o que fica mais claro quando olhamos para a taxa de juros que o mercado voltou a cobrar do governo a partir de segunda-feira (26).

Taxa de negociação do Tesouro IPCA+ 2032. Fonte: Tesouro Direto.

E isso tem implicações profundas para os investimentos em ações. Se um dos desfechos dava ao mercado a esperança de que a Selic pudesse chegar a um dígito em 2028, agora o cenário base se tornou juros persistentemente elevados, talvez se reaproximando de 15% no pior cenário — estou particularmente ansioso para ver qual será a Selic esperada para 2027 e 2028 no próximo relatório Focus.

O que muda para os seus investimentos?

Sendo bastante direto, é hora de ter mais dólar, mais renda fixa e ações mais defensivas na carteira.

Mais especificamente com relação às ações, se antes havia espaço para carregar na carteira teses mais dependentes de uma melhora macro, esse espaço praticamente sumiu.

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Pode até ser que tenhamos alguma sinalização no âmbito fiscal, que ajude a aliviar as preocupações. Mas já vivi Carnavais demais como analista/investidor para apostar muitas fichas nisso, e é por isso que eu recomendo que você faça algumas alterações na carteira, para deixá-la mais preparada para um ambiente mais difícil.

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A primeira coisa a fazer é reduzir a exposição às empresas mais cíclicas e endividadas, especialmente varejistas, incorporadoras de alta renda, e locadoras por exemplo. Essas podem até ser as maiores beneficiadas de uma melhora macro, mas serão bastante impactadas caso isso não se concretize.

Agora é o momento de colocar na carteira teses mais defensivas, menos dependentes da atividade econômica, pouco endividadas e, em alguns casos, com maior exposição ao dólar.

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Pensando nisso, nesta semana aumentamos a exposição em WEG (WEGE3), que tem mais da metade da receita vinda de fora, e ainda se beneficia fortemente dos investimentos em eletrificação e data centers.

Outro nome que faz sentido é Itaú (ITUB4), que já se provou em outros momentos difíceis e está preparado para entregar o mesmo desempenho positivo desta vez.

Por fim, não se esqueça de deixar uma parcela da carteira em caixa. Além de reduzir um pouco o risco, ele pode ser bastante útil caso esse sell-off crie alguma boa oportunidade de compra nas próximas semanas.

Os próximos meses exigirão muita diligência e assertividade nas escolhas para a sua carteira. Se quiser conhecer os melhores ativos para atravessar esse ambiente, deixo aqui um acesso gratuito por 30 dias ao Empiricus+.

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Um abraço e até a próxima,
Ruy

Veja também: Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados

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