O cenário para a bolsa brasileira mudou; saiba como se preparar
Na visão pragmática do mercado, as chances de um ajuste fiscal viraram pó, e isso tem implicações profundas para os investimentos em ações

Não dá para falar de outra coisa. Desde o último fim de semana, a tese de investimentos no Brasil mudou drasticamente e, com ela, o valor justo dos ativos.
Na visão pragmática do mercado, as chances de um ajuste fiscal viraram pó, o que fica mais claro quando olhamos para a taxa de juros que o mercado voltou a cobrar do governo a partir de segunda-feira (26).

E isso tem implicações profundas para os investimentos em ações. Se um dos desfechos dava ao mercado a esperança de que a Selic pudesse chegar a um dígito em 2028, agora o cenário base se tornou juros persistentemente elevados, talvez se reaproximando de 15% no pior cenário — estou particularmente ansioso para ver qual será a Selic esperada para 2027 e 2028 no próximo relatório Focus.
O que muda para os seus investimentos?
Sendo bastante direto, é hora de ter mais dólar, mais renda fixa e ações mais defensivas na carteira.
Mais especificamente com relação às ações, se antes havia espaço para carregar na carteira teses mais dependentes de uma melhora macro, esse espaço praticamente sumiu.
Pode até ser que tenhamos alguma sinalização no âmbito fiscal, que ajude a aliviar as preocupações. Mas já vivi Carnavais demais como analista/investidor para apostar muitas fichas nisso, e é por isso que eu recomendo que você faça algumas alterações na carteira, para deixá-la mais preparada para um ambiente mais difícil.
Leia Também
Amigo da onça na bolsa: balanço da Vale (VALE3), Fed, tecla SAP e agenda cheia mexem com mercados após fuga de Flávio Bolsonaro
Rodolfo Amstalden: Moro num Brasil tropical e trôpego, mas moro no Brasil
A primeira coisa a fazer é reduzir a exposição às empresas mais cíclicas e endividadas, especialmente varejistas, incorporadoras de alta renda, e locadoras por exemplo. Essas podem até ser as maiores beneficiadas de uma melhora macro, mas serão bastante impactadas caso isso não se concretize.
Agora é o momento de colocar na carteira teses mais defensivas, menos dependentes da atividade econômica, pouco endividadas e, em alguns casos, com maior exposição ao dólar.
Pensando nisso, nesta semana aumentamos a exposição em WEG (WEGE3), que tem mais da metade da receita vinda de fora, e ainda se beneficia fortemente dos investimentos em eletrificação e data centers.
Outro nome que faz sentido é Itaú (ITUB4), que já se provou em outros momentos difíceis e está preparado para entregar o mesmo desempenho positivo desta vez.
Por fim, não se esqueça de deixar uma parcela da carteira em caixa. Além de reduzir um pouco o risco, ele pode ser bastante útil caso esse sell-off crie alguma boa oportunidade de compra nas próximas semanas.
Os próximos meses exigirão muita diligência e assertividade nas escolhas para a sua carteira. Se quiser conhecer os melhores ativos para atravessar esse ambiente, deixo aqui um acesso gratuito por 30 dias ao Empiricus+.
Um abraço e até a próxima,
Ruy
Veja também: Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Nunca antes: bolsa, dólar e juros reagem à reeleição de Lula com circuit-breaker no radar dos investidores
26 de outubro de 2026 - 8:21O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O jogo só termina quando acaba: WEG em queda, IPCA-15 e cautela na bolsa no último pregão antes do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
23 de outubro de 2026 - 7:51SEXTOU COM O RUY
A bolsa tem bons motivos para continuar subindo, mas a WEG (WEGE3) serve como alerta
23 de outubro de 2026 - 6:03O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Uma nova aposentadoria complementar: novas pesquisas eleitorais e início da temporada de balanços movimentam os mercados
22 de outubro de 2026 - 8:27EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Na média, continua tudo meio igual
21 de outubro de 2026 - 20:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Um passo de cada vez: início da temporada de balanços e pesquisa Quaest mexem com os mercados hoje
21 de outubro de 2026 - 8:44O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O joio, o trigo e os inadimplentes: eleições, temporada de balanços, revolta na França e petróleo em alta movimentam os mercados hoje
20 de outubro de 2026 - 8:23INSIGTHS ASSIMÉTRICOS
Protestos na França: quando a dívida cobra a conta das economias desenvolvidas
20 de outubro de 2026 - 7:33O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Temporada de balanços do 3T26, visão de dono para empreender e eleições: o que movimenta os mercados hoje
19 de outubro de 2026 - 8:28VISÃO DE DONO
Antes de abrir uma empresa, experimente um estágio de dono
19 de outubro de 2026 - 6:45PLANO A
Caça às bruxas: os fundos de previdência caros e pouco rentáveis que nós não recomendamos
18 de outubro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Em busca do eletroposto mais próximo e das ações que vão se dar bem na temporada de balanços; veja o que mexe com seu bolso hoje
16 de outubro de 2026 - 8:16SEXTOU COM O RUY
A bolsa subiu na expectativa, mas a realidade segue difícil. O que esperar da temporada de resultados?
16 de outubro de 2026 - 7:05O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A volta do fantasma dos distratos, o peso dos juros para o desempenho da bolsa e tudo o que mexe com o seu bolso hoje
15 de outubro de 2026 - 8:35EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: O empurrão que faltava para o Novo Keynesianismo
14 de outubro de 2026 - 19:45O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Brasileiros à prova da teoria financeira, ‘Pix MEI’, o renascimento do Magalu e o que mais mexe com o seu bolso hoje
14 de outubro de 2026 - 8:28O MELHOR DO SEU DINHEIRO
As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para as PMES, o sumiço das LCIs e LCAs que pagavam 95% e o que agita os mercados hoje
13 de outubro de 2026 - 8:19O MELHOR DO SEU DINHEIRO
É o fim dos aplicativos de banco? Os gerentes de IA e as notícias mais importantes para o seu bolso neste feriado
12 de outubro de 2026 - 8:01TRILHAS DE CARREIRA