🔴 É HORA DE SAIR DA DEFENSIVA: ESTES 10 ATIVOS PODEM MULTIPLICAR ATÉ 400x EM 12 MESES – CONFIRA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

IGUARIA BRASILEIRA

Ostras em lata por R$ 99? Chef cria indústria de moluscos e quer mudar imagem do enlatado no Brasil

Fábrica de Florianópolis leva ostras e outros frutos do mar catarinenses para latas de até R$ 99 e mira consumidor disposto a pagar mais por produtos premium

Primeira fábrica de moluscos enlatados do Brasil produz ostras e outros frutos do mar em Santa Catarina
Primeira fábrica de moluscos enlatados do Brasil produz ostras e outros frutos do mar em Santa Catarina - Imagem: Divulgação/Amuse Bouche

"O brasileiro associa o alimento enlatado com produtos de baixo custo, como a sardinha e o atum, por exemplo", diz o chef Helton Costa em entrevista ao Seu Dinheiro. O chef de Florianópolis, então, decidiu colocar outro tipo de produto dentro da embalagem: ostras, mexilhões, lulas e polvos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em Saco Grande, Florianópolis, Helton criou a Amuse Bouche, a primeira indústria certificada para a produção de frutos do mar enlatados em azeite de oliva no Brasil. “Em viagens à Europa, eu via que todo mundo trazia latinhas de frutos do mar de Portugal. E me perguntei: por que não enlatar os frutos do mar e a maricultura catarinense?”, conta Costa.

A pergunta deu origem a um projeto que levou cerca de um ano e meio entre desenvolvimento, testes e análises até chegar à autorização para industrializar os produtos. Segundo o chef, o projeto começou em março do ano passado e a comercialização teve início em agosto.

Polvo enlatado da fábrica brasileira Amuse Bouche
Polvo enlatado da fábrica brasileira Amuse Bouche - Imagem: Reprodução/ @amusebouchesc

Crise na maricultura

O setor de maricultura, aliás, enfrenta crises recorrentes provocadas por fatores climáticos, e a novidade pode surgir como uma alternativa em meio a esse cenário. Em abril, Santa Catarina, principal produtor de frutos do mar do país, perdeu 90% da safra da temporada devido às altas temperaturas do mar.

Em Pernambuco, por outro lado, a pressão vem também da atividade humana. Atividades industriais e o tráfego de embarcações têm comprometido a qualidade da água em algumas regiões e afetado o desenvolvimento dos moluscos. Com condições menos favoráveis, eles não conseguem chegar à fase adulta e acabam atingindo tamanhos menores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De chef a empresário da indústria

Costa não entrou na gastronomia ontem. Aos 58 anos, ele acumula 40 anos de cozinha e cerca de 30 anos como chef. Sua formação inclui pós-graduação em São Paulo e na França, além de estágios em algumas das principais capitais gastronômicas da Europa.

Leia Também

CONFUSÃO NA MODA

Protesto causa briga física na passarela da Semana de Moda de NY. Relembre outras polêmicas dos ativistas

VERÃO LADO B

48h em Zurique, a cidade não-óbvia para um verão europeu à beira lago

O chef comandou por 16 anos a cozinha do Costão do Santinho Resort e, depois, passou pelo Campanário Resort Internacional antes de abrir os próprios restaurantes, entre eles a Cantina Sangiovese e o Benedito Ristobaretto. Além disso, foi eleito três vezes o chef do ano em Florianópolis pela Comer & Beber.

O chef Helton Costa idealizou o projeto
O chef Helton Costa idealizou o projeto - Imagem: Divulgação

“Passados todos esses anos, bateu a vontade de mudar de ramo sem sair da gastronomia”, afirma. A escolha pelos frutos do mar veio de uma característica do próprio estado. Santa Catarina concentra a maior parte da produção brasileira de ostras e mexilhões e abastece grandes centros consumidores, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Para Costa, industrializar esses produtos poderia criar uma nova oportunidade para a maricultura catarinense. “Santa Catarina é referência nacional em frutos do mar. Então surgiu a ideia do projeto”, diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O desafio não era colocar a ostra na lata, era mantê-la boa

A ideia parecia simples, mas a execução exigiu uma etapa que o chef considera central: descobrir como prolongar a vida útil do alimento sem destruir suas características.

O produto tem validade de aproximadamente dois anos, segundo Costa, o que permite transportar os frutos do mar para além do mercado regional. Para chegar a esse resultado, entretanto, o projeto precisou conciliar segurança alimentar e qualidade gastronômica.

“Meu grande desafio como chefe foi equilibrar a segurança microbiológica e a durabilidade sem que a ostra perdesse a textura ou virasse um purê”, afirma.

Segundo o chef, as ostras e outros moluscos enlatados têm validade de até 2 anos
Segundo o chef, as ostras e outros moluscos enlatados têm validade de até 2 anos - Imagem: Mitili/Unsplash

O desenvolvimento contou com a participação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que realizaram análises microbiológicas e ajudaram a estabelecer os parâmetros necessários para a produção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O chef diz que a parte sanitária acabou sendo mais complexa do que a burocracia em si. “Não foi a burocracia, mas o desenvolvimento para garantir um produto seguro”, afirma. “As normas sanitárias no Brasil são muito mais rígidas do que na Europa.”

Apesar disso, Costa não vê a fiscalização como um obstáculo ao negócio. “Eu encaro essa fiscalização rigorosa, como a da Anvisa, como uma parceria que traz segurança alimentar e eleva o nível de qualidade do resultado final”, diz.

E o gosto?

Se a segurança representa o lado industrial do projeto, o sabor ficou sob responsabilidade do chef. A promessa é que a ostra mantenha as características do produto fresco. “O sabor fica exatamente como se tivesse acabado de tirar do mar”, afirma Costa.

A fórmula também tenta se afastar da ideia de um alimento ultraprocessado. Segundo o chef, a ostra não leva conservantes nem aditivos químicos. A composição reúne apenas o fruto do mar e azeite de oliva extravirgem português.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O azeite ganha uma segunda função depois que o consumidor abre a lata. “O azeite fica saborizado pelos frutos do mar e pode, e deve, ser reutilizado para cozinhar ou temperar saladas”, afirma. Para Costa, isso muda a conta do produto. “Na verdade, você adquire dois produtos: o fruto do mar e o azeite saborizado de altíssima qualidade.”

Cada lata possui 18 unidades de ostra
Cada lata possui 18 unidades de ostra - Imagem: Divulgação/ Amuse Bouche

Da lata ao aperitivo com champanhe

A inspiração para o projeto veio principalmente de Portugal e Espanha, países com uma tradição centenária na produção de frutos do mar enlatados. A diferença, segundo Costa, está na percepção do consumidor. “No Brasil, ainda existe o paradigma de que enlatado é produto simples ou de baixo custo, como sardinha e atum”, afirma.

“Os produtos mais nobres, como foie gras, manteiga trufada, trufas e caviar, vêm em lata. Precisamos quebrar essa visão por aqui.” A ostra, por exemplo, chega ao consumidor por cerca de R$ 99 a lata, com aproximadamente 18 unidades. Já a lula é vendida por R$ 79, polvo por R$ 92 e mexilhões por R$ 85.

“O produto já vem pronto para abrir e beliscar como aperitivo, acompanhado de um champanhe ou vinho”, diz. Ao mesmo tempo, o consumidor pode usar as ostras em receitas, como uma massa com frutos do mar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele tem apenas um sócio investidor e afirma que cuidou pessoalmente da criação do conceito, do projeto e do design gráfico da marca. O valor exato do investimento, porém, não foi divulgado. “Meu sócio prefere não divulgar valores exatos de investimento, mas é um valor equivalente ao preço de três ou quatro carros importados”, afirma. A aposta agora está em transformar a produção local em um produto que viaje para todo o Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ranking elege as melhores cachaças de 2026 12 de setembro de 2026 - 8:00
Auditório escuro com palco iluminado. Sobre o palco, pessoas se reúnem para o leilão do LAR 11 de setembro de 2026 - 16:57
Open Air Brasil 11 de setembro de 2026 - 15:30
Rafael Nadal cofundou rede de hotéis de luxo que planeja abrir 7 unidades na Argentina 11 de setembro de 2026 - 9:16
Montagem com o escritor Raphael Montes e o livro "A Estranha na Cama"; Raphael usa camiseta azul claro, óculos e brinco, e a capa do livro é vermelha com uma rosa cinza no centro 11 de setembro de 2026 - 8:16
japão viagem turismo tóquio iene 10 de setembro de 2026 - 18:40
Adega do Rancho Português 10 de setembro de 2026 - 17:02
Volvo ES90 visto da diagonal 10 de setembro de 2026 - 8:16
lado externo e interno de iPhone Duo 9 de setembro de 2026 - 18:30
Influenciadora paulistana Marcella Tranchesi fundou a confeitaria Doce Aquarella em 2024 9 de setembro de 2026 - 8:16
Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo, deve inaugurar loja de departamento de luxo 8 de setembro de 2026 - 12:20
A rinha dos sabonetes de luxo 7 de setembro de 2026 - 8:16
Confira os brindes e ativações mais legais do Rock in Rio neste ano 5 de setembro de 2026 - 9:00
Uma rua lotada de pessoas e ladeada por lanternas japonesas; foto tirada de um plano acima das cabeças 5 de setembro de 2026 - 8:00
Cerveja 5 de setembro de 2026 - 7:50

ESTILO PRÓPRIO

Catharina Sour coloca o Brasil no mapa mundial da cerveja

5 de setembro de 2026 - 7:50
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar