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Inspirado no sul da Itália, bar inicia revitalização de praça escondido nas redondezas da Faria Lima, um spritz por vez
O sol se põe na calçada e taças alaranjadas brindam um verão tardio. Poderia ser Kalsa, na Itália, mas é o entorno da Faria Lima, em Pinheiros. Por ali, desde outubro, o Palermo traduz parte da energia siciliana em São Paulo.
Novidade quente do fim de 2025, o novo empreendimento chegou bem a tempo do verão. Capitaneado por Rafael Berçot e Marcello Nazareth (Guilhotina e Café Hotel) com Caio Tucunduva e Julio Seixas (Café Hotel), mais o chef Thiago Cerqueira, o Palermo trouxe suas cores para uma região ainda escondida no hypado bairro paulistano.
Quem piscar, inclusive, talvez perca as entradas diminutas das ruas Sebastião Gil e Orlando Vassoni em meio à efervescência da rua dos Pinheiros e da Teodoro Sampaio. De qualquer uma delas, poucos passos conduzem a um canto ainda pacífico em meio ao bairro barulhento. Foi ali que o grupo desembarcou há poucos meses com gastronomia e coquetelaria francamente inspiradas no ensolarado sul da Itália.
"Nossa ideia é trazer para a área o frescor mediterrâneo e da convivência ao ar livre", diz Marcello Nazareth. "É também nosso primeiro passo para transformar o espaço em um complexo gastronômico e cultural no coração de Pinheiros."

Da porta para dentro, o Palermo é um espaço reservado e intimista, com poucas dezenas de lugares, luz média e música boa. Na cozinha, o chef Thiago Cerqueira é o responsável por traduzir parte da vibe siciliana em aperitivos e petiscos saborosos que acompanham os drinks de Estella Moraes.

O cuidado com a gastronomia, aliás, aparece em porções bem servidas de entradas como o Di Tonno (R$ 69), um crudo de atum cru com água de tomate fresco. Ou como o Arancini Al Pesto (R$ 49), por exemplo, feito com muçarela e um pistache sem afetação.
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Chamam a atenção as massas, servidas em dois tamanhos. O saboroso Caserecce al Pesto (R$ 48/R$ 80), por exemplo, leva pesto de amêndoas e linguiça picante; já o Linguini ai Frutti di Mare (R$ 66/R$ 110) surpreende com largos anéis de lula e outros frutos do mar.

A experiência ainda inclui sobremesas como os ótimos cannoli, recheados com creme (R$ 40) ou, novamente, com um pistache bem aplicado (R$ 45).

É do lado de fora, no entanto, que o Palermo assume suas melhores cores. Literalmente. Isso porque, ao abrir as portas em uma praça pitoresca e escondida, o grupo mira em um objetivo maior: o de transformar o espaço em um polo gastronômico e cultural.

A história de bares injetando vida em redondezas escondidas não é nova em São Paulo. Casos célebres incluem a clássica Casa de Francisca no Palacete Teresa, na Sé. Ou, inclusive, o recentemente hypado Boteco de Manu, que espalhou mesas em tardes animadas à beira da Avenida Pacaembu.
O obstáculo ali era o estado da própria praça que, conta Nazareth, estava deteriorado quando o grupo chegou. Foi preciso certa visão e alguma criatividade para enxergar o potencial das redondezas, algo que o empreendimento incorporou na essência do negócio, aliás:
"O espaço nos remeteu a muito mais que um bar ou restaurante, mas a uma vila e uma comunidade. Imediatamente nos veio à mente as vilas italianas e da parte da Sicília", conta Julio Seixas. "Decidimos iniciar o que sonhamos em ser um distrito cultural e gastronômico para São Paulo."

O passo seguinte foi conquistar a aliança dos moradores: o Palermo fica no térreo de um prédio. Antecipando a visão para a região, o grupo acabaria assinando o restauro da fachada do edifício, refeita nos tons amarelo e alaranjado e cercada de plantas.
A praça virou o cenário para onde, instalado um parklet, mesas se debruçam sobre a calçada da praça. Por ali, o time estendeu a operação para o almoço executivo, que ganhou filas no horário. Mas é no entardecer que a alma siciliana aparece melhor no novo point de Pinheiros.

À favor, o time tem a expertise de Estella Moraes, que assina a ótima coquetelaria do Palermo. "Decidimos colocar uma carta bem baseada em spritz para fazer jus a essa combinação mediterrânea e cruzar com o gosto do brasileiro, que vai para algo refrescante", conta Marcello.
Na carta, destaques incluem o Palermo Spritz (R$ 62), com limoncello, Don Julio Blanco, Luxardo Maraschino e espumante, e o saboroso Costa d’Oro (R$ 55), cítrico e frutado, com Lillet Blanc, suco de laranja, hidromel de frutas vermelhas e espumante.

Pela frente, o Palermo segue com tardes e noites animadas ao lado de uma frenética Faria Lima. Ao concluir de sua primeira temporada, no entanto, os planos são de um novo estabelecimento, que sai ainda neste trimestre, segundo os sócios, de olho também na revitalização da praça e o aumento da área verde da microrregião.
"A ideia é realmente fazer ali virar um ponto turístico agradável, para comer bem, beber bem, onde as pessoas se sintam como em nenhum outro lugar em São Paulo", projeta Nazareth. Uma transformação que começa, apropriadamente, na calçada do Palermo.

Palermo: Rua Sebastião Gil, 14 – Pinheiros, São Paulo | Horário: Segunda e terça - 11h30 às 14h. Quarta a sexta - 11h30 às 14h e 17h às 22h. Sábado - 12h as 18h
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