Resgates de fundos multimercados dispara e FIDCs entram na mira do investidor, segundo Anbima; entenda
O movimento de entrada crescente em fundos de renda fixa e fundos estruturados pode sinalizar uma mudança de foco do investidor; veja como se posicionar

A Anbima relatou no iniciou do mês que os fundos multimercados foram os principais responsáveis pelas saídas em maio, com resgate líquido de R$ 6,4 bilhões. No ano, a classe acumula entradas de R$ 1,4 bilhão, uma reversão ainda tímida de uma tendência de retiradas que foi vista desde 2025. No ano anterior, as saídas foram equivalentes a R$ 58,9 bilhões.
Na ponta oposta, os fundos de renda fixa lideraram as entradas do mês, com R$ 10,4 bilhões. Outra classe que também se destacou foram os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com um saldo positivo de R$ 2,5 bilhões no mês.
Em 2026, até agora, os ganhos dos FIDCs somam R$ 21,5 bilhões, revelando uma tendência similar à de 2025, quando esses fundos fecharam o ano com uma captação positiva de R$ 57,6 bilhões no ano.
O movimento do mercado é uma reação ao cenário macro: os juros permanecem em um patamar elevado e a inflação dá sinais de uma retomada de aceleração. Segundo o Focus, a expectativa é de que o IPCA extrapole o teto da meta em 2026.
Assim, os fundos multimercado, que estão expostos a ativos mais arriscados, como ações, câmbio e outros, têm visto uma saída por parte dos investidores que buscam diminuir o risco da carteira.
Em contrapartida, outros fundos estão crescendo, como os fundos estruturados mencionados, impulsionados pela oportunidade de buscar retornos acima da inflação ecom risco mais parecido com o da renda fixa. Segundo projeções da Ouro Preto Investimentos, a classe dos FIDCs pode alcançar um valor de mercado de cerca de R$ 2,8 trilhões até 2030.
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Afinal, o que são FIDCs e por que investir nesses ativos?
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) têm 50% do patrimônio investido em direitos creditórios. Isto é, valores a receber de uma empresa, como compras parceladas, duplicatas e outros créditos que ainda serão pagos no futuro.
Assim, quando uma empresa precisa de caixa antes de receber um pagamento, ela vende os direitos de recebimento para um fundo que antecipa esses valores.
Diferentemente dos produtos tradicionais de renda fixa (como CDBs, LCIs, LCAs e títulos públicos), esta alternativa oferece retornos potencialmente maiores, para aqueles investidores que aceitam um pouco mais de risco.
“É uma classe que combina potencial de retorno, diversificação e exposição a diferentes tipos de crédito," afirma um relatório recente sobre o setor, o Dossiê FIDCs.
Os gestores de FIDCs são especialistas que estudam para identificar oportunidades com recebíveis de companhias. Para as companhias, principalmente pequenas e médias empresas, os FIDCs são interessantes pois têm menos burocracia do que um financiamento bancário.
Assim, esses investimentos conseguem lucrar principalmente em dois cenários:
- Pela diferença entre o valor que o fundo desembolsa para comprar os recebíveis e o total que ainda será pago pelos devedores ao longo do tempo;
- Pela capacidade do gestor do FIDC de selecionar créditos de qualidade e administrar os riscos envolvidos.
Por trás dessas negociações, consultorias de crédito fazem a avaliação e aprovação dos recebíveis sendo adquiridos pelo FIDC, tornando o processo mais seguro. Com várias instituições por dentro dos processos, o fundo conta com uma fiscalização e acompanhamento das operações constante.
CONHEÇA FIDC QUE RENDEU 18,97% DESDE ABRIL DE 2025
FICFIDC: o fundo de fundos dos FIDCs
Entre os FIDCs, existem os FICFIDC. A sigla é para “fundo de investimento em cotas de FIDCs”, ativos que não adquirem os recebíveis diretamente. Eles têm aportes em cotas de outros fundos de investimento em direitos creditórios.
Na prática, atuam como um “fundo de fundos”.
Para o investidor, esse é um caminho que oferece exposição a diferentes estratégias e carteiras de crédito apartir de um único aporte. Por meio dele, já é possível contar com um portfólio diversificado e equilibrado entre diferentes FIDCs.
Portanto, a estratégia pode funcionar como uma saída para investidores comuns que desejam fazer aportes em FIDCs com ainda mais diversificação entre os fundos da categoria.
Claro que, como todos os investimentos, os FIDCs também apresentam riscos e por isso devem ser selecionados com atenção na hora de investir.
Por isso mesmo, a equipe do Seu Dinheiro preparou um documento gratuito com tudo que o investidor precisa saber sobre FIDCs, antes de escolher o melhor ativo para a carteira.
Assim, o nosso leitor pode conhecer com detalhes uma classe que boa parte do mercado ainda não está posicionado e que pode ser uma das principais avenidas de investimento em crédito privado no Brasil.
No Dossiê FIDCs, o leitor confere:
- O que são os FIDCs e como eles funcionam;
- Como essa classe pode complementar uma carteira de renda fixa;
- Quais são os principais riscos envolvidos;
- Por que esses fundos costumam ter baixa sensibilidade à Selic;
Além disso, conhece um fundo em destaque, que acumula R$ 1,65 milhão em patrimônio líquido e completou seu primeiro ano de operação no final de abril. Desde o início, a rentabilidade acumulada já atinge CDI + 2,67% – equivalente a 18,97%.
O acesso é gratuito, uma cortesia para os leitores do Seu Dinheiro. Para acessá-lo, basta clicar no link abaixo:
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DISCLAIMER: As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability"). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.
Material técnico sobre o fundo aqui.

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