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Para os analistas, o foco dos eleitores agora não é somente quem deve ganhar a corrida para a presidência, mas também para o Congresso
A corrida eleitoral de 2026 já começou para definir o próximo presidente do Brasil. Quem deve ganhar: Lula, Flávio Bolsonaro ou uma terceira alternativa? Foi isso que o painel sobre o cenário das eleições brasileiras, no evento 12th Annual Brazil Investment Forum, do Bradesco BBI, se propôs a discutir.
Segundo Felipe Nunes, fundador e CEO da Quaest, Mauricio Moura, fundador e CEO do IDEIA Big Data, e Sérgio Denicoli, CEO da AP Exata, a eleição continua presa à polarização, sem uma nova narrativa capaz de reorganizar a disputa.
Na visão dos analistas, o pleito segue dominado por dois polos já conhecidos, mas acreditam que há alguns fatores que podem movimentar o xadrez político.
Para eles, temas como Senado, Supremo Tribunal Federal (STF), voto feminino, evangélicos, empreendedorismo e prosperidade devem ganhar peso à medida que a campanha avançar.
“O eleitor está muito mobilizado por essa ideia de querer ganhar a eleição para mostrar que está certo”, disse Nunes.
Para ele, a disputa deve seguir marcada por “polarização com muita emoção”, em um ambiente em que o eleitor se comporta mais como torcida do que como alguém disposto a discutir projetos de país.
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Denicoli afirmou que, nas redes sociais, a disputa hoje não deve ser lida apenas como um embate direto entre dois nomes, mas como uma competição entre diferentes personas e núcleos de influência.
Segundo ele, o campo bolsonarista consegue operar com mais eficiência nessa lógica fragmentada, falando com públicos distintos ao mesmo tempo, enquanto o presidente Lula permanece mais concentrado à esquerda e com dificuldade de ampliar sua conversa com o centro.
“O fato dele chamar a atenção faz com que ele tenha a percepção das pessoas”, afirmou Denicoli, ao comentar a maior dominância narrativa de Flávio Bolsonaro nas redes, ainda que isso não signifique, necessariamente, voto consolidado.
Nunes defendeu a ideia de que a eleição já entrou plenamente na cabeça do eleitor. Segundo ele, a política já faz parte do cotidiano das pessoas desde 2018 e a tarefa das campanhas, hoje, é menos persuadir e mais mobilizar.
Na leitura do cientista político,“o eleitor está caminhando para um outro espectro, à direita”, em temas de valores, costumes e visão de mundo.
O CEO da Quaest diz que esse movimento explica as dificuldades de Lula para dialogar com um centro, hoje mais conservador — algo que o petista conseguiu fazer melhor em eleições passadas.
Mesmo assim, Nunes ponderou que o presidente ainda tem ativos políticos importantes. Um deles seria a relação com a China. “O Lula é o único que pode dizer: eu sou amigo da China e posso trazer dinheiro, posso fazer investimento”, afirmou, ao apontar que esse pode ser um trunfo relevante mais adiante.
Esse cenário, ele lembra, ganha força em um momento no qual os brasileiros vêm criando antipatia pelos Estados Unidos por conta das políticas do presidente norte-americano Donald Trump, como guerras e tarifas.
Moura também sustentou que a eleição presidencial já ocupa espaço importante no imaginário do eleitor, mas chamou atenção para outro ponto: o sistema político está muito mais interessado na eleição da Câmara dos Deputados e do Senado do que propriamente na disputa pelo Palácio do Planalto.
Na avaliação dele, o poder político e financeiro se deslocou do Executivo para o Congresso, o que ajuda a explicar por que a eleição presidencial, embora barulhenta, convive com uma articulação mais pragmática nos bastidores.
Para Moura, o Senado deve ter protagonismo incomum em 2026, especialmente porque o tema do STF tende a entrar de forma mais concreta na campanha.
Embora muitos eleitores ainda não saibam exatamente qual é o papel de um senador, ele avalia que a discussão sobre impeachment de ministros da Corte pode funcionar como gatilho de mobilização.
O executivo também chamou atenção para um grupo decisivo de eleitores que deve definir o voto apenas mais perto da eleição.
Trata-se de um contingente pequeno, mas importante, formado em boa parte por trabalhadores e empreendedores de renda intermediária, com pouco tempo para acompanhar o debate político e que não se sentem plenamente representados por nenhum dos dois polos.
“Nenhum dos dois lados consegue hoje vender uma utopia”, afirmou Moura. Segundo ele, esse eleitor não quer viver do Estado, mas também espera que o Estado funcione em áreas como segurança, saúde e educação, ao mesmo tempo em que deseja prosperar por conta própria.
Nesse contexto, os participantes também discutiram o espaço para candidaturas alternativas. A conclusão predominante foi que existe demanda por um nome de fora da polarização, mas falta oferta competitiva.
Moura afirmou que o problema hoje parece ser mais de oferta do que de demanda, enquanto Nunes disse enxergar grupos de direita não bolsonarista que poderiam migrar para outro candidato, desde que ele demonstrasse viabilidade real.
Denicoli acrescentou que também há uma barreira de comunicação.
Para o fundador do IDEIA, a lógica algorítmica das redes sociais privilegia conteúdos mais simples, performáticos ou chamativos, o que dificulta a vida de candidatos com discurso mais racional ou programático.
O cientista de dados também apontou dois temas que, na visão dele, ainda não colaram integralmente na política, mas podem ganhar força adiante:
Segundo Denicoli, cresce nas redes a preocupação com depressão entre jovens, dificuldades familiares e obstáculos enfrentados por quem tenta empreender, temas que podem se transformar em pauta eleitoral mais potente ao longo da campanha.
A síntese do painel foi de uma eleição já em andamento, mas ainda aberta e marcada por forte carga emocional, excesso de polarização e ausência de uma nova agenda mobilizadora.
Para o investidor estrangeiro, disse Moura, a leitura tende a ser mais fria. Independentemente de quem vença a corrida presidencial, o Congresso continuará como peça central do poder político no Brasil.
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