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Levantamento também indica ritmo de forte expansão do mercado logístico, impulsionado pelo e-commerce

Quando a pandemia empurrou trabalhadores para o modelo home office, parecia ser o início do fim dos imóveis corporativos. Mas essa tese vem ficando para trás, e o mercado de escritórios está em ritmo de recuperação.
O setor vê uma redução consistente da taxa de vacância e avanço da demanda por ativos de maior qualidade, especialmente nas principais capitais brasileiras, diz a mais recente edição do RealtyCorp Analytics, estudo trimestral sobre o mercado imobiliário.
Os dados do primeiro trimestre de 2026 do setor corporativo indicam um estoque total de 12,4 milhões de metros quadrados, com ocupação de 10,5 milhões de metros quadrados. A taxa de vacância no período foi de 15,28%, uma queda em relação aos 15,94% registrados no trimestre anterior.
Já a absorção líquida, entre novos aluguéis e rescisões de contratos, foi de 107 mil metros quadrados.
O levantamento revelou também que a queda na taxa de vacância foi ainda mais expressiva nos ativos corporativos de alto padrão, com preferência por edifícios mais modernos e bem localizados.
No segmento Corporate A+, o índice caiu de 13,97% para 12,87%, enquanto a taxa dos ativos Corporate A foi de 15,12% para 14,12%.
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“Desde o fim da pandemia, a taxa de vacância vem caindo trimestre a trimestre. O primeiro trimestre de 2026 reforça esse movimento e mostra um mercado que segue aquecido, com absorção consistente, especialmente nos ativos de maior qualidade”, afirma Marcos Alves, CEO da consultora, em nota enviada ao Seu Dinheiro.
A taxa de vacância se mantém em queda mesmo com a construção em alta nos últimos dois anos. Atualmente, a atividade construtiva soma cerca de 527 mil metros quadrados em São Paulo, considerando ativos Corporate A e A+.
“Isso indica que a vacância deve continuar em trajetória de queda nos próximos meses, especialmente em regiões consolidadas, onde há escassez de terrenos para novos empreendimentos”, comenta Alves.
Com mais demanda que oferta, os preços já atingem patamares elevados em regiões da capital paulista como Faria Lima e Itaim Bibi. Com isso, as empresas buscam alternativas em regiões como Berrini, Chucri Zaidan e Barra Funda.
Não é só em São Paulo que o mercado corporativo vêm recuperando o fôlego. No Rio de Janeiro, o setor também apresenta dados consistentes no primeiro trimestre de 2026. A taxa de vacância em ativos Corporate A e A+ é a menor desde 2021, ainda que maior que a de São Paulo.
“O Rio de Janeiro mostra uma recuperação constante, com destaque para ativos bem localizados e de alta qualidade, especialmente na Zona Sul, que já apresenta níveis de vacância próximos aos das regiões nobres de São Paulo”, observa o CEO.
Já são 5,51 milhões de metros quadrados em escritórios na região, com ocupação de 4,32 milhões e taxa de vacância de 21,63%, abaixo dos 22,21% registrados no trimestre anterior.
Além disso, a absorção líquida permaneceu positiva, com 26.250 metros quadrados, ligeiramente acima dos 25.600 metros quadrados registrados no trimestre anterior.
Na avaliação da RealtyCorp, o cenário sugere maior estabilidade na demanda, especialmente em ativos de melhor qualidade e localização, mesmo diante de um nível de vacância ainda elevado.
O levantamento também revela que, no segmento de condomínios logísticos, o desempenho segue robusto, com indicadores próximos aos melhores níveis da série histórica.
No estado de São Paulo, o estoque total chegou a 21,2 milhões de metros quadrados em galpões logísticos no primeiro trimestre de 2026, com taxa de vacância de 6,40%, ante 7,35% registrados nos últimos três meses de 2025.
A absorção líquida foi de 366 mil metros quadrados no período, enquanto a ocupação ultrapassou a marca de 19,9 milhões de metros quadrados.
O bom momento dos galpões logísticos é impulsionado principalmente pelo crescimento do e-commerce e pela necessidade de entregas cada vez mais velozes.
“A taxa de vacância está no menor nível da série histórica, e a demanda segue maior do que a entrega de novos galpões. Isso sustenta a alta dos preços e exige planejamento estratégico por parte das empresas”, afirma Alves.
E o setor deve crescer ainda mais. Os imóveis atualmente em construção já representam 7,88% de todo o segmento em São Paulo. A absorção líquida cresceu e já representa mais de 9% do estoque nos últimos quatro trimestres, o que indica que há mais demanda que novas ofertas.
Regiões próximas ao centro da capital, especialmente no raio de até 30 quilômetros, concentram a maior pressão por ocupação, com baixa vacância e preços elevados.
Os dados indicam que o mercado caminha para um cenário mais competitivo e seletivo, tanto no segmento corporativo quanto no logístico, segundo a RealtyCorp.
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