O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficar em casa
A Argentina vive uma crise econômica que se arrasta há anos. Embora os hermanos estejam vendo uma relativa melhora nos indicadores macroeconômicos recentemente, o desempenho não foi acompanhado pelo consumo de vinho, um dos principais produtos culturais do país.
Pelo contrário: segundo dados do Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV), o consumo per capita de vinho na Argentina caiu para 15,77 litros anuais. Esse é o registro mais baixo em várias décadas de medição. Em 1970, por exemplo, esse volume chegou a 90 litros por pessoa.
Já nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficar em casa, cozinhar e recuperar alguns prazeres, como beber vinho.
Porém, desde então, a queda não parou. Em 2025, a comercialização recuou 2,7%, segundo dados do INV. Em 2024, a queda foi de 1,2%; em 2023, de 6,3%; em 2022, de 1,3%; e em 2021, de 11,1%.
A crise do vinho ocorre em um contexto em que o principal inimigo não é o câmbio, a inflação, o custo argentino e muito menos a qualidade.
O principal inimigo, acredite se quiser, é a corrente de vida saudável que rejeita o álcool, concordam produtores de vinho e especialistas em consumo de massa.
Leia Também
Essa mudança de padrão de consumo nos últimos cinco anos foi global, gerando excesso de estoque, queda de preços e dificuldades financeiras das vinícolas.
Porém, há também medidas conjunturais que afetam o cenário: a tolerância cada vez menor ao álcool permitido ao volante no país.
Isso porque a maioria das províncias aderiu à lei nacional de “álcool zero”, exceto a Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA) e Mendoza, onde é permitido 0,5 grama de álcool por litro de sangue ao dirigir.
Veja os cinco motivos apontados pelos especialistas para queda do consumo de vinho:
1. Queda do consumo mundial
O consumo global de vinho atingiu em 2025 o nível mais baixo desde 1961, segundo a OIV, com 214 milhões de hectolitros, refletindo quedas sucessivas nos últimos anos.
Mercados relevantes como Estados Unidos e China registram retração, influenciada tanto pelo cenário econômico quanto por mudanças culturais, especialmente entre os jovens.
Na Europa, o movimento é ainda mais intenso: o consumo caiu cerca de 25% desde 2000, consolidando uma tendência estrutural de perda de espaço do vinho no padrão alimentar e de lazer da população.
2. Cuidado com a saúde
A maior consciência sobre saúde e bem-estar, intensificada após a pandemia, tem levado a uma restrição voluntária do consumo de álcool.
Atividade física, alimentação equilibrada e escolhas mais moderadas passaram a orientar o comportamento dos consumidores, que associam o excesso de álcool à perda de desempenho e de qualidade de vida.
Esse movimento se conecta ao conceito do “consumidor estoico”, que valoriza moderação, qualidade em vez de quantidade e rejeita bebidas com alto teor alcoólico ou muitas calorias, consolidando mudanças duradouras nos hábitos de consumo.
3. Álcool zero e multas milionárias
A expansão da Lei de Álcool Zero na Argentina, já adotada por 18 jurisdições, restringiu significativamente o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas. Apenas CABA e Mendoza mantêm tolerância de 0,5 g de álcool por litro de sangue, enquanto em províncias como Buenos Aires a proibição é total.
As multas elevadas — que podem chegar a milhões de pesos — e a intensificação da fiscalização contribuíram para a queda nas taxas de alcoolemia positiva.
Os dados oficiais mostram redução consistente desde 2020, reforçando o efeito dissuasório da legislação sobre o consumo de álcool.
4. Menores vendas e crise nas vinícolas
A queda de 2,5% nas vendas de vinho em 2025 aprofundou a crise do setor, com preços pressionados, estoques elevados e redução da área cultivada.
A perda de rentabilidade tem levado produtores a abandonar vinhedos menos produtivos, tendência que se mantém desde 2010.
O cenário é agravado por custos crescentes, dólar barato e queda das exportações, que recuaram 7,2% e atingiram o menor nível em 20 anos. Como resultado, muitas vinícolas enfrentam graves dificuldades financeiras, com vendas de ativos, entrada de grupos estrangeiros e aumento de inadimplência.
5. Restrição e prioridades de gasto
A estrutura de gastos das famílias argentinas mudou significativamente, pressionada por aumentos em tarifas, combustíveis e serviços essenciais, além do estímulo às compras no exterior.
Nesse contexto, categorias consideradas não essenciais, como bebidas alcoólicas, doces e cosméticos, foram as mais afetadas.
O vinho perde espaço por não ser visto como prioridade em momentos de restrição financeira. Ainda assim, há sinais de adaptação: formatos mais informais, consumo misturado a outras bebidas e maior presença entre jovens e mulheres, especialmente em encontros sociais, surgem como possíveis vetores de resiliência do setor.
*Com informações do Clarín.
Na época da deflagração da operação, Sidney chegou a ser preso, porém foi solto dias depois. Agora, o MP pede à Justiça que os acusados usem tornozeleira eletrônica
Mega-Sena vinha acumulando desde o sorteio da Mega-da Virada. Lotofácil teve um total de 48 ganhadores. Todas as demais loterias sorteadas na quinta-feira (5) acumularam.
Investigação apura crimes contra o sistema financeiro e questiona o que havia por trás da negociação
Com instabilidade no radar, Brasil lidera a saída de milionários na América Latina e aparece entre os países que mais perderam fortunas no mundo em 2025
Uma sequência incomum de erupções solares levou a Nasa e a NOAA a adotarem monitoramento contínuo; o fenômeno não oferece risco às pessoas, mas pode afetar satélites, comunicações e sistemas de GPS.
Capaz de resistir a radiação, falta de água, temperaturas extremas e até ao vácuo do espaço, o urso-d’água desafia os limites da biologia e entra na lista dos seres mais resistentes já estudados
A Lotomania roubou a cena da Lotofácil, que acumulou pela primeira vez em fevereiro na noite mais movimentada da semana no Espaço da Sorte.
A dificuldade de entender o mercado financeiro e o receio de golpes são entraves para que brasileiros invistam dinheiro que está parado
Os anos 80 de fato foram culturalmente riquíssimos: Michael Jackson estava no auge, o filme “E.T.” lotava os cinemas e a estética das vestimentas e discotecas da época causa controvérsia até hoje. Para completar os anos de ouro, a GM laçou um carro que permanece na memória dos brasileiros tantas décadas depois: o Chevrolet Monza. O nome de fato marcou gerações […]
O chefe da Casa Branca destacou que o projeto orçamentário continuará financiando o Departamento de Segurança Interna (DHS, em inglês)
Vencedor ou vencedora do prêmio milionário do concurso 3604 da Lotofácil vinha insistindo sempre nos mesmos números por meio do dispositivo conhecido como ‘teimosinha’.
Novo programa substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda
Os papéis da construtora caíram 2,80% nos últimos três meses, mas já começaram a mostrar sinais de recuperação
Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano conforme matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem
Com preços em queda e custos elevados, produtores enfrentam margens cada vez mais apertadas
O CEO da Tesla e da SpaceX segue como o homem mais rico do planeta, com fortuna estimada em cerca de US$ 775 bilhões e se aproxima de um recorde jamais visto de US$ 800 bilhões
Após o anúncio do presidente norte-americano, as ações relacionadas ao setor de terras raras registram forte alta no início desta terça-feira (3)
Segundo a ata do Copom, em um ambiente de inflação mais baixa, a estratégia passa pela calibração do nível de juros
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão. Mega-Sena está acumulada desde a Mega da Virada.
Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto