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NA PONTA DO LÁPIS

Aluguel de imóveis comerciais tem maior alta em 14 anos, mas rentabilidade ainda perde para os juros, mostra FipeZAP

As taxas se mantiveram abaixo do retorno médio projetado de aplicações financeiras atrelados à taxa de juros real, que segue em patamares historicamente elevados

imóveis
Aluguel de imóveis comerciais tem maior alta em 14 anosImagem: Alex Cristi/iStock

Quem gosta de comprar imóveis comerciais para gerar renda recorrente com aluguel se deu bem em maio. Os preços da locação de salas e conjuntos comerciais subiram 1,48% no mês, registando o maior avanço mensal desde abril de 2012, quando o aumento foi de 2,07%, segundo dados divulgados pelo Índice FipeZAP.

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O desempenho mensal também ficou acima da inflação medida pelo IPCA, que foi de 0,58% no período, e também superou a variação positiva de 0,84% do IGP-M.

Já os valores de venda dos imóveis corporativos apresentaram valorização mais moderada, de apenas 0,20% no mês passado.

Entre as dez cidades monitoradas pelo levantamento, Brasília liderou a alta dos aluguéis, com valorização de 3,48%, seguida por Rio de Janeiro (3,31%), Curitiba (2,01%) e Belo Horizonte (1,62%).

No mercado de compra e venda, o maior avanço foi observado em Florianópolis, onde os preços subiram 1,15%, à frente de Curitiba (0,47%), Campinas (0,41%) e Rio de Janeiro (0,30%).

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De olho no retorno para quem investe em imóveis para alugar

Embora a inflação dos aluguéis tenha batido recorde, a rentabilidade desse investimento ainda não supera o inimigo dos ativos de renda variável: os juros.

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A medida da rentabilidade rental yield calculada pelo Índice FipeZAP mostra que o retorno médio anualizado do aluguel de imóveis comerciais atingiu a marca de 7,47% ao ano. Com o resultado, o segmento se manteve acima da rentabilidade projetada para a locação de imóveis residenciais, que foi de 6,11% ao ano.

Porém, ambas as taxas se mantiveram abaixo do retorno médio projetado de aplicações financeiras atrelados à taxa de juros real, que segue em patamares historicamente elevados, de cerca de 9%.

Considerando as dez localidades em que os preços de imóveis comerciais são acompanhados, as taxas de retorno anualizadas foram as seguintes:

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  • Salvador: 11,28% ao ano;
  • Campinas: 8,83% ao ano;
  • Rio de Janeiro: 7,78% ao ano;
  • Brasília: 7,60% ao ano;
  • São Paulo: 7,28% ao ano;
  • Niterói: 6,91% ao ano;
  • Florianópolis: 6,73% ao ano;
  • Belo Horizonte: 6,66% ao ano;
  • Porto Alegre: 6,48% ao ano; e
  • Curitiba: 6,10% ao ano.

Aluguel comercial em 2026 vs. inflação

Por outro lado, a locação de imóveis segue protegendo o patrimônio do investidor contra a inflação de 2026. Nos cinco primeiros meses deste ano, os preços do aluguel de salas e conjuntos comerciais avançaram 5,37%. Já o IPCA acumulou alta de 3,20% nesse intervalo, enquanto o IGP-M, de 3,79%.

No entanto, os valores de venda ficaram para trás, registrando alta de 1,09%.

Já na análise dos últimos 12 meses, o aluguel corporativo registrou valorização de 10,6%, mais que o dobro da inflação oficial do período, que foi de 4,72%.

Na mesma base, os preços de venda avançaram 2,26%.

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Quanto custa um imóvel comercial?

De acordo com o FipeZAP, o valor médio de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados atingiu R$ 8.756/m² em maio.

São Paulo continua liderando o ranking dos imóveis mais caros, com valor médio de R$ 10.539 por metro quadrado, seguida por Curitiba (R$ 9.169/m²) e Florianópolis (R$ 9.019 por metro quadrado).

No mercado de locação, o aluguel médio nacional ficou em R$ 52,65 por metro quadrado. Nesse segmento, São Paulo também aparece na liderança, com preço médio de R$ 60,99/m², à frente de Rio de Janeiro (R$ 54,89/m²) e Salvador (R$ 53,23 por metro quadrado).

*Com informações do Money Times.

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