🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

SD ENTREVISTA

“Ainda que o petróleo vá a US$ 100, a Selic não deveria ser 15%”, diz Luciano Sobral, da Neo Investimentos

Apesar da possível pressão inflacionária, o juro real elevado e a estratégia de “calibração” do BC sustentam a aposta em um primeiro corte hoje

Monique Lima
Monique Lima
18 de março de 2026
6:03 - atualizado às 14:57
Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos - Imagem: Leo Martins/ Divulgação Neo Investimentos

Cortar ou manter, eis a questão. A paráfrase do dilema de Hamlet, personagem de William Shakespeare, retrata a encruzilhada à frente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta reunião de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De um lado está o corte da taxa Selic, já antecipado em janeiro. Do outro, a manutenção dos juros em 15% ao ano, diante do risco inflacionário imposto pela guerra no Irã.

As negociações de opções do Copom na B3 — derivativos que precificam a probabilidade de cada decisão — indicam que o mercado virou sua aposta para um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) nesta quarta-feira (18).

  • LEIA MAIS: O SD Select, área com conteúdos exclusivos do Seu Dinheiro, disponibiliza relatórios com análises e recomendações de investimentos. Clique aqui para acessar. 

E a manutenção dos juros em 15% ao ano também apareceu nas probabilidades, ganhando mais força nos últimos dias.

Anteriormente, o corte de 0,50 p.p. na Selic era praticamente uma unanimidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As três possibilidades estão sobre a mesa do Copom. “Qualquer caminho é válido, desde que devidamente justificado”, afirma Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, gestora com R$ 6,5 bilhões sob gestão.

Leia Também

Para ele, há espaço suficiente para um corte de 0,50 p.p. na Selic, mesmo diante do choque no preço do petróleo e possíveis impactos na inflação.

“Esse choque tende a se dissipar e não alcança a economia como um todo. Porém, estamos em um cenário de acontecimentos imprevisíveis. Dado o histórico conservador do Banco Central até aqui, é plausível esperar uma manutenção. Não temos como saber. Vai ser decidido ali, no momento”, disse Sobral em entrevista ao Seu Dinheiro.

Inflação à vista…

A guerra entre EUA, Israel e Irã gera preocupação por vários motivos, mas o impacto sobre a inflação brasileira se tornou o ponto central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O vilão é o preço do petróleo. De 28 de fevereiro, quando a guerra começou, a 17 de março, véspera do anúncio do Copom, a cotação do Brent — referência para a Petrobras — saltou 44%.

O barril estava em US$ 72 antes da guerra, com tendência de queda. Com o conflito sem perspectiva de encerramento, atingiu US$ 119,50 no pico e estabilizou próximo de US$ 100.

O preço do petróleo importa porque não se resume à gasolina. Estamos falando de um aumento no custo do frete como um todo, desde o diesel que abastece o caminhão até o querosene de aviões e navios que transportam bens e matérias-primas internacionais.

“O preço do petróleo é o cerne da discussão. Importa menos o pico que ele alcança e mais onde ele estaciona”, afirma Sobral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As empresas podem esperar dias ou semanas até que a cotação saia do pico e volte para valores melhores. O problema é parar em uma alta e não voltar, porque as empresas não conseguem segurar para sempre”, disse o economista.

O presidente Lula declarou, na quinta-feira (12), que “a alta do petróleo não vai chegar ao bolso do brasileiro”.

O governo decidiu zerar a cobrança de impostos federais (PIS/Cofins) sobre a importação e venda do diesel. A medida deve reduzir em R$ 0,64 o preço por litro do combustível.

No entanto, trata-se de uma solução temporária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobral acredita que a Petrobras deve tentar segurar os preços da gasolina por algum tempo também. A dúvida é: quanto tempo?

…ou é miragem?

Donald Trump já afirmou que a guerra tem prazo para acabar, mas também já disse que “não chegou a hora de acordo com o Irã”. Para Sobral, a opinião do presidente norte-americano é indiferente.

“Não é o Trump quem decide se a guerra vai acabar ou não. Tem o Irã e Israel nessa equação”, afirma Sobral.

O economista destaca que a volatilidade no preço do petróleo não tem relação com o presidente dos Estados Unidos, mas com o risco para o abastecimento mundial. Mais especificamente, o bloqueio no Estreito de Ormuz e a produção de países vizinhos ao Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Trump pode fazer o que quiser, declarar o fim da guerra e que os EUA ganharam. Não é isso que vai diminuir a volatilidade no preço do petróleo. Essa incerteza só vai melhorar quando o escoamento dos navios normalizar. É disso que se trata”, diz Sobral.

E mesmo um cessar-fogo pode não resolver a situação. Na semana passada, o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado como represália contra os inimigos.

Por ali passa 20% do abastecimento mundial de petróleo. O bloqueio levou países exportadores a liberarem reservas emergenciais como solução paliativa.

“Até agora, o mercado está confiante em uma solução rápida, que não teremos mais um caso de Rússia e Ucrânia. Mas tudo pode mudar muito rápido. Está longe de uma solução e não depende só do Trump”, disse Sobral, referindo-se ao conflito entre russos e ucranianos, que já dura quatro anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É nessa incerteza sobre o fim da guerra que reside o dilema do Copom: cortar ou manter a Selic?

Dúvidas em relação à Selic

Motivos para o Copom cortar

Sobral reconhece que há razões para o Copom manter a Selic em 15% na reunião de hoje (18). Ainda assim, vê espaço “de sobra” para um corte de 0,50 p.p..

A começar pelo nível de juros reais da economia.

Quando o Copom elevou a Selic a 15% ao ano, a inflação de 12 meses era de 5,3%, o que implica em um juro real (que é a Selic descontada a inflação) de 9,7%. Hoje, com a inflação a 3,8%, o juro real é de 11,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso importa porque o juro real é o custo do dinheiro que leva investidores e empresários a optarem por investir na economia ou aplicar no mercado financeiro. Quanto maior o juro real, menor o estímulo ao consumo, ajudando a controlar a inflação.

Essa diferença que aumentou nos últimos meses é a margem que permite o corte da Selic agora, segundo Sobral: “ainda que o petróleo vá a US$ 100, a Selic não deveria ser 15%. Tem espaço para cortar.”

A visão do economista está em linha com declarações recentes do diretor de Política Monetária do BC, Nilton David. Em evento do Goldman Sachs, David classificou o primeiro corte como uma “calibração”, não como o início de um ciclo de afrouxamento.

“A busca aqui não é a taxa neutra. Esse processo de calibração vai terminar em ponto restritivo”, afirmou o diretor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobral também defende o alinhamento do BC com as expectativas do mercado financeiro. A sinalização de janeiro parte dessa premissa, de não adicionar volatilidade às negociações.

Nesse sentido, o corte dessa quarta-feira pode ser menor, de 0,25 p.p., já que o consenso de mercado virou diante do risco da guerra.

O economista acredita ser plausível um primeiro corte hoje, sem antecipar nada sobre as próximas reuniões, dando liberdade para uma manutenção se o cenário de guerra continuar.

Motivos para manter

Por outro lado, Sobral lembra que o BC sob comando de Gabriel Galípolo tem se mostrado conservador. Para além da possível pressão inflacionária do petróleo, a economia brasileira ainda tem pontos de atenção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação de serviços, que é o aumento do preço de serviços, como educação privada, consultas médicas, aluguéis, restaurantes e outros, continua muito acima da meta e da inflação geral. A taxa de desemprego também segue nas mínimas, com elevação da renda da população.

Esses fatores sustentam o poder de consumo da população. Entram nessa conta o reajuste do salário mínimo — referência para benefícios e rendas indexadas — e a isenção de imposto para rendas até R$ 5 mil.

“São pequenas coisas que aumentam a renda da população e mantêm a economia aquecida. Servem como sinal amarelo para o Banco Central e indicam que o Copom não precisa ter pressa para cortar os juros”, diz Sobral.

No fim, voltamos ao início: cortar ou manter, eis a questão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PRODUTOS DE BELEZA

Anvisa determina o recolhimento de esmalte em gel, fitas de clareamento dental e tônico capilar por presença de substância proibida e promessas irreais; veja quais marcas

17 de março de 2026 - 11:26

Anvisa recolhe produtos de beleza devido a presença de substância proibida e irregularidades

É AMANHÃ

Bolsa Família inicia nova rodada de pagamentos amanhã (18); veja o calendário de março e as regras do benefício

17 de março de 2026 - 10:23

Os repasses do Bolsa Família seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600

APORTES PARA CRESCER

Pouco mais da metade das indústrias planeja investir em 2026

17 de março de 2026 - 10:10

Intenção cai em relação a 2025, quando 72% das empresas investiram

ORIGEM DESCONHECIDA

De onde é o passaporte da San Olivetto? Anvisa proíbe venda e recolhe azeite importado incerteza quando à procedência do produto

17 de março de 2026 - 9:40

Anvisa proíbe a venda de azeite da marca San Olivetto devido a irregularidades apontadas nas ações da distribuidora e da fabricante

SÓ DEU ELA DE NOVO

Lotofácil 3637 cria atalho para 3 vencedores ficarem mais perto de um saldo bancário de sete dígitos; Mega-Sena 2985 promete mais de R$ 100 milhões hoje

17 de março de 2026 - 6:52

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (16). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.

EMPIRICUS+

11 assinaturas pelo preço de 1: Empiricus lança serviço que reúne carteiras de investimentos em diferentes classes

16 de março de 2026 - 18:33

Rodolfo Amstalden, CEO da casa de análise, criou um serviço para facilitar o investimento em renda fixa e variável, além de ajudar no acesso à educação financeira

ALERTA BB

Banco do Brasil reitera alerta para golpes em meio a notícias sobre possível concurso

16 de março de 2026 - 15:27

Comunicado oficial alerta candidatos, mas expectativa por novo concurso cresce — mesmo sem previsão confirmada pelo banco

FIM DA EVASÃO ESCOLAR?

Pé-de-Meia: um em cada quatro jovens não abandona os estudos graças a programa, segundo estudo da Insper

16 de março de 2026 - 14:47

Estudo do Insper indica que bolsa do Pé-de-Meia reduz abandono escolar entre jovens de famílias mais vulneráveis

A RIVALIDADE ESTÁ NO AR

Companhia chinesa de tecnologia disputa os céus do Brasil com a Starlink de Elon Musk

16 de março de 2026 - 11:30

Após quatro anos sem concorrência, a Starlink, projeto da SpaceX de Elon Musk, ganha um forte concorrente no mercado brasileiro

DE NOVO NA FRENTE

Mega-Sena lidera prêmios das loterias na semana com mais de R$ 100 milhões em jogo; Dupla de Páscoa entra no radar

16 de março de 2026 - 7:02

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com os maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (16); confira os valores em disputa.

AJUDINHA DA BOLSA EM ALTA

Quase 40% de retorno: as ações que turbinaram a rentabilidade da Previ em 2025

15 de março de 2026 - 17:01

Ganhos na bolsa e na renda fixa garantiram superávit bilionário ao fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil

BOMBOU NO SD

Imposto de renda 2026 com prazo mais apertado, novo milionário nas loterias e a cobrança que levou o GPA à RJ: o que mais bombou na semana

15 de março de 2026 - 15:40

O atraso nas regras do IR 2026, um prêmio milionário na Lotofácil e a disputa entre Casas Bahia e Pão de Açúcar estão entre as notícias mais lidas da semana no Seu Dinheiro

ATENÇÃO AO LEÃO

Imposto de renda 2026: Receita divulga novas regras amanhã — e prazo para declarar deve ser mais apertado neste ano

15 de março de 2026 - 12:26

Receita Federal divulga detalhes do IRPF 2026 em coletiva às 10h; atraso no anúncio pode reduzir a janela de envio da declaração neste ano

LOTERIAS

Coincidência improvável faz dois milionários na Lotofácil 3636; Mega-Sena 2984 segue acumulada e já mira R$ 105 milhões

15 de março de 2026 - 10:18

Bilhetes simples cravaram as 15 dezenas e renderam mais de R$ 1 milhão para cada vencedor; Mega-Sena, Quina e +Milionária seguem travadas

É HOJE

Abono do PIS/Pasep de março cai hoje (15) na conta

15 de março de 2026 - 10:05

Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto; hoje são contemplados os nascidos em fevereiro.

MUDANÇA NA DEFESA

Banco Master: quem é o novo advogado de Daniel Vorcaro, que já defendeu José Dirceu e Braga Netto

14 de março de 2026 - 17:41

Preso em Brasília, Vorcaro escolhe José Luís de Oliveira Lima para liderar a defesa; advogado já atuou em casos como Mensalão e julgamento de Braga Netto

R$ 2 BILHÕES INVESTIDOS

Cacau Park: como vai ser o parque de diversões bilionário que já tem data de inauguração marcada e pode desbancar o Beto Carrero World

14 de março de 2026 - 13:45

Entre as 70 atrações do Cacau Park, o destaque é a mais alta e mais rápida montanha-russa da América Latina

ACABOU PARA OS GUIAS TURÍSTICOS

Não sabe aonde ir? Google Maps ganha IA do Gemini que passa a sugerir cafés, restaurantes e até estacionamentos por perto

13 de março de 2026 - 14:50

Com tecnologia do Gemini, o Google quer transformar o Maps em um assistente capaz de responder perguntas e sugerir lugares em tempo real

CHEGOU NAS REFINARIAS

Petrobras (PETR4) aumenta diesel após mais de um ano sem reajuste; preço da gasolina segue inalterado

13 de março de 2026 - 12:55

Aumento será de R$ 0,38 por litro nas refinarias, enquanto governo aposta em desoneração e subsídio para suavizar efeito nas bombas

PARA ELE, TODA SEXTA-FEIRA É 13

Ele sabe que é bilionário, mas não pode encostar em um centavo porque sua namorada jogou todo o dinheiro no lixo

13 de março de 2026 - 12:34

James Howells seria considerado um bilionário no Brasil se sua agora ex-namorada não tivesse jogado fora um HD com 8 mil bitcoins

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar