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O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Há um bom tempo, minhas redes sociais têm sido inundadas com vídeos sobre dicas de compras no Japão. Há conteúdo sobre a papelaria G.Itoya, em Tóquio, com 12 andares dedicados a canetas, papéis, cadernos e artesanato, ou a rua Kappabashi, na mesma cidade, conhecida como paraíso dos cozinheiros, com todo tipo de utensílio para chefs e amantes da gastronomia.
Há opções de marcas de moda japonesas e internacionais, com opções minimalistas e de qualidade. E há muitas outras opções para qualquer tipo de turista ou consumidor.
O Japão também é um dos destinos favoritos de compras para investidores, que pegam dinheiro emprestado no país para fazer render em outros mercados.
É o chamado carry trade, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil.
No entanto, esses negócios estão ficando mais complicados. O país asiático vive inflação em alta, após décadas de recuos nos preços, juros elevados para os padrões japoneses e desvalorização do iene.
Esse terremoto não afeta apenas grandes fundos e gestoras internacionais que vão ao Japão em busca de dinheiro barato. Os tremores também podem ser sentidos na bolsa brasileira.
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A editora Carolina Gama explicou o cenário e as consequências dos juros no Japão para os investidores brasileiros nesta matéria aqui.
Dólar e bolsa agitaram os mercados brasileiros ontem.
Ainda que os dados do mercado de trabalho norte-americano tenham superado as estimativas, o real continuou a se beneficiar do movimento global de rotação de carteiras e do ingresso estrangeiro na bolsa brasileira. Assim, o dólar encerrou o dia a R$ 5,1876, menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024.
O Ibovespa, depois de bater os 190 mil pontos durante a sessão, fechou em alta de 2,03%, aos 189.699,13 pontos.
Hoje, investidores acompanham a temporada de balanços das empresas abertas. Entre as empresas que divulgaram seus números ontem à noite, estão a Neoenergia (NEOE3), Riachuelo (RIAA3), que registrou o melhor ano da sua história, e o Banco do Brasil (BBAS3), que fechou a temporada de balanços dos grandes bancos com um salto surpreendente no lucro. Já a Ambev (ABEV3) abriu o dia com o balanço.
Ao final do dia, a Vale (VALE3) divulga seus resultados, assim como a Raízen (RAIZ4), Jalles Machado (JALL3) e Copasa (CSMG3).
Veja aqui o que esperar dos resultados da Vale, depois de bater recorde de produção e voltar ao topo do ranking de maior produtora global de minério de ferro.
Os investidores aguardam ainda a pesquisa mensal de serviços de dezembro, do IBGE, e os pedidos de auxílio-desemprego, nos EUA. O dado do mercado de trabalho norte-americano é importante, depois que da divulgação do payroll.
As bolsas asiáticas fecharam em direções distintas. O mercado da Coreia do Sul foi o destaque, com recordes impulsionados por ganhos de fabricantes de semicondutores.
Os mercados europeus abriram majoritariamente em alta, enquanto os índices futuros nos EUA iniciam o dia no azul.
NA CONTA DOS INVESTIDORES
Após surpreender no 4T25, Banco do Brasil (BBAS3) abre os cofres e anuncia R$ 1,2 bilhão em JCP. Quem tem direito à bolada? Lucro acima do esperado dá fôlego à distribuição de proventos; confira o valor por ação e quem entra na lista.
CEO CONFERENCE 2026
Para os gringos, tanto faz o próximo presidente — a trajetória de crescimento do Brasil está traçada, diz André Esteves. Eleições perderam peso nos preços dos ativos, e investidores estrangeiros seguem otimistas com o país.
EM GRANDE ESTILO
De roupa nova na bolsa, Riachuelo (RIAA3) bate expectativas em 2025 e registra melhor ano da série histórica. Empresa fechou o último ano com recordes de lucro e Ebitda e surpreende o mercado com resultado acima do consenso.
DESTRAVANDO VALOR
A maior transação da história da LOG (LOGG3) foi fechada por R$ 1 bilhão. Para onde vai a grana? O esquema de pagamento antecipa caixa relevante para a companhia de galpões logísticos, mas mantém parte da exposição ao ativo por meio das cotas.
NÃO É O FIM DOS TEMPOS
Armageddon da IA: é o fim das empresas de software como serviço (SaaS) ou a maior promoção de ações do setor da década? O medo de que a inteligência artificial torne o software tradicional obsoleto provocou uma liquidação generalizada no setor de SaaS; bancos veem exagero e apontam onde estão as chances de bons retornos.
HORA DA VERDADE
A Vale (VALE3) ainda vale a pena? Bradesco BBI eleva preço-alvo em R$ 19; descubra se é hora de comprar. Banco elevou preço-alvo da VALE3 para R$ 102 — o que significa um potencial de valorização de cerca de 13%, mesmo após alta recente da ação.
FECHAMENTO DOS MERCADOS
Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes. A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
O TEMIDO RESULTADO
Banco do Brasil (BBAS3) deixou o pior para trás? Lucro vai a R$ 5,7 bilhões e ROE chega a 12,4% no 4T25. Após um ano pressionado por inadimplência e provisões elevadas, BB encerra o 4T25 com resultado acima do esperado; veja os principais números do balanço.
CEO CONFERENCE 2026
Brasil vive melhor momento em anos, diz André Esteves — e o próximo presidente só terá um desafio na economia. Para o presidente do conselho de administração do BTG Pactual, o país está com a economia no lugar e o cenário ideal para acelerar.
PRESSA NA RECUPERAÇÃO
Por unanimidade, Cade aprova investimento da United Airlines na Azul (AZUL53), com regras para proteger concorrência. A Azul alertou ao Cade que o atraso na saída do Chapter 11 traz “graves riscos” à saúde financeira e à própria continuidade operacional da companhia.
PRESIDENTE DO BC
“Banco Central é um transatlântico”: Galípolo sinaliza cortes da Selic, mas evita decisões precipitadas. “Por que as taxas de juros são tão altas no Brasil? Por conta da nossa dificuldade de convergência com a meta de inflação”, resumiu o presidente do BC.
DESEMBARCOU NA NYSE
De ‘pastinha’ a empresário bilionário em dólar: quem é o fundador do Agibank, que acaba de fazer IPO nos EUA. Filho de um operário da construção civil e de uma dona de casa, Testa vem de uma família que ele mesmo classifica como humilde.
CEO CONFERENCE 2026
“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna. Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo.
TOUROS E URSOS #259
É o fim do Bitcoin (BTC)? O que ninguém está te contando sobre a queda da maior criptomoeda do mundo. Gabriel Bearlz, da Mercurius Crypto, e Valter Rebelo, da Empiricus, falam sobre o que está por trás do tombo histórico do BTC.
MENOS COPOS CHEIOS, MAIS CORTES
A ressaca chegou: Heineken vai demitir até 6 mil funcionários com mundo bebendo menos cerveja. Volumes caem, lucro cresce menos e cervejeira holandesa promete crescer com menos espuma daqui para frente.
TODO MUNDO NO RIO
Shakira é a atração de megashow gratuito em Copacabana, confirma Eduardo Paes. Após Madonna e Lady Gaga, colombiana se apresenta no Rio de Janeiro dia 2 de maio com a turnê Las Mujeres Ya No Lloran World Tour.
AJUDA NA FASE CRÍTICA
Fundadores do Nubank, da Stone e da XP criam instituto para apoiar PMEs e preveem primeiro produto já em março. David Vélez, André Street e Guilherme Benchimol lançam o B55, organização sem fins lucrativos voltada a empreendedores que já superaram a fase inicial do negócio.
2026 OU…1996?
Dólar perde terreno: ouro supera Treasurys como reserva internacional pela primeira vez em 30 anos; veja o que levou a isso. Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso.
LINHA GALAXY S
Já era, fofoqueiros: Samsung prepara celular com recurso anticuriosos; veja data de lançamento e como conseguir descontos de até R$ 1.500. Veja o que esperar da nova linha Galaxy S com informações vazadas de insiders da Samsung.
DE PAI PARA FILHO
Smart Fit (SMFT3): filho de Edgard Corona toma seu lugar na presidência; BTG vê forte governança e espaço para crescimento. A Smart Fit é a quarta maior rede de academias do mundo em número de clientes. Também tem uma marca mais premium, a Bio Ritmo, e a plataforma de benefícios corporativos TotalPass.
NOVA PANDEMIA NO RADAR?
Vírus Nipah: Entenda o risco real para o Brasil durante o Carnaval. Veja onde o vírus Nipah está ativo no momento e quais são os sintomas conhecidos da doença que pode matar até 3 em cada 4 pessoas infectadas.
OPORTUNIDADE DE VENDER MAIS
MEIs podem vender serviços para órgãos públicos por meio de plataforma digital; veja regras e passo a passo. A ferramenta conecta prefeituras, escolas, hospitais e outros órgãos públicos a empreendedores cadastrados.
ENTENDA O RACIONAL
Tim (TIMS3) dispara depois de alta no lucro e de compra de 100% de empresa de fibra da qual era sócia; entenda a alta na bolsa. A operadora brasileira anunciou nesta manhã um acordo para comprar 51% restantes do capital da I-Systems Soluções de Infraestrutura, da qual já tinha 49% de participação. O negócio ainda depende do aval de autoridades regulatórias.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter está pronto para pisar no acelerador do plano 60-30-30: “Faltam só 15 pontos”, diz CFO, que abre o jogo sobre o próximo ciclo de crescimento. Após mais um balanço recorde, Santiago Stel revelou ao Seu Dinheiro por que o banco acredita que a fase mais forte ainda está por vir.
NOVO CAPÍTULO
O paradoxo Cosac: como editora que acumulou R$ 100 milhões em perdas equilibra caixa e estética no retorno às livrarias. Ícone do mercado livreiro de luxo que fechou as portas em 2015 por ser “insustentável”, a editora renasceu em 2025 tentando equilibrar o DNA de excelência com a sobriedade financeira.
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
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Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
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Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores