Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

TOUROS E URSOS #212

IPCA+ 8% ‘dando sopa’? Estrategista de renda fixa elege 2 ativos ‘favoritos’ no Tesouro Direto e recomenda cautela para um tipo de título

Em episódio do Touros e Ursos, Odilon Costa, da SWM, fala sobre as oportunidades e os riscos dos títulos públicos negociados no cenário atual

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
19 de fevereiro de 2025
15:01 - atualizado às 13:43
Touros e Ursos podcast economia youtube renda fixa tesouro direto
Thumb do podcast Touros e Ursos. - Imagem: Youtube/Divulgação.

Ao entrar no site do Tesouro Direto, o investidor brasileiro nem se assusta mais em ver títulos IPCA + 7% ou até 8%, a depender do dia. Os títulos públicos, especialmente aqueles de prazos mais curtos, têm vivido um verdadeiro rali neste começo de 2025, impulsionado por mudanças de perspectiva do mercado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No cenário macroeconômico, o fim do ciclo de aperto monetário deixou de ser uma realidade tão distante e a Selic terminal é estimada em torno de 15%, e não de 17%, como estava anteriormente precificado. 

No entanto, os indicadores e as atitudes do governo não trazem segurança duradoura para o investidor, ainda mais considerando a proximidade do período eleitoral.

Sendo assim, os títulos pós-fixados de curto prazo se destacam por entregarem taxas expressivas, enquanto aqueles de prazos mais longos sofrem com a marcação à mercado, que faz os investidores “perderem dinheiro” — ou, melhor dizendo, faz as rentabilidades serem negativas em caso de resgate antes do vencimento.

A explicação para esse fenômeno é dada por Odilon Costa, estrategista de renda fixa da SWM e convidado da semana do podcast Touros e Ursos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele enfatiza que, embora o Brasil de hoje esteja bem melhor do que o de 2016, ainda há um risco fiscal muito grande embutido nas curvas de juros. Logo, os títulos longos são mais prejudicados por essas projeções pessimistas para o país.

Leia Também

“O investidor que compra um título mais longo está muito mais preocupado com a dinâmica do fiscal, a atividade econômica, o cenário externo e nas variáveis políticas de longo prazo do que no que o Banco Central vai fazer nas próximas reuniões”, diz.

Assista ao episódio na íntegra clicando no player abaixo ou procurando por “Touros e Ursos” na sua plataforma de áudio de preferência:

Quais títulos do Tesouro estão valendo a pena no momento?

Nesse contexto, Costa, que é responsável por cuidar das carteiras de investimentos de vários investidores pessoa física, tem as suas preferências entre os títulos de dívida emitidos pelo governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A recomendação geral é se afastar da sensibilidade à variação da taxa de juros. Por isso, ele está cauteloso com os ativos de duration mais longo, adotando uma postura não destrutiva e sim, neutra, em relação ao cenário macro.

“Eu realmente acho que tem muita coisa para acontecer até 2026”, explica.

O estrategista da SWM recomenda os pós-fixados indexados ao CDI, já que o indicador deve superar a performance do IPCA no horizonte de 12 a 24 meses.

Além disso, ele também indica os títulos atrelados à inflação com prazo curto ou intermediário. Costa cita especificamente as NTN-Bs que vencem entre 2028 e 2030.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Hoje, a gente não tem um grande incentivo para ficar ultra longo. O ideal, ao nosso ver, é mais uma duration um pouco mais curta”, comenta.

E os prefixados?

O convidado do podcast reforça que, assim como acontece com uma carteira de ações, também é importante comprar títulos distintos, com estratégias diferentes, na renda fixa — por mais que o investidor esteja olhando só para ativos do Tesouro Direto.

Costa recomenda uma alocação de até 15% em prefixados, que devem funcionar de forma mais tática na carteira do que estratégica. Ou seja, o investimento em prefixados visa mais o ganho no curto prazo.

“Existem momentos que faz sentido comprar títulos prefixados, especialmente quando existe mais prêmio na curva e quando o mercado começa a precificar uma Selic absurda, que não conversa com o cenário macro”, diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que os prefixados são os ativos mais sensíveis à marcação de mercado. 

Na segunda parte do episódio, o convidado e os apresentadores Julia Wiltgen e Ricardo Gozzi elegeram os touros (destaques positivos) e ursos (destaques negativos) da semana.

Entre os ursos, o mercado de crédito privado, a BRF (BRFS3) e a popularidade baixa do presidente Lula. Do lado dos touros, também o mercado de crédito, os FI-Infras e o ouro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CREDOR X ACIONISTA

Ações da Hapvida (HAPV3) sobem 24,5% na semana, mas otimismo não chega nas debêntures: prêmio de risco está na faixa de CDI +8%

11 de abril de 2026 - 11:05

Troca de CFO e possível venda de ativos animou os acionistas, mas repercussão nos títulos de dívida foi mais comedida

CARTEIRA RECOMENDADA

Além do Tesouro Selic e do CDI: recomendações de renda fixa para abril reafirmam atratividade de títulos IPCA+

9 de abril de 2026 - 17:34

A guerra no Oriente Médio mexeu com a renda fixa em março; analistas indicam cautela e confiança no longo prazo para investir em meio às incertezas

RENDA FIXA

A maré virou: fundos de debêntures ficam abaixo do CDI em março e investidores de renda fixa começam a pular do barco

9 de abril de 2026 - 13:26

Aumento nos casos de recuperações judiciais e extrajudiciais mexeu na precificação dos títulos de dívida

CRÉDITO (IN)SEGURO

As agências de rating erraram? O que as revisões bruscas das notas de empresas encrencadas revelam sobre o papel da classificação de risco

9 de abril de 2026 - 6:05

Os casos de recuperações judiciais e extrajudiciais se avolumam a cada dia e trazem à tona o papel das agências de classificação de risco, que ficaram atrás de alguns eventos, como Raízen e Banco Master

RENDA FIXA

Empresas estão ‘perdendo a vergonha’ de pôr credor para pagar a conta, diz sócio da Vinland, diante de enxurrada de recuperações

8 de abril de 2026 - 19:30

Em evento do Bradesco BBI, executivo defendeu uma lei de falência mais pró-credor, ante tantas recuperações judiciais e extrajudiciais

RENDA FIXA + ETFS

Proteção contra a inflação e uma mesada: este ETF de renda fixa investe em Tesouro IPCA+ de um jeito diferente e ainda paga dividendos

1 de abril de 2026 - 19:02

O AREA11, do BTG Pactual, estreou faz pouco tempo e traz duas novidades para o investidor que gosta de dividendos, mas quer se manter na renda fixa

BALANÇO DO MÊS

Tesouro Selic e CDI: só ganharam em março os investimentos que nunca perdem

31 de março de 2026 - 19:40

Bitcoin e dólar também fecharam o mês no azul, mas com um caminho bem mais tortuoso do que o rentismo garantido de um juro em 15% ao ano

DEBÊNTURES E BONDS

Renda fixa privada: juro alto é a pedra no sapato dos títulos de dívida de empresas brasileiras; mas no exterior, investidor pode ousar mais

31 de março de 2026 - 18:50

É hora de ser cauteloso em relação ao crédito privado de maior risco no mercado local, mas no exterior há boas oportunidades, dizem gestores

NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES

Títulos de renda fixa de Hapvida, CSN e Assaí também refletem momento difícil das empresas e veem forte queda no mercado

23 de março de 2026 - 19:04

Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira

RENDA FIXA

Tesouro Nacional reduziu o pânico, mas taxas dos títulos públicos devem continuar altas em resposta ao cenário global

20 de março de 2026 - 19:45

Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio

MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia