O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Banco fez duas trocas nas suas recomendações de crédito privado incentivado para começar o ano
Com a Selic em alta, a renda fixa tende a ficar cada vez mais atrativa em 2025. Mas entre os investimentos de crédito privado — títulos de dívida emitidos por empresas e projetos privados —, os juros elevados podem pesar sobre a saúde financeira dos emissores. Fora que os retornos ficaram espremidos diante da grande demanda no ano passado.
Sendo assim, duas coisas se mostram importantes para o investidor que busca investimentos em renda fixa privada a fim de diversificar a carteira e ganhar retornos superiores aos dos títulos públicos: preferir os papéis isentos de imposto de renda, os quais mantêm mais facilmente sua vantagem ante os papéis emitidos pelo governo; e evitar os emissores mais alavancados ou cujos negócios possam ser prejudicados por uma economia em provável desaceleração.
Nesse sentido, a escolha dos investimentos se mostra fundamental. Para iniciar o ano, o banco BTG Pactual publicou, nesta terça-feira (14) as suas recomendações de renda fixa privada isenta de IR para o mês de janeiro, com indicações de debêntures incentivadas de infraestrutura, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Houve duas substituições na seleção do BTG em relação ao mês passado. Deixaram de ser recomendadas o CRI da Intervias (24J2539865) e a debênture da Chesf - Eletrobras (CHSF13), sob a justificativa de que a elevada demanda pelos ativos reduziu o lastro dos papéis. No entanto, para quem já tinha esses títulos na carteira, a recomendação do banco é mantê-los.
As duas debêntures foram substituídas por outras duas debêntures da Comerc (COMR14 / COMR15), cujos prêmios de crédito (retornos em comparação aos títulos públicos, referentes ao risco de crédito dos papéis) foram considerados atrativos, levando-se em conta que a empresa tem um acionista de grande porte (a Vibra, antiga BR Distribuidora), projetos maduros e operacionais e alavancagem em queda.
Outra debênture também foi incluída na seleção do BTG, a da Ecorodovias (ERDVC4), cujo prêmio de crédito também foi considerado atrativo, levando-se em conta seu acionista de grande porte, volume de tráfego resiliente nas rodovias concedidas e seu portfólio de rodovias maduras.
Leia Também
Vale lembrar que as recomendações de crédito privado não constituem uma carteira recomendada, no sentido de que o investidor não precisa necessariamente adquirir todos os ativos indicados em uma proporção pré-determinada, a fim de superar um índice de mercado (benchmark).
Da mesma forma, retiradas de ativos não necessariamente constituem recomendações de venda, podendo significar apenas que os ativos não estão mais disponíveis para compra ou, se estiverem, que suas condições para quem os adquirir hoje não são mais atrativas segundo o critério dos analistas.
As indicações, no entanto, são feitas pensando que o investidor ficará com o papel até o vencimento, uma vez que ele receberá, no fim do prazo, a rentabilidade contratada no ato da compra.
A venda ocorreria, assim, somente se os fundamentos do ativo mudarem a ponto de tornar desvantajosa a sua manutenção na carteira.
A maioria dos papéis indicados pelo BTG são voltados para o público geral. No entanto, em seu relatório o banco recomenda o investimento em crédito privado apenas a investidores qualificados, isto é, aqueles que têm, no mínimo, R$ 1 milhão em aplicações financeiras.
É importante manter em mente que debêntures, CRIs e CRAs não contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ficando o investidor exposto ao risco da empresa ou projeto emissor do papel.
Em geral, esses títulos contam com garantias, como imóveis e outros ativos reais, mas é importante priorizar os emissores que sejam bons pagadores, ou seja, com baixo risco de calote.
Confira as recomendações do banco para janeiro:
| Título | Setor | Vencimento | Retorno anual no vencimento* | Rating local | Tipo de estratégia |
| CRI Cogna (22E1321749) | Educação | 15/07/2029 | IPCA + 9,39% | AA+ | Moderada |
| Debênture Comerc (COMR14) | Geração de Energia | 15/11/2038 | IPCA + 8,26% | AA- | Moderada |
| Debênture Comerc (COMR15)** | Geração de Energia | 15/04/2040 | IPCA + 8,28% | AA- | Moderada |
| CRI JHSF (24J2539865)** | Real Estate – Shopping & Incorporação | 15/10/2034 | IPCA + 8,38% | N/D | Moderada |
| Debênture Equatorial Goiás (CGOS16) | Energia – Distribuição | 15/05/2036 | IPCA + 7,96% | AAA | Conservadora |
| CRI Rede D’Or (23L1737623) | Saúde | 15/12/2038 | IPCA + 8,10% | AAA | Conservadora |
| Debênture Ecorodovias (ERDVC4) | Concessão Rodoviária | 15/06/2039 | ND | AAA | Moderada |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS14) | Saneamento | 15/05/2043 | IPCA + 9,21% | AA+ | Moderada |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS15)** | Saneamento | 15/02/2044 | IPCA + 9,26% | AAA*** | Moderada |
| CRA Grupo Cereal (CRA02400AHV) | Agronegócio | 15/11/2029 | ND | AA- | Sofisticada |
Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%
O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades
Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio
Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses
Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora
As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR
Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros
Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI
Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira
A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta
Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor
Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado
Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas
Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira
Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais
Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell
Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas
Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento
Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa
O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança