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Com a imagem da família prejudicada pela taxação dos EUA, cresce a pressão para que Jair Bolsonaro — que está inelegível — abra mão da tentativa de se candidatar no ano que vem
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais perto de vestir a faixa presidencial pela quarta vez, segundo pesquisa da Genial/Quaest. E quem vem colocando o petista na rota da reeleição é Donald Trump. Isso porque, desde que o presidente norte-americano anunciou as tarifas de 50% aos produtos brasileiros, a oposição de Lula vem perdendo força.
Agora, em meio às dificuldades de negociação com o governo dos EUA, o petista desponta como o candidato favorito para as eleições de 2026, segundo o levantamento.
De acordo com a pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (21), dos nove cenários testados, Lula avançou sobre seus adversários em oito deles, em comparação às rodadas anteriores.
Além disso, o levantamento mostrou que 72% dos entrevistados avaliam que é errado Trump impor taxas ao Brasil por acreditar que há uma perseguição ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
Vale lembrar que, ao anunciar as tarifas adicionais, o republicano justificou a medida com base no que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro, que enfrenta um processo na Justiça brasileira por tentativa de golpe de Estado.
A pesquisa da Genial/Quaest ouviu 2004 brasileiros com 16 anos ou mais, em 519 municípios, durante os dias 10 e 14 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, enquanto o nível de confiabilidade é de 95%.
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O tarifaço de Trump está pesando especialmente na conta de Jair Bolsonaro e seus familiares. O levantamento mostrou que Lula dobrou a vantagem registrada até então, passando de 6 pontos à frente do ex-presidente para 12 pontos.
Em um eventual segundo turno contra Bolsonaro, o petista teria 47% das intenções de voto contra 35%. Porém, vale lembrar que a participação do ex-presidente é improvável, uma vez que está inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mas não foi apenas Jair Bolsonaro que saiu prejudicado com a interferência de Trump. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, aparece com 34% das intenções de voto contra 47%. Até julho, ela aparecia com 36% contra 43% para Lula.
O mesmo percentual é mantido contra Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente: enquanto o petista soma 47%, o deputado federal teria 32%.
O pior desempenho é o do senador Flávio Bolsonaro, que alcança apenas 32% das intenções de voto, diante de 48% de Lula. Foi também o único cenário em que o atual presidente não ampliou a vantagem, já que o nome do senador não constava no levantamento anterior.
Com a imagem da família prejudicada com o tarifaço, cresce a pressão para que Jair Bolsonaro, que está inelegível, abra mão da tentativa de se candidatar em 2026 e apadrinhe um outro nome. Entre os participantes da pesquisa, 65% apoiam que ele não participe da corrida eleitoral. Em julho, o percentual era de 62%.
Até o momento, o nome favorito da oposição para enfrentar Lula é Michelle Bolsonaro. Segundo a Genial/Quaest, 16% apoiam a candidatura da ex-primeira-dama, seguido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem apoio de 14% dos entrevistados.
Os aliados da família Bolsonaro também sentiram os impactos do tarifaço de Trump. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, até mesmo Tarcísio de Freitas foi prejudicado pelo embate entre o presidente norte-americano e o Brasil.
“Mesmo sendo o nome mais competitivo da direita, Tarcísio também sofreu desgaste pela associação a Bolsonaro no tarifaço”, disse em publicação no X (antigo Twitter).
Vale lembrar que Tarcísio chegou a se pronunciar na época do anúncio das taxas de 50%, culpando Lula pelos impostos adicionais ao afirmar que “não adianta se esconder atrás de Bolsonaro”, mas mudou o discurso em seguida.
Além dos possíveis cenários com a família Bolsonaro, a pesquisa avaliou as disputas de Lula contra os governadores Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; Ratinho Jr. (PSD), do Paraná; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ronaldo Caiado (União), de Goiás; e Tarcísio de Freitas.
Entre os nomes da direita, o governador de São Paulo apresenta numericamente o melhor desempenho em um eventual segundo turno contra Lula. Segundo a pesquisa, o governador paulista soma 35% das intenções de voto, contra 43% do presidente.
Na sequência vem Ratinho Jr., com 34% das intenções frente a 44% do presidente. Já nos cenários contra outros governadores, Lula registra 46% contra 32% de Zema e 30% de Leite; diante de Caiado, a vantagem é de 47% a 31%.
Apesar de o tarifaço de Trump impulsionar a reeleição de Lula, ainda há obstáculos no caminho do petista para conquistar o quarto mandato. E um deles é a idade.
Em entrevista, Lula afirmou que só vai participar da corrida eleitoral caso esteja bem de saúde, e chegou a dizer que não quer passar pelo mesmo que Joe Biden, ex-presidente dos EUA.
Durante a última disputa para ocupar a Casa Branca, Biden preocupou eleitores por conta da idade avançada e teve que renunciar da candidatura por conta da pressão dos democratas.
Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 58% dos entrevistados acreditam que Lula não deveria participar das eleições de 2026, enquanto 39% apoiam a candidatura do petista.
Apesar disso, os eleitores indicam ter mais medo de um retorno de Jair Bolsonaro à presidência do que um novo mandato de Lula. O levantamento mostrou que 47% dos entrevistados temem a volta do ex-presidente contra 39% para o petista.
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