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A ideia segue o modelo adotado durante a pandemia, quando o governo federal ajudou empresas a manter empregos formais por meio de subsídios
O governo federal está nos ajustes finais de um pacote de apoio para as empresas brasileiras que devem ser atingidas pelas novas tarifas de importação impostas por Donald Trump.
A estimativa do ministério da Fazenda é de que a tarifa de 50% pode afetar diretamente cerca de 4% das exportações do Brasil para o mercado norte-americano.
Diante da gravidade do cenário, a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda uma série de iniciativas para aliviar o impacto sobre as companhias nacionais.
De acordo com informações da Bloomberg, o plano inclui linhas de crédito com juros mais baixos via BNDES e um fundo garantidor público já existente. Também deve incluir medidas para alongar prazos de dívidas e apoio aos salários dos trabalhadores.
O apoio temporário à folha de pagamento dos trabalhadores é considerado um dos principais benefícios. O objetivo é evitar demissões em setores diretamente prejudicados pelas tarifas.
A ideia segue o modelo adotado durante a pandemia, quando o governo federal ajudou empresas a manter empregos formais por meio de subsídios. Há ainda a possibilidade de o governo comprar parte da produção de companhias com dificuldades para escoar seus produtos no exterior.
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O impacto fiscal dessas ações ainda está sendo avaliado.
Segundo a Bloomberg, o governo analisa se poderá usar verbas já disponíveis ou se será necessário emitir nova dívida pública para reforçar o fundo garantidor que sustentará as linhas de crédito emergencial.
Os benefícios, no entanto, devem respeitar o arcabouço fiscal em vigor — uma preocupação constante do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vem se esforçando para entregar a meta de zerar o déficit primário.
Apesar do compromisso, o pacote deve aumentar a pressão sobre as contas públicas.
A aprovação de algumas medidas, como a liberação de crédito com regras mais flexíveis para os bancos, depende de aval do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado por Haddad, a ministra Simone Tebet (Planejamento) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Paralelamente, o governo brasileiro estuda abrir uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a legalidade das tarifas norte-americanas.
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) já autorizou o início do processo.
Além da frente jurídica, o governo Lula também busca retomar o diálogo com os EUA. Haddad afirmou que pode conversar em breve com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, para reforçar que as tarifas não fazem sentido econômico.
*Com informações de Bloomberg.
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