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De tintos marcantes a brancos e rosés inesperados, sommeliers indicam vinhos e harmonizações para cada tipo de carne na brasa
O brasileiro está descobrindo novas formas de aproveitar o vinho — inclusive à beira da churrasqueira. Tradicionalmente dominado pela cerveja, o churrasco agora acolhe taças tintas, brancas e rosés, em uma tendência que reflete a evolução do hobby, mas também a busca por novas experiências e sabores fora do comum.
“Muita gente ainda acha que churrasco combina só com cerveja. Mas o vinho pode ser um par perfeito da brasa e com muito mais possibilidades”, resume a sommelier da Association de la Sommellerie Internationale Elaine de Oliveira, que explica o segredo: para escolher o rótulo perfeito, basta conhecer um pouco dos cortes, texturas e gorduras da carne.
Para André Nunes, sommelier da Bodega Trivento, o movimento também acompanha as novidades do mercado. “Vemos cada vez mais marcas oferecendo cortes de maior valor agregado, mas também casas especializadas e restaurantes tomando um espaço antes dominado por churrascarias e rodízios”.
Quando o assunto é churrasco, a associação com Malbec e Cabernet Sauvignon é quase que imediata. A fama não é à toa: carnes mais gordurosas pedem um vinho mais estruturado e de acidez elevada no paladar. “É por isso que o Malbec faz tanto sucesso nesta ocasião”, explica Nunes.
Mas não são poucas as castas que abraçam, e muito bem, o momento. Especialistas garantem que o leque de opções é vasto – e delicioso. Uvas como Carménère, Pinot Noir, Petit Verdot e Tannat, por exemplo, apresentam vinhos tão convidativos quanto para acompanhar os mais diversos cortes e carnes. Espumantes e rosés? Também são bem-vindos.

“O rosé é super versátil e dá para atuar como coringa. Ele pode estar presente desde antes de saírem as carnes, junto das entradas, servido gelado. Faz sucesso sempre”, defende Nunes, que ainda cita o espumante. “Ele tem a acidez e a estrutura para acompanhar até mesmo os cortes tradicionais do churrasco, mas ainda precisa ganhar espaço”.
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A seguir, sommeliers sugerem rótulos e harmonizações para surpreender no seu próximo churrasco.
“Carnes como fraldinha e picanha, suculentas e com média gordura, pedem vinhos mais frutados e de corpo médio a encorpado”, diz Fernando Moreira, sommelier da Santo Vino.

“Aqui, taninos são nossos aliados: eles ajudam a equilibrar a gordura da carne e limpam o paladar a cada mordida”, completa Elaine de Oliveira, que recomenda um Syrah chileno para a ocasião. Assim, vale provar o Matetic EQ Syrah, produzido pela vinícola Viña Matetic, da região de Valparaíso. Preço: a partir de R$ 331,49.
Com sua gordura e cozimento prolongado, a costela pede um vinho de grande estrutura e taninos presentes. “Um português do Alentejo cheio de personalidade, com notas de especiarias e toques defumados, ou um Tannat uruguaio com alguns anos de garrafa, por exemplo, são ótimos companheiros”, indica Oliveira.

Boas opções são o Herdade do Esporão Reserva Tinto, um blend português de uvas tintas, conhecido por sua estrutura elegante, complexidade aromática e final persistente; e o Garzón Reserva Tannat, um dos mais famosos rótulos assinados pela vinícola uruguaia Garzón. Preços: Herdade do Esporão Reserva Tinto, a partir de R$ 184,22; e Garzón Reserva Tannat, a partir de R$ 119,49.
“Para cortes nobres e altos como o bife de chorizo ou o ancho, a carne exige vinhos com força e estrutura, mas também com certa complexidade”, diz Moreira. Aqui, boa pedida é o Guaspari Vista da Serra Syrah, vinho brasileiro produzido no município paulista de Espírito Santo do Pinhal. Preço: a partir de R$ R$ 254,60.
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A carne de cordeiro, com sabor marcante e textura mais macia, vai bem com vinhos de perfil herbáceo, que acompanhem a intensidade do prato. Moreira indica o Noventa y Cuatro Histórico Gran Reserva Carménère: “Com notas de pimenta-preta, ervas secas e frutas escuras maduras, este Carménère chileno entrega corpo e elegância, realçando o sabor do cordeiro grelhado sem se sobrepor a ele”. Preço: a partir de R$ 235,00.

Carnes com menos gordura podem ser ofuscadas por um vinho muito potente. O segredo, portanto, é o equilíbrio. Por ser uma carne mais delicada e macia, Elaine sugere “tintos mais leves, com taninos suaves e boa acidez, como um Pinot Noir da América do Sul mais estruturado ou um Tempranillo espanhol sem muita madeira”.

Aqui, as sugestões são o Luigi Bosca De Sangre Pinot Noir, um Pinot Noir fresco e elegante do terroir de La Consulta, em Mendonza; e o Pesquera Crianza, um Tempranillo potente da vinícola espanhola Ribera del Duero. Preços: Luigi Bosca De Sangre Pinot Noir, a partir de R$ 96,99; e Pesquera Crianza, a partir de R$ 479,91.
Considerada a carne mais cara do mundo, os cortes de Wagyu são reconhecidos por refletir, no sabor, a criação de animais com boa alimentação, hidratação e sem estresse. E para acompanhar a sutileza destes sabores no paladar, portanto, a pedida são vinhos igualmente complexos.

"O Wagyu, com toda a sua maciez e sabor rico, fica perfeito com um Barolo Coppo, que tem aquela acidez e taninos que equilibram a suculência da carne", conta Lucas Rabelo, sommelier do Corrientes 348. "Isso além dos aromas complexos, por exemplo, que fazem dessa harmonização uma experiência incrível." Preço: a partir de R$ 814,84, na safra 2020.
No churrasco, o frango pede um vinho branco encorpado como um Chardonnay com madeira, que acompanha a carne e ainda traz frescor. “Mas se a ideia for surpreender, um vinho laranja entra muito bem: ele tem estrutura, taninos leves e uma pegada aromática que combina lindamente com o defumado do frango”, aposta Elaine.

Boa pedida é o Concha y Toro Amelia Chardonnay, um Chardonnay chileno complexo e com madeira perfeitamente integrada; mas também o Longaví Glup Naranjo, um Moscatel complexo, mineral e persistente. Preços: Concha y Toro Amelia Chardonnay, a partir de R$ 308,37; e Longaví Glup Naranjo, a partir de R$ 109,20.
“Carnes suínas como linguiça ou copa lombo, mais temperadas e untuosas, combinam bem com vinhos de taninos mais suaves e perfil aromático mais fresco”, pontua Fernando Moreira. Por isso, ele indica o El Numerado Edición Limitada Cabernet Franc. “Quanto às linguiças, podemos sugerir um rosé seco e com boa acidez”, diz André Nunes, indicando o Trivento Rosé Malbec. Preços: El Numerado Edición Limitada Cabernet Franc, a partir de R$ 228,00; e Trivento Rosé Malbec, a partir de R$ 38,65.
“Quando entra a costelinha de porco, especialmente com molho barbecue ou aquele toque caramelizado, um Pinot Noir europeu faz bonito, leve e com acidez pronunciada. A fruta e a leveza do vinho equilibram o adocicado da carne e fazem um casamento delicado, sem apagar o sabor da brasa”, sugere Elaine.

Para surpreender, opte pelo Louis Jadot Bourgogne Pinot Noir, por exemplo, um Pinot Noir clássico da região de Borgonha, com notas de framboesa e cereja ácida. Preço: a partir de R$ 269,90.
Com seu sabor marcante, textura firme e um leve amargor no final, o coraçãozinho pede tintos mais leves e vibrantes. “Servidos um pouco mais frescos, eles trazem acidez e fruta que dão conta desse sabor intenso, sem brigar com ele”, diz Elaine, indicando, portanto, um Barbera italiano ou um Gamay francês.

Boas escolhas são o Michele Chiarlo Le Orme Barbera d'Asti Superiore, um Barbera frutado, com a acidez clássica e muito versátil; e o Louis Jadot Beaujolais-Villages, um Gamay frutado, com toque floral e frescor. Preços: Michele Chiarlo Le Orme Barbera d'Asti Superiore, a partir de R$ 249,90; e Louis Jadot Beaujolais-Villages, a partir de R$ 189,90.
Quando há uma variedade de acompanhamentos, como legumes na brasa ou queijo coalho, é ideal um vinho flexível e gastronômico, capaz de se adaptar a diferentes sabores. Assim, a escolha ideal de Moreira é o Alma Minha Tinto: “Um blend de uvas típicas portuguesas, com corpo médio, taninos macios e boa acidez. Versátil e fácil de beber, ele acompanha bem os legumes grelhados, proporcionando equilíbrio e frescor”. Preço: a partir de R$ 189,00.

Preços consultados em 26 de junho de 2025.
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