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Relatório preliminar aponta menor safra de vinho no estado em duas décadas, mas queda pode ajudar na precificação de excedente anterior
No final de 2024, os produtores de vinho do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, estavam otimistas: o estado superara o calor recorde de um verão escaldante com uma queda de temperatura que anunciava uma colheita antecipada e promissora.
Não deixa de ser surpreendente, portanto, a notícia de que a colheita de uvas no estado no ano passado tenha caído mais de 22%, segundo dados preliminares de um relatório publicado há algumas semanas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
De acordo com o report, a produção de uvas para vinho tinto e branco na Califórnia caiu de 3,685 milhões de toneladas em 2023 para 2,844 milhões de toneladas em 2024.
Audra Cooper, a diretora de corretagem de uvas na Turrentine Brokerage, afirma que a queda resultou nos menores números para o estado em 20 anos: "o setor não via uma safra tão baixa desde 2004".
Os rendimentos variam entre produtores e áreas. No entanto, é possível destacar quedas significativas, por exemplo, na safra de Cabernet Sauvignon, com baixa de 31% em relação a 2023 e de 22% comparada à média do estado nos últimos cinco anos.
Entre as áreas afetadas, o destaque vai para Central Coast, onde ficam algumas regiões produtoras como Santa Lucia e Santa Barbara. Por lá, a queda foi de 35% em relação a 2023 e 29% no comparativo com os últimos cinco anos.
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Já a North Coast, que abriga famosas regiões produtoras como Sonoma e o Napa Valley, viu uma queda de 15% em relação a 2023 – embora a safra ainda tenha ficado 3% acima da média dos últimos cinco anos.
Enquanto a notícia da queda da safra apresenta números impressionantes, ela pode ter outra leitura, a depender do tipo do perfil do produtor consultado. É o que explica Lucas Foppa, diretor geral e enólogo fundador da Foppa & Ambrosi, vinícola de Garibaldi, Rio Grande do Sul, que desde 2021 expande as operações para Calistoga, no Napa Valley californiano.

“Esse relatório pode ser recebido de duas formas: uma mais alarmante e preocupante, para quem trabalha na base da pirâmide, e outra com certo otimismo, como um regulador de demanda”, diz Foppa.
“Os custos envolvidos na mão de obra no Vale de Napa são altos. Então às vezes a gente vê o produtor deixando de colher, deixando a uva no pé, pra justamente não ter mais prejuízo, já que ele tá super estocado.”
Assim, a baixa colheita serviria também como uma “regulação natural” de demanda, com a redução da produção e a valorização dos estoques daquilo que já era, de certa forma, de valor agregado. Ganha a indústria premium, que adiciona a exclusividade à precificação de sua garrafa.
É uma percepção alinhada ao que aponta um relatório publicado recentemente pelo Silicon Valley Bank (SVB).
De acordo com o report, dedicado à indústria de vinhos nos Estados Unidos, o perfil do consumidor estadunidense vem mudando recentemente, ao que o banco aponta como uma "mudança significativa" na indústria, que requer a primeira correção de estratégica baseada em demanda no setor em décadas.
Isso acontece em parte devido à queda do consumo da bebida entre os jovens consumidores, o que tem impulsionado inclusive uma alta entre os rótulos sem álcool ou com baixa gradação alcoólica.
Alinhados à realidade de uma região com superávit, como a indústria vinícola da Califórnia, os dados poderiam apontar para um equilíbrio no balanço com safras anteriores.
"Ainda que prejudicial aos produtores de Cabernet Sauvignon, essa queda pode ajudar a balancear o superávit de anos anteriores", afirma Audra Cooper, da Turrentine Brokerage. E o balanço ajudaria exatamente o produto destinado ao público premium.

Com 10% de sua produção alocada na Califórnia, Lucas Foppa acredita nisso – e aponta ainda a seu favor o fato de a safra 2024 ter sido de qualidade destacada: “Na uva tem isso: às vezes tu tem uma produção menor e acaba reservando energeticamente à planta melhores condições para ela entregar um fruto de maior potencial, no qual tu consegue extrair vinhos de mais camadas e que vão atender justamente essa demanda de vinhos melhores e mais premium. Então a gente classifica essa safra 2024 como muito boa”.
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