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Embora os valores do seguro das obras de Matisse e Portinari sejam sigilosos por contrato, especialistas relatam suas projeções, e vendas em leilões dão uma ideia do quanto poderiam custar
No último domingo (7), a Biblioteca Municipal Mário de Andrade teve uma significativa perda cultural e possivelmente, de milhares de reais. Oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari foram levadas por dois criminosos armados da instituição localizada no centro de São Paulo.
De acordo com Cauê Alves, curador-chefe do MAM, os valores do seguro das obras têm sigilo por contrato e não podem ser revelados, afirma ao G1. Já a Secretaria de Cultura destacou que as peças "possuem valor cultural, histórico e artístico, não sendo passíveis de mensuração exclusivamente econômica".
No entanto, alguns especialistas já estimam preços das obras roubadas. Além disso, vendas recentes em leilões dão uma ideia do quanto poderiam custar.
O valor mais alto estimado para a uma única gravura, separada do conjunto original, foi a de R$ 40 mil para uma obra de Candido Portinari.
As peças de arte faziam parte das exposições Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade e Fotografia e vanguarda do MAM São Paulo que ficavam em cartaz até o dia do crime.
O pintor, escultor e desenhista francês que faleceu em 1954 tem reconhecimento por instituições como o Museu de Arte Moderna de Nova York e o Centre Pompidou como um dos artistas mais influentes do século 20.
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Líder do fauvismo, destacou-se pelo uso inovador da cor, linhas simplificadas e formas expressivas. Sua obra, aliás, teve papel central no desenvolvimento da arte moderna.
Como destaque na exposição estava a edição de número 102 (de 207 produzidas) do livro Jazz, reunindo 20 gravuras do artista. Houve o roubo de oito delas: O palhaço, O circo, O senhor leal, O pesadelo do elefante branco, Os Codomas, O nadador no aquário, O engolidor de palavras, bem como O cowboy.

De acordo com o museu, Matisse começou a produzir o livro em 1943, no ápice da Segunda Guerra Mundial. Na época, ele estava com a mobilidade reduzida após um diagnóstico de câncer. Passou, então, a substituir a pintura pelos recortes de papel colorido.
A produção das gravuras se deu por meio da técnica pochoir. Segundo o MAM, trata-se de uma impressão inteiramente artesanal. Ela utiliza estênceis (moldes vazados) para aplicar tinta ou cor apenas em áreas específicas de uma superfície. O resultado são imagens com textura e aspecto pictórico e cada exemplar é praticamente único.
A estimativa dada por Suzana Meyer Garcia, perita em obras de arte da Associação dos Peritos Judiciais do Estado de São Paulo, ao G1, é de que cada gravura poderia ter valor entre US$ 20 mil e US$ 40 mil (cerca de R$ 108.600 a R$ 217.200) caso a obra estivesse completa, com as 20 gravuras. O conjunto completo, organizado como livro original, teria um valor global estimado em pelo menos cerca de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão).
Já para o sócio-diretor do Magalhães Gouvêa Leilões e consultor de arte, Ricardo Rinaldi, cada gravura de Matisse valeria entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. Isso por conta da alta tiragem. Para o conjunto roubado, o total seria de R$ 64 mil a R$ 80 mil, como aponta ao veículo.
De acordo com Acacio Lisboa, diretor da Galeria Frente e da casa de leilões de arte James Lisboa, não há possibilidade de haver a venda das gravuras separadas do todo:
“Não existe ter essas obras separadas, por ser um livro com 20 pranchas feitas em stencil, em uma edição de 250 exemplares, manuscritas por ele. Não vejo isso sendo vendido separadamente”, relatou ao Metrópoles.
Por fim, em um leilão que aconteceu em abril deste ano na casa de leilões Christie's, houve a venda do conjunto de gravuras da série Jazz por US$ 504 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).
Um dos mais importantes artistas brasileiros do século 20, também foi alvo do crime do último domingo. A obra do pintor, muralista e desenhista teve papel central na consolidação da arte moderna no país. Além disso, contribuiu para a projeção da arte do Brasil internacionalmente.
Suas cinco gravuras roubadas faziam parte de uma edição especial de bibliófilo (colecionador) do romance Menino do Engenho, de José Lins do Rego, ilustrada por ele.

Ela faz parte de uma série chamada Coleção Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. Ela reúne 23 obras diferentes da literatura brasileira, publicadas entre 1946 e 1969. Cada volume, aliás, contou com ilustrações de um artista plástico consagrado, a partir de textos de autores como Machado de Assis, Jorge Amado e Mário de Andrade.
Segundo o acervo online do Projeto Portinari, a produção de suas ilustrações se deu em gravura em metal. O procesos ocorreu por meio de processos de água-forte e água-tinta. Isto é, técnicas de em que o desenho é gravado quimicamente com ácido. Tal método permite criar tanto linhas precisas (água-forte) quanto áreas de sombra e tonalidade (água-tinta).
Como Suzana Meyer Garcia afirma ao G1, cada uma das gravuras de Portinari tem avaliação entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. No total das cinco peças roubadas, o valor seria de R$ 25 mil a R$ 50 mil.
Já de acordo com Acacio Lisboa, seria um valor bem mais alto: em torno de R$ 40mil cada uma. Ao menos é o que ele relata ao Metrópoles.
A Exame, por sua vez, indica que cada gravura varia mais no que tange ao preço. No caso, ao contrário do conjunto de Matisse, que costuma ter avaliação com base no todo. No caso de Portinari, o mercado avalia cada gravura individualmente, mesmo quando elas vêm de uma mesma edição ou livro.
A gravura Casal (1950) da obra Menino do Engenho, por exemplo, teve compra por R$ 1.400 em um leilão de junho deste ano pela Fibra Galeria.
Segundo a Polícia Militar, os dois homens que roubaram as obras de arte renderam os seguranças do museu antes de fugir. Eeles foram, depois, em direção à estação Anhangabaú do Metrô.
A Prefeitura de São Paulo divulgou, nesta segunda-feira (8), que acionou a Interpol (a polícia internacional), por meio da Polícia Federal (PF). O objetivo foi evitar que as obras de arte roubadas deixem o Brasil.
Em comunicado, a administração municipal diz que a Interpol tem um aplicativo e um banco de dados global capazes de ajudar na busca e na recuperação de obras roubadas.
Além do órgão internacional, a prefeitura informou que notificou o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) por meio do Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD).
Também houve comunicação ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), via Banco de Bens Culturais Procurados. O crime ainda foi informado à Associação Brasileira de Galerias de Arte (AGAB).
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo também confirmou nesta segunda-feira que os dois suspeitos foram identificados pela Polícia Civil por meio de imagens capturadas pelo SmartSampa, sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo.
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