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Frente a uma indústria oscilante e tendências de consumo, especialistas brasileiros apontam os rótulos que vão marcar o inverno deste ano e indicam suas escolhas para o verão
De um lado, uma indústria vinícola em alerta, com o consumo em queda. De outro, uma estação que trouxe contrastes, mudanças e novidades para dentro da taça. A poucas semanas do fim do inverno, resta a pergunta: qual vinho vai marcar a temporada fria deste ano?
Quando olhamos para o universo das taças, o término da estação por aqui pode ser lido em sobreposição com o comportamento da indústria global, que levanta, aos poucos, os dados de consumo do primeiro semestre.
Diante das mudanças de comportamento e dos campeões de venda do setor, o Seu Dinheiro foi atrás de especialistas para entender os rótulos que deverão marcar o inverno 2025.
De quebra, ainda exercemos a futurologia dos especialistas para questionar quais garrafas devem brilhar também no próximo verão.

O que não é novo é o cenário pouco animador. Desde 2022, as quedas no consumo se arrastam por todo o globo. A baixa mais recente foi vista em regiões como a Califórnia, nos Estados Unidos, a Borgonha, na Itália, e Bordeaux, na França. Isso de acordo com o relatório WineCap para o primeiro semestre de 2025.
Entretanto, há rótulos que desafiam a tendência a queda.
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Publicado recentemente, o WineCap aponta pontos de resistência à baixa, como o Jean Louis Chave Hermitage Rouge 2021. Produzido no Ródano, França, o vinho registrou alta de 36,8% nas vendas – muito devido a sua disponibilidade limitada e status de colecionador.

A "premiunização", aliás, parece ser uma tendência vista também no mercado americano. Desafiando uma indústria que atingiu baixa histórica de 63 anos em 2024, os rótulos mais caros e de qualidade superior seguem com consumo em alta.
A oposição, claro, fica no outro extremo da etiqueta, com rótulos mais baratos observando quedas constantes. Isso de acordo com dados do relatório State of the US Wine Industry 2025, do Silicon Valley Bank.
O lado positivo, apontam os relatórios, é a educação de um público mais atento à qualidade da bebida. E mais disposto, portanto, a investir mais em um produto que atenda a bons parâmetros de produção.
No Brasil, essa evolução no comportamento do enófilo tem se mostrado com novas perspectivas de consumo. Para Rafael Ferrari, sommelier da Castas Importadora, essa se sente, principalmente, quando se pensa a sazonalidade da bebida.
"[A sazonalidade] ainda influencia, mas o consumidor está cada vez mais atento ao estilo do vinho e à ocasião de consumo", diz Ferrari. "Em 2024 tivemos pela primeira vez na história um volume maior de vendas de vinhos brancos do que de tintos no primeiro semestre — algo impensável há poucos anos."
Gustavo Giacchero, sommelier da Wine Trader e do Fasano BH, concorda. Para o inverno 2025, ele aponta a tendência de brancos de mineralidade marcante, como o Textura Pura Branco.

"Elaborado em solos de altitude em Portugal, ele entra como opção ideal para harmonizações ousadas com queijos curados e frutos do mar intensos", diz Giacchero.
Já quando o assunto são os tintos, Rafael Ferrari diz que o rótulo da estação foi o português Maria João, reserva tinto do Dão produzido pela Quinta do Solar do Arcediago.

"Ele entrega estrutura com delicadeza, taninos bem resolvidos, notas florais e um perfil que funciona muito bem com pratos mais ricos da estação, como carnes de panela, algumas mais gordurosas também", explica.
Para Gustavo Giacchero, o Don Melchor Cabernet Sauvignon 2017, surge como um protagonista entre os tintos emblemáticos.

Chileno, ele apresenta taninos refinados, notas de frutas negras, especiarias e cedro, é um vinho de profundidade e elegância — "um verdadeiro clássico para noites mais frias", diz o sommelier.
Pensando no verão que vem, e nos inescapáveis rótulos refrescantes, Rafael Ferrari coloca suas fichas no Quintaluna.

"É um branco vibrante, com frescor e boa textura. Ideal para os dias quentes do Brasil, mas com personalidade suficiente para acompanhar a gastronomia de pratos leves com frutos do mar até a cozinha mais condimentada", diz.
Produzido pela Ossian Vides y Vinos, do grupo Alma Carraovejas, trata-se de um verdejo segoviano autêntico - e que segue a tendência de mineralidade apontada também para os brancos de inverno. Para Ferrari, "tem tudo para brilhar nas mesas por aí."

Já Gustavo Giaccero, da Wine Trader, aposta em três rótulos para a temporada de verão no Brasil: o português Menin Grande Reserva Branco 2021, com aromas florais e cítricos e acidez na medida; o francês Chablis Premier Cru Fourchaume, Premier Cru da Borgonha, mas com finesse da Chardonnay, frescor e – novamente – mineralidade; e o Biografia Brut, espumante refrescante, festivo e brasileiro.
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