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Dwayne Johnson, Ryan Reynolds, Kevin Hart e mais: lista mostra envolvimento cada vez maior de astros na produção e na promoção de grandes filmes – e cachês maiores para nomes veteranos
A participação (e vitória) brasileira no Oscar 2025 no último fim de semana transportou parte da audiência nacional para uma cerimônia repleta de mensagens importantes sobre o estado da sétima arte em Hollywood.
Delas, a mais importante talvez tenha sido um olhar da indústria para as produções independentes, como Anora, grande vencedor da noite, e mesmo Ainda Estou Aqui, que fez história na categoria de Melhor Filme Internacional.
Nos dois casos, tratam-se de filmes com orçamentos considerados "baixos" para a indústria: Ainda Estou Aqui teve valor divulgado de R$ 45 milhões, enquanto Anora teria custado apenas US$ 6 milhões (algo em torno de R$ 35 milhões). Para efeito de comparação, Duna: Parte Dois teve custo estimado em US$ 190 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão).
São contrastes de um mercado em evolução, que hoje parece mais aberto a soluções mais baratas e filmes fora do circuito das mega produções. Mas não se engane: ainda é uma indústria rica e repleta de ostentação.
É o que aponta a lista com os 20 atores mais bem pagos de Hollywood em 2024, divulgada há poucos dias pela Forbes.
Liderada por Dwayne "The Rock" Johnson, que recebeu US$ 88 milhões (R$ 508,6 milhões) em 2024, a lista ainda inclui nomes como a dupla Ryan Reynolds e Hugh Jackson, de Deadpool & Wolverine, Brad Pitt, Nicole Kidman e Joaquin Phoenix, e traz ainda outros insights sobre o cinema dos Estados Unidos hoje.
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A principal novidade destacada pela Forbes é a importância da participação dos astros em todo o processo de divulgação de uma obra, não somente durante a gravação.
Para isso, a lista conta com especialmente três exemplos, que são justamente os três primeiros nomes da lista.
Dwayne Johnson teve papel fundamental na estratégia de sucesso da chegada do filme Red One: Missão Secreta ao streaming. Assim, após um desempenho considerado "mediano" nas bilheterias (com arrecadação de US$ 186 milhões contra um orçamento de US$ 250 milhões), a produção conseguiu recuperar o fôlego, atingindo um recorde de 50 milhões de espectadores durante o fim de semana de estreia no Prime Video.

Parte disso, explica a reportagem, veio no envolvimento direto de Johnson com a produção e um contrato que estendia sua participação para além do lançamento do filme. Fechado em US$ 50 milhões, seu cachê foi considerado um dos mais altos da história.
A mesma lógica se aplicaria a Ryan Reynolds, que chegou a produzir comerciais para Deadpool & Wolverine por meio de sua agência de marketing, a Maximum Effort. Seus esforços lhe teriam rendido US$ 85 milhões líquidos em 2024.

Já Kevin Heart, o terceiro lugar da lista, com US$ 81 milhões arrecadados no ano passado, teria o segredo do rendimento na versatilidade de suas produções - a publicação cita seis grandes lançamentos, além das campanhas estreladas por ele e dos 90 especiais de stand-up comedy que têm nele seu principal produtor.
A lista ainda destaca a idade dos integrantes da lista, considerada elevada para os padrões de Hollywood, com uma média de 54 anos entre os maiores rendimentos. A mais jovem é Scarlett Johansson, 40, no 19º lugar.
Esse fator seria determinado não apenas por seus cachês atuais, mas também pelos rendimentos de décadas anteriores, acertados em tempos de altos contratos.
Como exemplos, a publicação cita Jerry Seinfeld, que ganharia um valor estimado em US$ 30 milhões por ano apenas provenientes da série Seinfeld.
Por fim, a lista cita a ascensão do streaming como a plataforma que melhor paga os artistas, a despeito do desempenho nas bilheterias. "Apple, Amazon e Netflix estão todas competindo pelo mesmo pacote de estrelas", escreve a reportagem, o que acabaria jogando os valores de contratos bem acima da média de US$ 20 milhões paga por grandes produções.
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