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Medida visa combater o turismo de massa que afeta profundamente os ecossistemas do país

O custo do verão europeu fica progressivamente mais caro conforme a Europa tenta, a todo custo, lutar contra o turismo de massa e a degradação dos destinos. O alvo mais recente das medidas anti-overtourism foram as ilhas da Grécia.
O governo grego anunciou nesta segunda-feira (21) que os passageiros de cruzeiros vão precisar pagar taxas ao desembarcar nos portos do país.
A medida impacta o turismo de forma bem significativa, já que muitos dos viajantes costumam conhecer as diferentes ilhas através de cruzeiros que fazem paradas múltiplas. De acordo com uma associação portuária local, 768 barcos e 1,29 milhão de turistas visitaram Mykonos no ano passado.
As tarifas vão variar de acordo com a temporada e com o porto de desembarque. Em Santorini e mesmo em Mykonos, os valores serão mais altos.
Considerada uma “taxa para o turismo sustentável”, o novo imposto cobrado pelo governo será aplicado por pessoa e para cada desembarque. Ou seja, para cada ilha visitada, o visitante terá que arcar com um pagamento.
Entre 1º de junho a 30 de setembro (época do verão, portanto, alta temporada), as tarifas serão de 20 euros para Mykonos e Santorini. Para outros portos, o valor cai para 5 euros.
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No mês de outubro e entre 1º de abril e 31 de maio, as taxas para as ilhas mais visitadas caem para 12 euros e as demais, para XX euros.
O período mais barato para desembarcar será, como era de se esperar, no inverno, durante a baixa temporada. Entre 1º de novembro a 31 de março, desembarcar em Mykonos e Santorini custará apenas 4 euros. O resto dos portos cobrará apenas 1 euro.
O pagamento é de responsabilidade das companhias de cruzeiro e dos demais agentes de turismo, que devem repassar esse custo para os clientes. Caso a empresa não pague, o desembarque dos viajantes pode ser impedido pelas autoridades gregas. Por isso, é importante escolher uma agência confiável.
A insatisfação com o turismo de massa não é uma exclusividade do governo da Grécia
Na verdade, a Europa tem passado por uma onda anti-overtourism, em que os habitantes manifestam seu desagrado com os impactos negativos do turismo — seja para atrações, espaços culturais ou até mesmo para os preços dos aluguéis.
Recentemente, a Espanha viu protestos de moradores e aumentou as taxas na Catalunha, determinou limites de números de visitantes nas Ilhas Canárias, implementou multas para vestimentas inadequadas na cidade de Málaga e até estabeleceu regras para o consumo de álcool em Ibiza e em Maiorca.
Na segunda quinzena de maio, o governo espanhol determinou a remoção de mais de 65 mil propriedades de aluguel de curta temporada da plataforma Airbnb, em locais como Madrid, Andaluzia e Barcelona.
* Com informações da Euro News.
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