Além de Versalhes: 3 castelos para visitar na França a menos de duas horas de Paris
Visitar o castelo mais célebre da França é quase obrigatório para turistas de primeira viagem, mas o país tem outras milhares de opções para os viajantes que querem fugir do clássico

A França é o país com mais castelos no mundo. Entre construções imponentes e pequenas propriedades charmosas, estima-se que o Hexágono tenha entre 45 e 50 mil castelos — uma quantidade surpreendente para um país tão pequeno, mas compreensível considerando toda a opulência da tradicional nobreza francesa.
É de lá, afinal, que vem monarcas como Luís XIV, o “Rei Sol”, e Luís XVI, casado com Maria Antonieta e guilhotinado na Revolução Francesa. Ambos foram responsáveis por tornar célebre o grandioso Castelo de Versalhes, maior (e também mais óbvia) opção dos turistas que visitam Paris.
Não é uma crítica. Os turistas de primeira viagem realmente devem conhecer Versalhes. É inescapável e realmente vale a pena por toda a sua magnitude e pela riqueza de detalhes presente em cada maçaneta. Acontece que da segunda visita em diante, o castelo pode ficar, digamos... entediante.
A não ser em eventos especiais, como na ópera, no balé ou mesmo nas noites de gala (clique aqui para ver a programação 2025-2026), existem, na França, outros castelos notáveis. Menos célebres, talvez, mas por isso mesmo menos lotados e com história igualmente rica. A melhor parte é que vários ficam a menos de duas horas de trem da capital.
Castelo de Fontainebleau

O “primo” mais próximo do projeto megalomaníaco de Luís XIV é o Castelo de Fontainebleau.
Os reis, inclusive, tinham tradição de passar temporadas por lá. Mas foi Napoleão que realmente fez o seu nome lá dentro, promovendo transformações no mobiliário e tornando o lugar também um centro de decisão política.
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- Não à toa, logo na primeira sala, o visitante já avista retratos marcantes do imperador e de sua esposa, Joséphine.
Saindo do centro de Paris, o trajeto leva uma hora para chegar na simpática Fontainebleau e depois mais quinze minutos de ônibus para o castelo, que fica em meio à cidade mesmo.
A sensação é de que um povoado se formou ao redor da propriedade, dando ares modernos para um lugar tão histórico. Na avenida principal ficam lojas, restaurantes, chocolaterias, boulangeries, como em qualquer outra cidade francesa. Vale a pena reservar um tempo a mais para almoçar por lá, ou tomar um café no fim da tarde.

Embora a comparação seja a inimiga da felicidade, é inegável que a entrada de Fontainebleau não é tão impressionante como a de Versalhes. Mas ainda é bonita, com sua escada de corrimãos curvos e seus quatro quadrantes de jardim, com a grama sempre bem aparada.
No interior, há o museu dedicado a Napoleão, os apartamentos do Papa (em referência ao Papa Pio VII, que viveu lá) e os quartos e salas, todos extremamente decorados com tapeçaria, esculturas, mobiliário — e com lareiras de mármore, que ficam sempre apagadas. Não é possível ver as cozinhas nem os banheiros.
O ingresso do Castelo de Fontainebleau custa 14 euros (R$ 91).
Castelo de Chantilly

A primeira visão de Chantilly não deixa nada a desejar em relação à Versalhes. O castelo é quase todo cercado por um lago que dá um tom devidamente cênico. Nesse caso, é impossível não recorrer aos clichês para descrever a propriedade: parece, de fato, um cenário de filme. Uma temporada de Bridgerton poderia facilmente ser gravada por lá.
O jardim extenso e a floresta ao redor fazem parecer que o castelo está isolado. O que não é exatamente verdade. Um curto caminho a pé leva ao centrinho de Chantilly, onde existe apenas uma regra: experimentar o autêntico chantilly. Sim, assim como acontece com o champanhe, a região defende o terroir específico do creme, e quem experimenta jura que ele é realmente diferente do que se experimenta em qualquer outro lugar.
A visita ao castelo inclui também acesso aos estábulos e ao museu dedicado a cavalos. A cidade de Chantilly é ideal para os apreciadores de hipismo e demais esportes com cavalos. Se em Paris há vias específicas para bicicletas, lá, existem pistas para quem anda a cavalo.

Dentro da propriedade, quartos suntuosos e salas com mobiliário neoclássico. A galeria de pinturas, um dos primeiros cômodos da visita, lembra bastante as salas de exposição de pintura do Louvre. É lá onde está a segunda maior coleção de pinturas antigas da França, atrás apenas da coleção do museu parisiense.
- Curiosidade: a disposição das obras de arte se mantém a mesma desde o século 19, intocada. É por isso que as paredes são tão cheias de quadros, com pouquíssimo espaço de respiro — algo que não se vê nos museus atuais.
A entrada para o Castelo de Chantilly custa 18 euros (R$ 117).
Castelo de Vaux-le-Vicomte

Bem menos conhecido pelos turistas estrangeiros, mas amado pelos franceses, o Castelo de Vaux-le-Vicomte tem um nome importante por trás: o paisagista André Le Nôtre. Foi graças ao seu trabalho neste château que ele se tornou um profissional conhecido e requisitado, a ponto de ser convidado por Luís XIV para fazer os jardins de… Versalhes. Por isso, as semelhanças do jardim não são um mero déjà vu.
O melhor período para visitar o local, que fica a duas horas de Paris, é definitivamente no Natal. Isso porque o castelo tem boa fama quando o assunto é a decoração natalina, tendo sido apelidado “Château de Noël”.
A programação geralmente vai do meio de novembro até a primeira semana de janeiro. Cada cômodo é decorado com uma vibe natalina diferente — alguns em tons de rosas com ursos de pelúcia, outros com uma decoração náutica. E, ao contrário dos outros castelos, neste se visita até mesmo a cozinha no subsolo (e sim, ela também tem decoração de Natal).

No gramado, há uma pequena pista de patinação no gelo e algumas atividades lúdicas. Em 2025, os visitantes podiam pendurar seus pedidos para o Ano Novo em uma grande estrutura de metal no meio do jardim. Além disso, cada pessoa tinha direito a um marshmallow para esquentar na fogueira.
O ingresso para o Castelo de Vaux-le-Vicomte custa a partir de 23,90 euros (R$ 155).
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