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Inspirado no internacional Le Petit Chef, o molecular O Alaric tem um chef holográfico que apresenta a sequência de oito pratos; experiência imersiva custa R$ 450 por pessoa e só funciona sob reserva
As experiências estão em alta, melhor ainda se forem instagramáveis. Para quem curte esta tendência, uma pedida é O Alaric, na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, um restaurante molecular em um ambiente imersivo.
O conceito foi “importado” do Le Petit Chef, restaurante em que um chef holográfico de 6 cm de altura é projetado na mesa e prepara os pratos para os clientes. Essa rede internacional criada na Bélgica, em 2015, atualmente está presente em mais de 100 pontos mundo afora, em países como Austrália e Alemanha – mas ainda ausente da América Latina.
Pois bem, quem não tem Le Petit Chef se vira com O Alaric. Por aqui, a grande mesa e as paredes brancas servem como tela para as projeções. Quem conduz a história é também um chef holográfico, que leva os clientes para diferentes “mundos” – do gelo, do fogo, o fundo do mar, um jardim de flores, entre outros cenários –, enquanto apresenta a sequência de oito pratos do cardápio.
Para dar início aos trabalhos, os clientes são recebidos com um drinque encapsulado, que fica de ponta-cabeça e não derrama. Junto a ele, chega a entrada uma folha da planta peixinho com limão e gengibre, pipoca, picles de rabanete, farofa de nori e molho de pimenta-doce. É um dos pontos altos do cardápio, aliás.
Em seguida, os clientes degustam uma sequência de seis pratos salgados e dois doces – em porções pequenas, para deixar um gostinho de quero mais. Porém, depois de tantos pratinhos, é difícil que alguém saia com fome do lugar.

A gastronomia molecular do chef Cadu Alves (de O Burguer e O Lúdico Bar) traz elementos inusitados que misturam formas, texturas e temperaturas. Entre eles, açúcar explosivo (daqueles da época da infância), pérolas de cebola, marshmallow de limão-siciliano e azeite encapsulado no caramelo.
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Um dos destaques do menu é o tartar de salmão (servido com mel trufado, gema de maracujá, espuma de leite de tigre e chips de batata transparente). Vale destacar também o filé mignon com redução de vinho tinto (servido com espuma de purê de batata trufado, gel molecular de pimenta e crocante de arroz negro), com direito a flor de ouro em cima.

As sobremesas, por sua vez, deixam um pouco a desejar. A primeira é um “ovo de dinossauro” feito de sorvete de framboesa, servido com espuma de leite condensado e uva gaseificada. A segunda inclui mousse de chocolate amargo, sorvete de chocolate branco, banana e algodão-doce.
Para finalizar, com um toque divertido, um suspiro que faz soltar fumaça pela boca e pelo nariz, arrancando risadas dos demais participantes.
De olho na tendência dos espaços instagramáveis, o jovem chef Cadu Alves abriu, em 2022, na Vila Mariana, o bar O Lúdico, espaço com salas decoradas à la Alice no País das Maravilhas, fundo do mar ou casa da vó – você provavelmente já deve ter visto fotos delas pipocando no seu feed.
Com este negócio relativamente consolidado, o chef quis dar um passo além. E decidiu fazer isso após conhecer, por meio de amigos em comum, a especialista em tecnologia e experiências corporativas Lilian Ronchel, que atua no ramo há cerca de 30 anos.
O objetivo dos dois foi trazer para a capital paulista um restaurante imersivo. A inspiração é no Le Petit Chef, com uma culinária molecular elaborada por Cadu, enquanto o show visual fica a cargo de Lilian.
O espaço nasceu em dezembro de 2024 só para influenciadores convidados e aberto ao público em geral em janeiro deste ano. Funciona em uma sala dentro do bar O Lúdico, de Cadu. Tem jantar de segunda a sexta, só sob reserva, com capacidade para dez pessoas por noite.
Segundo Lilian Ronchel, apesar de o cardápio ser focado em adultos, o local acaba atraindo bastante crianças e jovens, além de turistas de passagem pela capital paulista.
Como boa parte das experiências instagramáveis, a d’O Alaric também tem uma pegada meio infantilizada.
A historinha com o chef holográfico é um pouco bobinha e faz referência a mundos distantes, unicórnios, dragões e outros seres do reino da fantasia. Então, quem não entrar na brincadeira pode acabar ficando um pouco entediado ou até constrangido. É preciso ‘estar na vibe’ para fazer valer a pena os R$ 450 por pessoa investidos na experiência.
Além disso, hoje o espaço d’O Alaric comporta uma única mesa para dez pessoas. Quem vai num grupo menor acaba tendo que compartilhar o espaço com alguns nobres desconhecidos. Para empresas, essa limitação pode ser um fator impeditivo.
Além disso, por se tratar de uma sala dentro de um bar, a experiência acaba sendo um pouco comprometida – por exemplo, o som de fora acaba vazando.
Apesar de ter potencial de fazer sucesso entre crianças e adolescentes, o cardápio é pensado para adultos e inclui, inclusive, um drinque alcoólico na abertura.
O menu atualmente é um só, mas é possível fazer pequenos ajustes. Antes de participar da experiência, cada cliente responde a um questionário sobre restrições alimentares. Para a reportagem, por exemplo, mencionei que como peixes, mas não frutos do mar. Porém, no dia do jantar, trocaram meu prato de atum selado por melancia (estava bom, mas certamente o atum seria melhor) e o tartar de salmão por beterraba.

Talvez alguns desses pontos negativos estejam com os dias contados. Segundo os criadores d’O Alaric, a ideia é encerrar o “experimento” atual e crescer, abrindo um empreendimento maior em um shopping da capital paulista, com mais espaço. Porém, ainda não divulgam nem o local em estudo nem uma possível data para a reinauguração.
Nesse novo espaço, segundo Lilian, haverá a possibilidade de personalizar as experiências para grupos diferentes - por exemplo, crianças, jovens e o público corporativo.
É aguardar para ver.
O Alaric: R. Joaquim Távora, 1113 - Vila Mariana, São Paulo. Reservas aqui.
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