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Indo na contramão de suas principais concorrentes de capital aberto, a fabricante da bolsa Birkin reportou aumento de 9% nas vendas no segundo trimestre de 2025
A expressão francesa pièce de résistance é amplamente usada na alta gastronomia para se referir ao prato mais importante de uma refeição. Em uma tradução livre, ela quer dizer “peça de resistência”. Curiosidades linguísticas à parte, o termo parece descrever perfeitamente uma empresa…francesa.
Isso porque, se a base de comparação for os últimos resultados financeiros das empresas europeias, tudo indica que a Hermès é a verdadeira pièce de résistance do mercado de luxo mundial.
Indo na contramão de suas principais concorrentes de capital aberto — LVMH, Prada e Kering —, a fabricante da bolsa Birkin reportou aumento de 9% nas vendas no segundo trimestre de 2025, acima das expectativas do mercado.
O número torna-se ainda mais impressionante em um contexto de crise do luxo. A indústria de bens de alto padrão vive anos turbulentos, especialmente diante da desaceleração do consumo na China.
Um relatório recente da consultoria Bain & Company indicou, inclusive, que 2025 pode marcar o pior momento da crise em 15 anos, devido à guerra comercial resultado da dinâmica tarifária de Donald Trump e do governo americano e às tensões geopolíticas.
Em um cenário no qual as vendas da principal unidade da LVMH (incluindo marcas como Louis Vuitton, Dior e Céline) caíram 9% de um trimestre para o outro, e a Gucci vendeu 25% menos, a resistência da Hermès merece um estudo à parte.
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A maior exposição na região Ásia-Pacífico, sobretudo na China, é um diferencial competitivo importante para a maison francesa, que tem quase 45% da receita vindo de lá. A título de comparação, a LVMH tem apenas 28%.
O CEO, Axel Dumas, revelou que as lojas chinesas andam mais vazias, mas os consumidores que de fato compram têm gastado mais.
O reconhecimento do savoir-faire da marca centenária é um dos fatores que contribuem para sua resiliência.
É só olhar para o prestígio da Birkin, considerada a bolsa mais desejada do mundo, devido à sua exclusividade, raridade e extrema qualidade. Nem quem tem milhões na conta consegue comprar o item facilmente.
Como explica a especialista em luxo, Manu Berger, “quando a Hermès vende uma Birkin, ela não vende uma bolsa. Ela vende a história, o relacionamento, o savoir-faire, o tempo, a raridade. Ela vende um símbolo, não um produto”.
Sendo assim, o objetivo da marca não é vender pelo lucro ou para conferir status a quem, simplesmente, tem dinheiro. A ideia é que a bolsa seja passada de geração em geração, quase como um patrimônio familiar, e não que ela seja só postada no Instagram ou usada para servir um drink dentro, em uma ostentação vazia.
| Recentemente, o leilão do protótipo original, feito para a atriz Jane Birkin, se consolidou como o mais caro da história das bolsas. O valor arrematado foi de 8,6 milhões de euros (R$ 55 milhões). |
Os próximos trimestres já estão com desafios contratados para a Hermès — e para suas concorrentes europeias também.
As novas tarifas de Donald Trump já estão afetando os preços naquele que é um dos mercados mais importantes para o luxo.
Em maio, a fabricante das Birkins e Kellys aumentou em 5% os preços nos Estados Unidos. O CEO não exclui a possibilidade de repassar o custo das tarifas para os consumidores e fazer outros aumentos, após a definição da taxação de 15% para a União Europeia.
Se considerarmos a draga que o luxo vive atualmente, essa alta nos preços tem potencial para impactar ainda mais os resultados das empresas, dependentes dos clientes americanos.
A Hermès, no entanto, mantém-se confiante quanto à sua estratégia de crescimento, como fez questão de enfatizar no comunicado de divulgação de resultados.
“Em um contexto econômico e geopolítico mais incerto, o grupo segue seu desenvolvimento com confiança, fortalecido por seu modelo artesanal altamente integrado, sua rede de distribuição equilibrada, a criatividade de suas coleções e a fidelidade de sua clientela”, escreveram.
* Com informações da Bloomberg.
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