O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com a integração da Versace e uma rede de 25 fábricas em operação, espera-se que o grupo chegue à meta de 8 bilhões de euros de faturamento mais rápido

A união de dois nomes emblemáticos da moda foi concretizada nesta terça-feira. O Grupo Prada anunciou nesta terça-feira (2) que concluiu a aquisição da Versace, marca que o conglomerado cobiçava há muito tempo. De acordo com a NBC News, o acordo foi fechado por cerca de 1,25 bilhão de euros.
“A Versace é uma marca única e extraordinária. Incrivelmente complementa às que já integram o nosso portfólio. É muito diferente das restantes, se dirige a uma estética e a um consumidor distintos, disse Andrea Guerra, CEO do Grupo Prada em entrevista ao FashionNetwork.com publicada no dia 28 de novembro.
“Mas, ao mesmo tempo, partilha uma série de elementos muito semelhantes às nossas outras marcas, porque também nasce de um pensamento cultural clássico, mediterrânico.”
O CEO ainda destacou como enxerga a relevância da marca para indústria da moda: “Nasceu da inovação, ao ponto de eu considerar a Versace a marca que 'inventou' a moda tal como a conhecemos hoje, porque inventou o glamour, as supermodelos e aproximou a moda da cultura mais popular.”
De acordo com a CNN, Lorenzo Bertelli, filho dos proprietários da Prada, Miuccia Prada e Patrizio Bertelli, afirmou que a companhia estava interessada no acordo há vários anos.
“Já havia contatos durante o período da Covid, houve conversas até mesmo antes da venda da Capri [antiga dona da Versace] para a Tapestry”.
Bartelli se refere a um acordo de fusão de US$ 8,5 bilhões, com anúncio em 2023 e que teve cancelamento em novembro de 2024, depois que as autoridades antitruste nos Estados Unidos bloquearam a transação. Embora boa parte das marcas das holdings sejam europeias, suas sedes estão nos EUA.
Leia Também
“Quando esse negócio fracassou, voltamos e tentamos acelerar as coisas. Era algo que já estava em desenvolvimento há muito tempo”.
Além de divulgar os planos de compra, o Grupo Prada havia comunicado em abril que iria aportar mais 250 milhões de euros para inaugurar uma nova era na Versace.
"Quando a gente olha em termos de negócio, o Prada Group é uma ameaça hoje para o império de LVMH. Miuccia Prada realmente é uma estrategista, ela reforça esse saber fazer das marcas italianas trazendo Versace para o conglomerado dela", explicou Mariana Cerone, professora do hub de luxo da ESPM ao Seu Dinheiro.
Cerone explica que a Prada traz o aspecto do luxo refinado, enquanto a Versace é um ícone do excesso. Na visão da professora, o consumidor de luxo atual quer transitar entre essas duas estéticas: uma hora no quiet luxury, outra na ostentação pura.

Diante disso, o grupo de Miuccia, ao adquirir a marca de Donatella, consegue uma vantagem de conseguir entregar essas duas propostas dentro do mesmo grupo.
“Na minha opinião, o que está em jogo nessa transação bilionária é a construção de um novo tipo de poder simbólico no luxo. A gente não tá mais falando de marcas no luxo e sim de ecossistemas. Nesse jogo vai vencer quem souber costurar esse legado e esse desejo, entendendo o novo consumidor do luxo”, acrescentou.
Ao mesmo tempo que formaliza a aquisição da Versace, o conglomerado italiano intensifica seus esforços industriais. Como indica a Modaes, a companhia destinou, desde 2019, mais de 300 milhões de euros para expandir e modernizar a sua rede de fábricas. Além disso, lançou quatro novos projetos de produção na Itália e no Reino Unido.
O veículo afirma ainda que o Grupo deve ultrapassar os 6 bilhões de euros (em torno de R$ 37,2 bilhões) em faturamento até o final de 2025. Em 2023, o CEO Andrea Guerra havia declarado ao Milano Finanza a possibilidade de "dobrar" o negócio, de 4,2 bilhões de euros (valor registrado em 2022) para 8 bilhões de euros (cerca de R$ 49,6 bilhões), por meio de crescimento orgânico, ou seja, sem aquisições.
De acordo com a Modaes, analistas estimavam que esse resultado poderia ser alcançado em menos de dez anos. Hoje, no entanto, com a integração da Versace e uma rede de 25 fábricas em operação, a Modaes afirma que pode haver redução deste prazo.

Lorenzo Bertelli disse à Reuters em novembro que se tornará presidente executivo da Versace assim que fouver a conclusão da integração.
Um dos desafios, no entanto, é lidar com a saída de Donatella Versace da direção criativa da marca. Ela deixou o cargo em março após permanecer nele por quase 30 anos. Em abril, Dario Vitale, que trabalhava na Miu Miu. assumiu o cargo.
"Dario Vitale vem de um universo quase oposto [à Versace] em sua trajetória na Miu Miu", afirma Laura Wie, professora de História da Moda na FAAP, Belas Artes e Centro Europeu. Segundo ela, resta saber se o designer "saberá manter os códigos da ousadia e da influência artística barroca na direção da Versace".
FASHION POLICE
A FORÇA DO SHAPEWEAR
BOLSA PARA CELULAR
LUXO NA HISTÓRIA
SIMPLES E ESTILOSA
ETIQUETA ANTITRUSTE
ENTREVISTA
CHEGOU PARA FICAR
O DROP DA SEMANA
DEMNA NA GUCCI
LUTO E LEGADO
RESISTÊNCIA NO LUXO
BAIXOU O PACE
CASA DE BAMBA
O PODER DA BIRKIN
VEM AÍ
O NOVO 'ESPAÇOLOOK'
O HYPE DA BIRKIN