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Ator baiano reforça sua presença no tapete vermelho com traje da Maison Margiela e modelo clássico da Omega no pulso; veja detalhes da peça

Vestido para vencer. No tapete vermelho do Globo de Ouro, cada peça funciona como extensão da narrativa do ator. E na cerimônia realizada neste domingo (11), Wagner Moura usou Maison Margiela da cabeça aos pés, e no pulso, um relógio da Omega, avaliado em cerca de R$ 95.1 mil.
O modelo é o De Ville Trésor (ref. 435.18.40.21.02.001), que une a elegância discreta da linha Trésor, de 1949, com a abordagem contemporânea introduzida pela linha De Ville, de 1967.

O valor também está nos detalhes. Com caixa de 40 milímetros, o relógio usado pelo ator baiano é cravejado de diamantes na moldura que envolve o mostrador. Já os ponteiros e marcadores são de ouro branco de 18 K, e a pulseira, por sua vez, é de couro de crocodilo preta.

Por dentro, a peça abriga o mecanismo de alta precisão da Omega, resistente a campos magnéticos. A fabricante suíça está entre uma das mais prestigiadas do mundo no quesito de precisão. Para se ter ideia, a marca é cronometrista oficial dos Jogos Olímpicos desde 1932, e seu modelo Speedmaster foi usado até mesmo no espaço, pelos primeiros astronautas que caminharam sobre a Lua, em 1969.
Longe do tradicional smoking, Moura se destacou no tapete vermelho com uma calça preta de caimento solto e um blazer em tom creme de abotoamento duplo da Maison Margiela. A grife francesa é conhecida por sua abordagem avant-garde, transformando cortes clássicos em peças de forte carga conceitual.

Nos pés, Wagner utilizou uma das peças mais icônicas (e polêmicas) de Margiela: a Tabi Boot, bota de formato de casco que separa o dedão dos demais dedos, em referência a um calçado tradicional japonês do século 15.
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Na Farfetch, marketplace de roupas de luxo, o blazer de abotoamento duplo (já esgotado) custa a partir de R$ 21, 5 mil. Já a Tabi Boot é encontrada a partir de R$ 11 mil.
Por trás das escolhas do protagonista de O Agente Secreto está a stylist italiana Ilaria Urbinati, um dos nomes mais influentes de Hollywood quando o assunto é imagem masculina.

Eleita pela Hollywood Reporter "uma das mais poderosas estilistas da indústria americana", Urbinati veste atores como Dwayne Johnson (o The Rock), Adam Brody, Rami Malek e Chris Evans.
Com o ator baiano, a estratégia passa por reforçar um posicionamento elegante e autoral, algo que se repete em premiações, entrevistas e aparições públicas ao longo da temporada. Para o Critics Choice Awards, Urbinati escolheu o traje da marca de luxo italiana Zegna, com sapatos de Christian Louboutin.

Já para a entrevista ao apresentador Seth Meyers, ela optou pela também italiana Tods.

A importância do styling como ferramenta de posicionamento não é novidade para o cinema brasileiro. No ano passado, Fernanda Torres chamou atenção durante sua campanha de divulgação de Ainda Estou Aqui ao apostar em looks clássicos assinados pela Chanel, Dior e Bottega Veneta, que dialogavam diretamente com o tom sóbrio e emocional do filme.
O cuidado com a imagem ajudou a consolidar sua presença no circuito de premiações e mostrou como a moda também constrói um discurso fora das telas.

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