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Busca por compradores estaria no radar da família Pinault, dona de 29% de marca de sportswear que teria perdido metade de seu valor de mercado no último ano

Uma potencial venda da Puma pode estar no horizonte. Quem anuncia é a Bloomberg, segundo a qual a família Pinault, que detém 29% da marca alemã de sportswear, estaria em contato com possíveis compradores.
Atualmente controlada pelo Grupo Artémis, a marca esportiva foi adquirida em 2018. Na época, a Puma entrou em uma estratégia de diversificação do portfólio da Kering. Naquele mesmo ano, porém, a empresa, dona da Gucci, reposicionou seu foco para o mercado de luxo.
A possível venda atual ocorreria como consequência da perda de cerca de metade do valor de mercado da Puma no último ano, segundo fontes da publicação. Além disso, uma série de balanços negativos e redução de previsão de lucros refletem um momento desafiador para a empresa alemã.
Hoje, a marca listada em Frankfurt, é avaliada em cerca de 3,2 bilhões de euros (US$ 3,7 bilhões ou R$ 20,16 bilhões).
De acordo com a reportagem, não existe confirmação de que uma venda estaria sendo realizada, de fato. Ainda assim, fontes ligadas à Bloomberg citam potenciais compradores, que incluem as chinesas Anta Sports Products (dona de marcas como Fila, Descente e Kolon Sport) e Li Ning (Double Happiness, Aigle, Kason). As duas empresas não teriam confirmado o contato.
Recentemente, a Puma tem sido atingida pelo que definiu como uma "volatilidade geopolítica e macroeconômica". Somada à política tarifária do governo de Donald Trump nos Estados Unidos, as oscilações de mercado devem ter impacto negativo de cerca de 80 milhões de euros (US$ 92,9 milhões ou R$ 505,3 milhões) sobre o lucro da companhia em 2025.
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Em 2024, o lucro da Puma caiu 7,6% em relação a 2023, para 281,6 milhões de euros (US$ 327,2 milhões ou R$ 1,78 bilhão).
Internamente, a Puma tem feito mudanças estratégicas para lidar com os resultados. Em julho, um novo CEO assumiu a liderança da companhia. Arthur Hoeld, até então diretor comercial da Adidas, substituiu o alemão Arne Freundt, que ficou dois anos à frente da empresa.
Curiosamente, Freundt entrou para a empresa em novembro de 2022 em substituição a Bjørn Gulden, que, por sua vez, passou para o time da Adidas.
Matthias Bäumer, vice-presidente da divisão de esportes coletivos, por outro lado, também ganhou promoção ao cargo de diretor comercial do grupo.
Estruturalmente, a Puma ainda implementa um programa de redução de custos. Chamado "nextlevel", ele busca otimizar custos diretos e indiretos por meio da alocação de recursos.
Todas as mudanças, no entanto, parecem não ter afetado as vendas da Puma, que emitiu diversos alertas de queda nos lucros, o mais recente divulgado ainda no último mês.
Os baixos resultados da Puma não são exceção no mercado de sportswear. Recentemente, a Nike deu sinais de cansaço, com quedas de resultado e perda de participação de mercado. De 2023 para 2024, a fabricante de tênis foi de 15,2% para 14,1%, segundo dados da GlobalData.

A queda acontece em cenário de alta de concorrentes. Empresas como Adidas, On Running, New Balance e Hoka capturaram mais do mercado: em abril, elas representavam, juntas, 13,8%.
No caso da empresa americana, muito dos baixos resultados se explicam por uma mudança de estratégia que tentou aproximá-la de um estilo mais casual, em detrimento do segmento esportivo, que liderou por anos.
Elliot Hill, apontado CEO da Nike no final de 2024, já reconheceu, em declaração, o passo em falso dado pela companhia:
“Nós perdemos nossa obsessão pelo esporte. A partir de agora, vamos colocar o atleta no centro de cada decisão. A precisão em cada esporte é o que diferencia nossa marca e nosso negócio, e alimenta nossa cultura”, declarou, em conferência com investidores."
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