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Pintor francês, um dos expoentes do Impressionismo, tem obras por toda a Europa e até aqui no Brasil – mas Louvre não está na lista
Ao passear pelos corredores do Museu do Louvre, você pode encarar a fila para ver a Mona Lisa, a Vênus de Milo ou as múmias egípcias. Mas, se o objetivo é ver as pinturas mais famosas de Claude Monet, esqueça o Louvre. É explorando outros espaços artísticos em Paris que você vai encontrar as obras-primas daquele que foi considerado o maior artista do Impressionismo.
A capital francesa é, de longe, o melhor destino para ver as obras do francês. Mas não é o único. Espalhados pela Europa, pelos Estados Unidos e até pelo Japão, os quadros marcam presença em alguns dos museus mais importantes do mundo.
E até mesmo aqui no Brasil, você pode ter um “gostinho” de Monet.

Enquanto o Louvre oferece, no máximo, três quadros mais desconhecidos de Monet, o Musée de L’Orangérie tem aquelas que são consideradas as obras-primas do artista: as Water Lilies (Nenúfares, em português, e Nymphéas, em francês).
Basta atravessar o Jardim das Tulherias — que, diga-se de passagem, é um atrativo por si só — e pagar os 12,50 euros do ingresso para acessar o espaço.
Em duas salas extremamente imersivas, com formato oval que remete ao símbolo do infinito, estão os gigantescos painéis em tons azulados e esverdeados, que representam o jardim de flores do próprio pintor, em Giverny.
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A série completa das Nymphéas, na verdade, compreende mais de 200 pinturas feitas por Monet, mas é no L’Orangérie que estão as mais célebres, que você provavelmente já viu em algum livro, post do Instagram ou guia de viagens.

Atravessando a Pont de la Concorde, está o emblemático Musée d’Orsay, que se destaca por ser um verdadeiro oásis para o Impressionismo. Além de Monet, você encontra obras também de Edgar Degas, Pierre-Auguste Renoir, Édouard Manet e outros artistas consagrados de outros movimentos artísticos, como Van Gogh e Paul Gauguin.
Lá, estão quadros célebres do pintor francês, como O Campo de Papoulas perto de Argenteuil e A estação Saint-Lazare.
A última parada em Paris é um museu fora do circuito turístico clássico da capital: o Musée Marmottan-Monet, ao lado do parque Bois de Boulogne.
Com uma pegada bem mais intimista, o espaço dedicado ao artista é uma casa com diversas salas diferentes. O subsolo é o destaque indiscutível, expondo também outros quadros da série Nymphéas. É lá que está localizada a obra que inaugurou o Impressionismo: Impression, Soleil levant.
O tour Monet pela França, na verdade, só fica completo fazendo uma parada em Giverny, a uma hora da capital francesa.
Este é um dos “pit stops” mais interessantes porque ele foge completamente da ideia tradicional de museus. Ao invés de ver quadros, você verá a verdadeira inspiração de Monet: a natureza.
No jardim, que parece saído de uma pintura (porque realmente foi), você identifica e entende melhor as principais inspirações do francês. Dizer que o lugar é fotogênico é subestimá-lo, no mínimo.
Prepare-se para um grande fluxo de pessoas, principalmente durante os meses mais quentes do ano.

A casa onde o pintor viveu e morreu também é aberta para visitação. Preenchida com móveis e decorações cheias de personalidade, ela te transporta diretamente para a vida bucólica de Monet.
Em Giverny, também é possível visitar a lápide do artista que, diferentemente de outras grandes personalidades francesas, não está enterrado no célebre cemitério Père-Lachaise.
Mas não é preciso ir até a França para ter um “gostinho” de Monet.
Aqui mesmo no Brasil, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) tem duas obras do pintor impressionista no acervo fixo: A ponte japonesa sobre a lagoa das ninféias em Giverny e A canoa sobre o Epte.
Mas esse número vai aumentar este ano. Pelo menos, temporariamente.
Isso porque, como parte do eixo temático de 2025 — Histórias da ecologia —, o Masp vai apresentar uma exposição exclusiva de Monet, A Ecologia da Monet, entre os dias 16 de maio e 24 de agosto.
A mostra, que tem como um dos curadores o diretor artístico do Masp, Adriano Pedrosa, visa explorar o o vínculo entre o impressionista e o meio ambiente.
“A relação do pintor impressionista com a natureza abrange toda a sua obra, tornando-se mais complexa ao longo dos anos. O artista se dedicou à pintura de paisagem desde sua produção inicial, das cenas marítimas na Normandia, ao norte da França, ou da Floresta de Fontainebleau, até suas pinturas em série realizadas a partir de seu jardim em Giverny durante suas últimas décadas de vida”, diz a instituição, em comunicado.

Claude Monet foi um pintor muito “produtivo”, por assim dizer. Portanto, o artista tem centenas de quadros espalhados pelo mundo. Você encontra, ao menos, uma obra dele nos principais museus da atualidade.
Na Europa, dois países se destacam por terem instituições artísticas com um acervo fixo bem robusto do impressionante: a Suíça e a Inglaterra.
Em Zurique, o lugar para ver o trabalho de Monet é o museu Kunsthaus; já em Londres, a pedida é explorar a National Gallery, que já é um ponto turístico consagrado na capital inglesa.
Nos Estados Unidos, as principais metrópoles também abrigam um bom número de pinturas em museus que você provavelmente já visitaria, de passagem alguma delas. São eles:
O francês também tem várias obras no Museu Nacional de Arte Ocidental, em Tóquio, no Japão.
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