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Empresa de fast fashion americana enfrenta dificuldades desde 2019, após mudança no comportamento dos consumidores e ascensão dos e-commerces asiáticos
A Forever 21 era um símbolo do fast fashion. Depois de “inundar” os shoppings ao redor dos Estados Unidos, a empresa fundada em Los Angeles por imigrantes sul-coreanos expandiu para outros países, atingindo o impressionante marco de mais de 800 lojas espalhadas pelo mundo. No auge, a Forever competia com outras gigantes como as europeias H&M e Zara.
Até que as varejistas chinesas entraram no jogo. E revolucionaram totalmente o que se entendia como “fast” dentro do fast fashion.
Se, antes, a F21 era glorificada por conseguir levar as tendências para os manequins em questão de semanas, as novas players, como Shein e Temu, começaram a fazer isso em dias — às vezes, horas.
Além de usarem tecnologias avançadas para acompanhar essas trends e transformá-las em produtos, as chinesas chegaram com uma outra vantagem competitiva significativa: elas não precisavam lidar com os custos de centenas de lojas físicas.
O negócio da Forever 21 começou a degringolar aos poucos. O fechamento das lojas no Brasil foi só um sintoma de uma doença que já estava espalhada pelo corpo todo.
Agora, a ex-queridinha do fast fashion enfrenta novas dificuldades operacionais que podem resultar em um pedido de falência. O segundo pedido de falência em pouco mais de cinco anos.
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Segundo apurado pela CNBC, que teve acesso a fontes familiarizadas com o assunto, a varejista americana está em negociação com liquidadores para decidir os próximos passos.
No começo de fevereiro, o The Wall Street Journal já havia dado pistas sobre as novas dificuldades encontradas pela loja de fast fashion, que estava explorando opções de compradores para “se salvar da extinção”.
O que muda agora com a nova informação apurada pela CNBC?
Ao entrar em negociações com liquidadores, a companhia dá sinais de que está tendo dificuldades para encontrar um comprador para “reviver as operações”. Caso seja liquidada, a F21 pode usar os recursos obtidos para pagar os credores.
Segundo fontes anônimas consultadas pela imprensa americana, pode ser bem difícil para a Forever 21 achar um comprador que consiga “virar o jogo” e competir em condição de igualdade com Shein e Temu e com as tarifas mais altas para manufatura.
Além disso, a rede, antes tida como “queridinha”, também perdeu muita influência e poder de marca.
Todos esses desafios se somam a outras questões operacionais, como a dificuldade da empresa de ter lucratividade e lidar com o inventário e com os custos robustos das lojas físicas.
No meio de 2024, a F21 chegou a negociar com locatários para reduzir em até 50% o valor do aluguel em algumas localidades.
No momento, a varejista ainda tem mais de 500 lojas em operação.
A trajetória da Forever 21 pode ser comparada, em alguns quesitos, com a das livrarias físicas após a ascensão da Amazon.
Uma mudança comportamental dos consumidores é fundamental para entender o que fez o negócio se esfarelar: a experiência de compra em lojas físicas, principalmente em shoppings, parou de ser essencial para o consumo.
As novas gerações começaram a comprar cada vez mais pela internet, especialmente após a pandemia. Com isso, as mais de 800 lojas da F21 passaram a ser, sobretudo, um centro de custos.
A enorme quantidade de gastos necessários simplesmente para manter as luzes ligadas fez com que a rede perdesse a capacidade de responder rapidamente às tendências de moda, já que a cadeia de produção ficou defasada em relação às concorrentes asiáticas.
Em 2019, a empresa entrou com um pedido de Chapter 11, que é um processo legal dos Estados Unidos utilizado pelas empresas para se reestruturar financeiramente, enquanto continuam a operar normalmente.
Em 2020, a rede de fast fashion foi salva da falência por um acordo entre as proprietárias de shoppings Simon Property Group e Brookfield Corporation e pela companhia de licenciamento de marca Authentic Brands.
A Authentic comprou os direitos de marca e a propriedade intelectual da Forever 21 e licenciou-os para o Sparc Group. Após uma fusão com a JCPenney, o grupo criou uma nova companhia chamada Catalyst Brands, que também opera redes como Aeropostale e Brooks Brothers.
Aqui no Brasil, as operações foram encerradas em 2022. No entanto, mesmo o fechamento de centenas de lojas não salvou o negócio.
A ironia da história é que, em 2023, a Forever 21 fez uma parceria bem inusitada. Com a própria Shein.
O acordo previa a venda de roupas da F21 no e-commerce chinês. Do outro lado, a Shein poderia ter o próprio “gostinho” de loja física, dentro da estrutura da rede americana.
Segundo o CEO da Authentic Brands, Jamie Salte, a parceria teve resultados medianos.
* Com informações da CNBC, The Wall Street Journal e da Bloomberg.
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