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Rótulos brasileiros produzidos a até 1700 metros acima do nível do mar, adquirem características únicas por causa de condições climáticas desafiadoras, colocando o Brasil no radar das principais premiações internacionais

No passado, a Serra da Mantiqueira, cadeia montanhosa que se estende pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, era uma região conhecida pela produção de café. Hoje em dia, no entanto, o brilho vem das garrafas – mais precisamente, dos chamados vinhos de altitude.
Fundada em 2015, a Vinícola Ferreira é hoje um dos maiores expoentes na produção de vinhos finos “produzidos próximo às nuvens”. Atualmente, acumula 26 medalhas de Ouro, Prata e Bronze conquistadas em quatro concursos internacionais de prestígio (Decanter World Wine Awards de Londres, Paris Wine Cup, Sommeliers Choice Awards, de São Francisco, e Hong Kong Asian Wine Awards).
A produtora frisa que, nessa altitude, as condições climáticas desafiadoras ajudam a atribuir características únicas aos vinhos. Foi o que a ajudou o reconhecimento nas maiores premiações internacionais, incluindo o prêmio londrino, aliás, uma espécie de “Oscar dos vinhos”.

Produzir vinho é um desafio em qualquer terreno. Mas a tarefa se torna muito mais difícil quando a presença de chuvas fortes, granizo, ventos e geadas são parte da rotina das vinícolas. Paradoxalmente, são essas mesmas condições climáticas difíceis de driblar que acabam diferenciando os rótulos.
“Muita gente me pergunta se nossa vinícola ‘desafia’ o clima por estar no topo da Serra da Mantiqueira. Eu costumo responder o contrário: nós trabalhamos para o clima, em consonância com a natureza”, diz Dormovil Ferreira, fundador da vinícola premiada de Piranguçu, Minas Gerais.
Apesar de ter começado as operações há apenas 15 anos, a Vinícola Ferreira já produziu mais de 100 mil rótulos desde 2019. Eles são vendidos a um preço médio de R$ 300 a garrafa. “As uvas que temos aqui estão entre as melhores que se pode encontrar no Brasil. Elas são dificílimas de cultivar, por outro lado, são as mais fáceis de beber”, afirma Dormovil.
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Os vinhedos da Vinícola Ferreira ficam no Altiplano do Baú, uma das regiões mais altas da Serra Mantiqueira, entre 1.400 e 1.700 metros acima do nível do mar.
Em altitudes elevadas como essa, a maturação da uva é mais lenta, e por esse motivo, os vinhos se tornam sensorialmente mais complexos. A acidez e os aromas intensos como florais, frutados e minerais, por exemplo, ficam bem mais presentes ao degustar a bebida. Por outro lado, os taninos são mais finos, com textura elegante, além de o potencial de guarda desse tipo de vinho premium ser maior.
“A amplitude térmica é bem grande graças a altitude, pois de dia é muito quente e tem sol e de noite é muito frio”, diz Tábata Rosa, sommelier da Vinícola Ferreira. “Isso determina uma boa maturação das uvas e uma boa concentração de açúcar, o que é ótimo para as videiras”, explica.
Até agora, a maior conquista da vinícola com seus rótulos de montanha foi a medalha de ouro no Decanter de Londres em 2023. O vinho celebrado foi o Piquant Soleil safra 2022 (R$ 490 no e-commerce), um Syrah 100% que conquistou 95 pontos. Foi o que garantiu o reconhecimento inédito para a região Sudeste. Há poucos meses, a produtora também recebeu uma segunda medalha de ouro pelo mesmo rótulo, dessa vez no Asian Wine Awards, de Hong Kong, na China.
A maioria esmagadora das vinícolas da Serra da Mantiqueira realizarem a chamada poda invertida para driblar o mau tempo, especialmente, o excesso de água.
A técnica consiste em realizar a poda das videiras após o início da brotação (normalmente no fim do inverno) para atrasar a floração. Consequentemente colheita ocorre quando as condições climáticas estão mais favoráveis.
A Vinícola Ferreira, no entanto, optou por um método de produção diferente. O ciclo do plantio natural do fruto é preservado, mas as videiras são cobertas com lonas plásticas, assim evitando danos causados pela chuva. “Entendo o apelo da poda invertida, mas nesta altitude a que estamos não é tecnicamente possível o uso dela, por isso optamos pelas lonas de proteção”, justifica Dormovil.
Uma das vantagens de usar lonas, diz ele, é a possibilidade de praticamente zerar o uso de agentes químicos, já que a barreira plástica dificulta a proliferação de pragas.

Com o sucesso de seus vinhos de altitude, a vinícola começou a exportar seus vinhos para a Austrália no ano passado. Agora, ela prepara sua entrada nos Estados Unidos e Europa.
No final do ano, a marca também começará a receber seus primeiros hóspedes no hotel instalado em meio aos vinhedos. Atualmente, ele está em fase de acabamento. “Os nossos chalés serão uma vitrine para mostrar ao nosso público todo o trabalho duro e recompensa por trás dos vinhos de altitude”, diz Dormovil.
Em conjunto com as vinícolas Entre Vilas, Bela Vista e Altos da Mantiqueira, todas do Altiplano do Baú, a Vinícola Ferreira ainda diz estar trabalhando para obter uma Denominação de Origem Própria (DOP) futuramente, como existe em Bordeaux e Borgonha. A ideia é reforçar a exclusividade dos vinhos de altitude da Serra da Mantiqueira.
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