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A decisão norte-americana entra em vigor no dia 4 de junho e reacende as tensões com parceiros comerciais. Veja as reações
A decisão de Donald Trump de dobrar as tarifas sobre aço e alumínio importado, de 25% para 50%, colocou aliados como a União Europeia, o Canadá e até a Austrália em estado de alerta.
A decisão entra em vigor no dia 4 de junho e reacende as tensões com parceiros comerciais.
A União Europeia foi direta: está “preparada para impor contramedidas”, inclusive em resposta ao novo aumento tarifário de Washington. Para o bloco, a medida americana “acrescenta mais incerteza à economia global”.
Caso não haja um acordo até 14 de julho, a UE deixou claro que haverá retaliação.
“Se nenhuma solução mutuamente aceitável for alcançada, as medidas existentes e adicionais da UE entrarão em vigor automaticamente em 14 de julho — ou antes, se as circunstâncias exigirem”, disse um porta-voz do bloco.
O anúncio de Trump veio na esteira de novas acusações contra a China de violar um acordo comercial com os EUA envolvendo tarifas e restrições sobre minerais essenciais.
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Os vizinhos do norte também não esconderam a insatisfação. No Canadá, o sindicato United Steelworkers chamou a medida de Trump de um “ataque direto aos trabalhadores canadenses”.
“Milhares de empregos canadenses estão em risco e comunidades que dependem de aço e alumínio estão sendo colocadas em risco”, disse Marty Warren, diretor nacional do United Steelworkers no Canadá. “O Canadá precisa responder imediata e decisivamente para defender os trabalhadores.”
A Câmara de Comércio do Canadá também classificou o aumento de tarifas como "antitético à segurança econômica norte-americana".
"Desfazer as cadeias de suprimentos transfronteiriças eficientes, competitivas e confiáveis, como as que temos no aço e no alumínio, tem um grande custo para ambos os países", disse Candace Laing, presidente da câmara, em comunicado.
Do outro lado do Pacífico, a Austrália também não escondeu a insatisfação. O ministro do Comércio, Don Farrell, chamou a medida de Trump de “injustificada e incompatível com a postura de um aliado”.
"Isso é um ato de automutilação econômica que só prejudicará consumidores e empresas que dependem do comércio livre e justo. Continuaremos a nos engajar e defender firmemente a remoção das tarifas”, acrescentou Farrell.
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Não é exagero dizer que os EUA são peça-chave no mercado siderúrgico: são o maior importador mundial de aço, excluindo a União Europeia, com 26,2 milhões de toneladas compradas em 2024, segundo o Departamento de Comércio.
É por isso que o mercado espera um aumento generalizado nos preços do aço e do alumínio — afetando diretamente a indústria e os consumidores, tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos.
Desde seu retorno ao cargo, Trump tem intensificado o uso de tarifas como ferramenta de política comercial.
As tarifas de 25% sobre a maior parte do aço e alumínio importados já estavam em vigor desde março. Ele chegou a ameaçar aplicar uma tarifa de 50% apenas sobre o aço canadense, mas recuou após pressões.
Com o tabuleiro global mais tensionado, os EUA sinalizaram que o presidente Trump e o líder chinês Xi Jinping podem conversar nos próximos dias para tratar das negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, afirmou à ABC News que a expectativa é de que os presidentes se falem “ainda nesta semana”, embora nenhuma data tenha sido oficialmente definida.
“Esperamos que o presidente Trump tenha uma conversa maravilhosa sobre as negociações comerciais esta semana com o presidente Xi, essa é a nossa expectativa”, disse Hassett.
“A expectativa é que ambos os lados tenham expressado disposição para conversar”, acrescentou.
*Com informações da Reuters, The Guardian e da CNBC.
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