O começo do fim: Israel aprova cessar-fogo em Gaza e oficializa trégua com o Hamas; primeira fase do acordo começa neste domingo
O cessar-fogo entre Israel e Hamas faz parte da primeira fase do acordo apresentado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, neste mês. As negociações buscam dar fim ao conflito que já dura mais de 15 meses

No apagar das luzes do mandato, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou um cessar-fogo entre Israel e Hamas, porém o acordo ainda dependia da aprovação do governo israelense.
Na madrugada deste sábado (18), o Gabinete de Israel concedeu a última confirmação necessária para a trégua do conflito em Gaza. O órgão aprovou o acordo à 1h da manhã, segundo horário de Jerusalém (20h em Brasília), após mais de sete horas de reunião.
O gabinete de guerra de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, já havia aprovado o acordo na sexta-feira (17), porém as negociações ainda dependiam do segundo aval.
Com a aprovação, a guerra, que dura 15 meses, terá uma trégua temporária de seis semanas. O cessar-fogo começará neste domingo (19) — um dia antes da posse de Donald Trump como presidente dos EUA.
Apesar de Israel ter aceitado o acordo, alguns ministros do governo de Netanyahu se opuseram à aprovação. Segundo a mídia local, 24 membros aprovaram o cessar-fogo, enquanto oito se posicionaram contra o acordo.
Apenas a primeira fase: o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas
De acordo com Joe Biden, o acordo para o fim da guerra em Gaza será implementado em três fases.
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A primeira etapa, que começa amanhã, inclui um cessar-fogo total e a retirada das forças israelenses das áreas povoadas de Gaza.
Além disso, haverá a libertação pelo Hamas de muitos dos reféns feitos durante os ataques de 7 de outubro de 2023, com prioridade de feridos, idosos e mulheres. Em troca, centenas de prisioneiros palestinos ficarão livres.
A primeira fase contará ainda com a permissão de os palestinos retornarem às suas casas em Gaza — muitas das quais foram destruídas durante o último ano e meio de combates.
Segundo o presidente norte-americano, o retorno de civis será acompanhado por um aumento na ajuda humanitária a Gaza.
A expectativa é de que a fase inicial dure seis semanas — tempo que os negociadores usarão para finalizar o que Biden chamou de "um fim permanente da guerra".
No entanto, caso as negociações exijam mais de seis semanas, o presidente dos EUA disse que o cessar-fogo temporário permanecerá em vigor.
Quaisquer reféns vivos restantes serão libertados durante esta segunda fase.
Da mesma forma, os soldados israelenses se retirarão das áreas restantes de Gaza durante esse período, e "o cessar-fogo se tornará permanente", de acordo com Biden.
A fase final do acordo envolverá o retorno pelo Hamas dos restos mortais de quaisquer reféns que tenham sido mortos, bem como a implementação de um plano de reconstrução de Gaza.
- LEIA TAMBÉM: A paz antes de Trump chegar: o que você precisa saber sobre a trégua entre Israel e o Hamas
Só termina quando o juiz apita
Apesar do cessar-fogo entre Israel e Hamas entrar em vigor em menos de 24 horas, Israel realizou ataques à Gaza nesta sexta-feira. O Ministério da Saúde Palestino disse que pelo menos 23 pessoas foram mortas ontem.
Já em Israel, sirenes soaram ao longo do dia de hoje. O exército afirmou que interceptou projéteis lançados do lêmen.
Além disso, um dos mediadores do acordo entre Israel e Hamas, o ministro das Relações Exteriores do Catar, Majid al-Ansari, utilizou a rede social X (antigo Twitter) para pedir que os cidadãos aguardassem as orientações oficiais dos governos.
Após confirmar a trégua, ele aconselhou os habitantes da Faixa de Gaza a "tomarem precauções, exercerem a máxima cautela e aguardarem orientações das autoridades".
*Com informações do Estadão Conteúdo e Times of Israel
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