🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

AINDA É EXCEPCIONAL?

Por que o mercado erra ao apostar que Trump vai “amarelar”, segundo a Gavekal

Economista-chefe da consultoria avalia se o excepcionalismo norte-americano chegou ao fim e dá um conselho para os investidores neste momento

Carolina Gama
2 de junho de 2025
16:55 - atualizado às 13:55
Silhueta de Donald Trump pegando fogo com bandeira dos EUA no fundo.
Imagem: iStock

Quando Donald Trump mirou nos parceiros comerciais dos EUA e disparou tarifas, também colocou um alvo no mercado e fez com que os investidores se perguntassem se esse seria o fim do excepcionalismo norte-americano — o capítulo mais recente aconteceu na semana passada, quando os tribunais mantiveram as tarifas temporárias do republicano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A resposta para essa questão não é simples porque Trump inverteu a hierarquia usual de incertezas econômicas: a perspectiva para as próximas semanas ou meses, que geralmente é bastante clara, tornou-se imprevisível, já que depende da reação de Trump nas redes sociais. 

E mais: os investidores podem estar olhando para o lugar errado em busca de saber se o fim do excepcionalismo dos EUA chegou ao fim. Segundo Anatole Kaletsky, presidente e economista-chefe da consultoria Gavekal, a resposta pode não estar na política comercial de Trump. 

  • E MAIS: Alta nas projeções para o IPCA em 2025 abre oportunidades para o investidor buscar retornos reais de 8,36% ao ano; confira recomendações

“Ameaças muito maiores ao excepcionalismo norte-americano em longo prazo do que as políticas comerciais de Trump são a ambivalência em relação ao estado de direito e aos direitos de propriedade de investidores estrangeiros, por exemplo”, diz Kaletsky.

Mas, segundo ele, todos esses casos de autossabotagem dos EUA poderiam ser revertidos antes que seja tarde demais — seja pelo próprio Trump ou por um de seus sucessores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Isso torna a perspectiva de longo prazo para o excepcionalismo norte-americano literalmente impossível de prever, dada a enorme vantagem que os EUA agora desfrutam em tantas dimensões econômicas, tecnológicas, financeiras e geopolíticas. A perspectiva no curto prazo imediato tornou-se altamente imprevisível”, afirma Kaletsky. 

Leia Também

A resposta para os EUA virá em até um ano

Apesar das incertezas, duas afirmações sobre o excepcionalismo norte-americano podem ser feitas com confiança, de acordo com a Gavekal: 

  • Ninguém saberá com certeza se os EUA estão genuinamente perdendo a liderança global até algum momento na próxima década; 
  • O sentimento entre os investidores sobre a sustentabilidade do excepcionalismo norte-americano será fortemente influenciado por quão bem — ou mal — a economia dos EUA se sair nos próximos um ou dois anos. 

“Se a economia dos EUA experimentar recessão e/ou estagflação no próximo ano, como acredito ser provável, enquanto a Europa e a China sofrerem apenas desacelerações modestas como resultado das tarifas de Trump, o senso comum quase certamente declarará o fim do excepcionalismo como um fato estabelecido”, afirma Kaletsky. 

O economista-chefe, no entanto, diz que o comportamento dos investidores de longo prazo nos mercados financeiros dos EUA dependerá muito de como a economia norte-americana se sair nos próximos seis a 12 meses, tanto em termos absolutos quanto em relação ao resto do mundo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“E uma consequência paradoxal do choque comercial de Trump foi tornar essa perspectiva cíclica de médio prazo mais previsível do que o normal”, acrescenta. 

CARTEIRA que rendeu 3x o IBOVESPA: Qual o SEGREDO deste GESTOR e as suas principais RECOMENDAÇÕES

O resto do mundo além dos EUA

Por outro lado, as perspectivas para outras grandes economias parecem melhores agora do que há alguns meses e, segundo a consultoria, isso ocorre por duas razões:

  • O efeito direto na atividade econômica da guerra comercial de Trump será muito menor na Europa e na China do que nos EUA — segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o efeito negativo nos EUA será sete vezes maior do que o efeito na China.
  • Uma consequência não intencional do nacionalismo econômico extremo de Trump e do isolacionismo militar inesperado foi galvanizar tanto a Europa quanto a China a adotarem ações fiscais estimulantes em uma escala não vista na China desde a crise financeira de 2008 e na Europa desde a reunificação alemã em 1991.

Kaletsky espera uma reversão do clichê que descreveu com precisão todos os ciclos globais desde os anos 80: "Quando os EUA espirram, o resto do mundo pega pneumonia". 

“Desta vez, os EUA sofrerão um forte caso de gripe, se não pneumonia, enquanto o resto do mundo apenas assoará o nariz”, afirma o economista-chefe. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, a alta probabilidade de desempenho cíclico inferior dos EUA ainda não está remotamente precificada pelos mercados financeiros — embora o dólar tenha enfraquecido desde a eleição de Trump e as ações europeias e chinesas tenham superado Wall Street, poucos investidores conseguem imaginar um mundo em que os EUA sofram uma desaceleração mais profunda ou prolongada do que a Europa, a China ou os mercados emergentes.

Trump não vai "amarelar"

Kaletsky alega que as recentes oscilações do mercado são apenas ruído e que os investidores devem se concentrar na perspectiva de médio prazo, mas alerta:

“A leve moderação nas tarifas dos EUA sugerida — mas ainda não remotamente garantida — pelos acordos comerciais com a China e o Reino Unido ainda deixará os preços muito mais altos para os consumidores dos EUA e perturbará severamente os fluxos comerciais em comparação com o status quo ante que prevalecia antes de 2 de abril”, afirma. 

Nesse sentido, o chefe do JP Morgan, Jamie Dimon, advertiu no mês passado que mesmo as tarifas reduzidas são extremas e Wall Street está exibindo "um nível extraordinário de complacência" ao celebrar cada pequena concessão tarifária de Trump como se esses recuos marginais de uma guerra comercial totalmente catastrófica fossem capazes de remover todos os riscos econômicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Na minha opinião, as flutuações selvagens na confiança do mercado que seguiram as oscilações de Washington sobre as tarifas após 2 de abril são puro ruído de curto prazo sem relevância para o que está acontecendo na economia mundial. Esse ruído desconcertante, gerado pelos anúncios de Trump nas redes sociais e pelas negociações diárias que eles inspiram, está abafando todos os sinais econômicos genuínos”, diz. 

O conselho Kaletsky é, portanto, não pensar demais sobre questões estruturais profundas sobre o excepcionalismo norte-americano, mesmo que você seja um investidor de longo prazo. 

“E ignore o ruído de curto prazo gerado pelas reversões de política dos EUA, a menos que você seja um day trader. Pelo contrário, o novo e reconfortante clichê de negociação de curto prazo de que ‘Trump Always Chickens Out’ [Trump Sempre Cede ou Taco] deve ser desconsiderado, já que o comportamento de mercado otimista baseado nessa suposição ‘Taco’ tornará Trump menos propenso a reverter suas piores políticas”, acrescenta. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NEM HEISENBERG SALVA

Casa de Breaking Bad tem queda no preço e está à venda com ‘desconto’ de 90%

5 de fevereiro de 2026 - 9:25

Imóvel usado como casa de Walter White na série Breaking Bad foi colocado à venda por US$ 400 mil após encalhar com pedida milionária

PÉ NO ACELERADOR, OLHOS NO MAR

Adeus, Buffett! BTG retira Berkshire Hathaway da carteira e foca em IA e consumo; confira as 12 recomendações de BDRs para fevereiro 

4 de fevereiro de 2026 - 16:55

O banco mexeu na carteira do mês para tentar capturar a onda de crescimento da economia norte-americana, e uma das novidades é a Tesla de Elon Musk; entenda as teses de investimento

VAI AUMENTAR DE TAMANHO?

Acre 2.0? Território de país vizinho quer se tornar parte do Brasil — mas dessa vez, de graça

4 de fevereiro de 2026 - 15:27

Comunidade de Bellavista Callarú, na tríplice fronteira com o Brasil, cobra resposta do governo peruano e ameaça pedir anexação após relatar abandono, violência e falta de serviços básicos

CONTAGEM REGRESSIVA

Take-Two confirma lançamento de GTA 6 em 2026 e promete mídia física

4 de fevereiro de 2026 - 15:05

Depois de anos de silêncio, boatos e adiamentos, CEO da Take-Two confirma o lançamento de GTA 6 com edições físicas e digital

JÁ VALE

CNH brasileira já está valendo em Portugal; veja o que fazer para usar

4 de fevereiro de 2026 - 10:49

Decreto permite que residentes em Portugal dirijam com a carteira brasileira nas categorias de carro e moto sem precisar refazer o processo local

Tecnologia

Demitido na pandemia, ele entrou no TikTok e agora vendeu sua empresa por R$ 5 bilhões; conheça o influenciador que terá um ‘gêmeo digital de IA’

3 de fevereiro de 2026 - 9:27

O “tiktoker” Khaby Lame vendeu sua empresa em um acordo bilionário que envolve criar seu “gêmeo de IA”.

AO INFINITO E ALÉM

Tudo o que se sabe sobre a Artemis 2, a primeira missão tripulada da Nasa à Lua em mais de meio século

3 de fevereiro de 2026 - 9:10

Será a primeira missão com astronautas a bordo da cápsula Orion em um voo de cerca de dez 10 dias ao redor da lua

A VIDA IMITA A ARTE?

Kinea compara Trump ao Capitão América em Guerra Civil: o erro está em ignorar que o campo de batalha mudou

2 de fevereiro de 2026 - 19:14

Para a gestora, presidente dos EUA rompe com as instituições tradicionais para agir de forma mais rápida, porém menos previsível

EM EXTINÇÃO

Esse animal parece um bicho de pelúcia e dificilmente é avistado, mas talvez isso nunca mais aconteça

2 de fevereiro de 2026 - 11:34

Mamífero minúsculo que vive nas montanhas da China, o pika-de-Ili sofre com mudanças climáticas, perda de habitat e isolamento da população

Tecnologia

A estranha relação entre Warren Buffet, uma escada rolante, o ‘profeta’ da crise de 2008 e a bolha de inteligência artificial

2 de fevereiro de 2026 - 10:47

O ‘profeta’ da crise de 2008, Michael Burry, faz alerta sobre a bolha da inteligência artificial (IA) e justifica com história de Buffett

UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO

Corinthians x Arsenal: onde assistir à final de Mundial de Clubes feminino que vai dividir a atenção dos torcedores alvinegros

1 de fevereiro de 2026 - 13:52

Corinthians enfrenta o Arsenal neste domingo (1º), às 15h (de Brasília), no Emirates Stadium, pela final do primeiro Mundial de Clubes feminino promovido pela Fifa

DESTA VEZ DEVE SER BREVE

Acordo no Senado não chega a tempo e governo dos EUA enfrenta paralisação parcial

1 de fevereiro de 2026 - 13:01

Impasse na Câmara mantém shutdown temporário nos Estados Unidos, apesar de acordo entre Trump e democratas e da aprovação, pelo Senado, do financiamento da maior parte do Orçamento até setembro

PROTESTOS

Como a quebra do “Banco Master do Irã” ajudou a desencadear uma onda de protestos no país: por trás do rombo de 5 quatrilhões de riais

30 de janeiro de 2026 - 16:29

Uma combinação de colapso bancário, inflação fora de controle e isolamento internacional ajuda a explicar a onda de protestos no Irã

O QUE ESTÁ EM JOGO AGORA

A escolha de Trump que mexe com o seu bolso: quem é Kevin Warsh e como a troca no comando do Fed afeta os seus investimentos

30 de janeiro de 2026 - 16:25

O Senado norte-americano ainda precisa validar a indicação, e o mercado dá os primeiros sinais sobre o futuro da credibilidade do banco central nos EUA; entenda o que pode acontecer com a bolsa, o dólar, o ouro e a renda fixa agora

CORRIDA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Chrome lança versão turbinada com IA para fazer as tarefas chatas do dia a dia, mas tem um problema

29 de janeiro de 2026 - 17:55

O Google anunciou a assistente de inteligência artificial que ficará integrada ao navegador Chrome. Ela é capaz de marcar médicos, enviar e-mails e até mesmo comprar coisas

SAÚDE PÚBLICA

Vírus Nipah aciona alarme em aeroportos de vizinhos da Índia para evitar disseminação de doença que mata até 75% dos pacientes

29 de janeiro de 2026 - 11:15

Surto de Nipah no leste da Índia leva países asiáticos a retomarem protocolos de triagem, quarentena e alerta sanitário

CULTURA SOB PRESSÃO

Do silêncio de Jennifer Lawrence ao boicote no Kennedy Center: artistas entram em rota de colisão com Trump

29 de janeiro de 2026 - 10:00

Enquanto Jennifer Lawrence defende o silêncio diante da polarização, artistas cancelam apresentações, protestam contra o ICE e entram em choque com a gestão cultural de Donald Trump

MENOS DRAMÁTICO, MAS AINDA TENSO

O Fed seguiu o roteiro e manteve os juros nos EUA. Para onde olhar agora para proteger seus investimentos? 

29 de janeiro de 2026 - 7:05

A decisão de política monetária desta quarta-feira (28) está longe de ser o clímax da temporada, que tem pela frente a substituição de Powell no comando do BC norte-americano

MANTEVE!

Juros param de cair nos EUA como esperado; confira os detalhes da primeira decisão do Fed de 2026

28 de janeiro de 2026 - 16:15

Mais uma vez, a decisão de não mexer na taxa não foi um consenso entre os membros do Fomc; Stephen Miran e Christopher Waller defenderam um corte de 25 pontos

O FIM ESTÁ PRÓXIMO?

Relógio do Juízo Final avança para 85 segundos da meia-noite: o que isso significa e por que o risco global aumentou

28 de janeiro de 2026 - 14:35

Indicador simbólico criado por cientistas aponta que riscos como guerra nuclear, mudanças climáticas e avanço da inteligência artificial levaram o mundo ao ponto mais crítico desde 1947

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar