🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

FACA DE DOIS GUMES

Países do Golfo Pérsico têm vantagens para lidar com o tarifaço de Trump — mas cotação do petróleo em queda pode ser uma pedra no caminho

As relações calorosas com Trump não protegeram os países da região de entrar na mira do tarifaço, mas, em conjunto com o petróleo, fortalecem possíveis negociações

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
9 de abril de 2025
13:07 - atualizado às 12:40
Barril de petróleo sobre dólares
Imagem: DALL-E/ChatGPT

Enquanto Donald Trump tem as tarifas como cartada final favorita, os países do Golfo Pérsico também estão com uma carta na manga: o petróleo. A commodity coloca os Estados da região em uma posição mais favorável para negociar com o presidente norte-americano do que os demais parceiros comerciais, segundo analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque o governo Trump vem pressionando há muito tempo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a aliança liderada pela Arábia Saudita, para bombear mais petróleo. A redução dos preços, motivada pelo aumento da produção, ajudaria a compensar a inflação nos EUA.

Vale lembrar que o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — composto por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Omã e Catar — detém aproximadamente 32,6% das reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, de acordo com o Centro Estatístico do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo.

 Além disso, o conselho apresenta cerca de US$ 3,2 trilhões em ativos financeiros soberanos, representando 33% do total desses ativos no mundo, de acordo com o Secretário-Geral do GCC, Jasem Mohamed Albudaiwi.

Porém, o uso do petróleo para as negociações com Trump pode ser uma faca de dois gumes: a redução do preço da commodity impactaria significativamente os déficits orçamentários e os planos de gastos dos países do Golfo Pérsico. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar dos esforços para uma diversificação, as economias da região ainda dependem fortemente das receitas de hidrocarbonetos.

Leia Também

Mais que amigos: as relações com Trump

Para negociar com o presidente norte-americano, não basta ter o que ele quer: é necessário também cair nas suas graças. Nesse aspecto, os países do Golfo Pérsico estão em um posicionamento favorável.

Segundo Ben Powell, diretor de estratégia de investimentos da BlackRock para a Ásia-Pacífico e Oriente Médio, as relações calorosas dos países do Golfo Pérsico com Trump fortalecem a posição dos governos para potenciais negociações tarifárias. 

Além disso, alguns países do CCG também ampliaram seu papel na diplomacia global. No fim de março deste ano, as negociações de paz para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia foram realizadas em Riad, na Arábia Saudita.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Eu realmente acho que o Oriente Médio, com o relacionamento profundo que eles têm com os EUA, deve se sair bem”, disse Powell à CNBC.

“Acho que todos seremos arrastados para o redemoinho no curto prazo. Isso é inevitável. Mas o Oriente Médio, com a solidez do balanço patrimonial e com o apoio energético que possui, deve ser um vencedor relativo nesse mix” quando se trata de mercados emergentes, afirmou o diretor.

Mas… e o impacto das tarifas de Trump?

Apesar da boa relação com Trump, os países do Golfo Pérsico não deixaram de entrar na mira do presidente americano e foram atingidos pela tarifa básica geral de 10%. Além disso, a região também lida com as tarifas de 25% ao aço e ao alumínio — produtos que os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein exportam — impostas pelo presidente norte-americano.

Porém, segundo Monica Malik, economista-chefe do Abu Dhabi Commercial Bank, os EUA não são um grande mercado de exportação para o Golfo Pérsico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, a expectativa é que “o impacto direto seja relativamente contido, já que os EUA não são um destino importante para a região, representando uma média de apenas 3,7% do total das exportações do CCG em 2024”, disse Malik.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo devem estar em uma posição relativamente favorável para resistir a ventos contrários, especialmente os Emirados Árabes Unidos”, escreveu em relatório.

Ninguém sairá ileso: o peso do petróleo

Negociar tarifas com o petróleo pode ser uma tarefa delicada para os países da região. Isso porque a perspectiva do preço da commodity é crucial para os orçamentos e os planos de gastos futuros dos países do Golfo Pérsico — especialmente para a Arábia Saudita.

Vale lembrar que o país embarcou em trilhões de dólares em megaprojetos como parte da Visão 2030. A iniciativa do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, anunciada em 2017, busca diversificar a economia, afastando-a do petróleo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, o país árabe ainda necessita do hidrocarboneto para garantir o capital necessário para avançar os projetos de diversificação da economia. 

Atualmente, o déficit público da Arábia Saudita está em trajetória de crescimento, ao mesmo tempo em que a demanda por petróleo, juntamente com os preços globais da commodity, estão em níveis mais baixos.

A trajetória de queda é intensificada pelo tarifaço de Trump. Nesta manhã, o barril de petróleo estava sendo negociado a US$ 59,52, com queda de 5,25%, por volta das 12 horas (horário de Brasília).

Além de Trump: uma pressão extra no petróleo

Além disso, a OPEP+ colocou uma pressão adicional sobre o preço nos últimos dias. A aliança de produtores de petróleo liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia decidiram acelerar os aumentos planejados na produção de petróleo bruto, impulsionando ainda mais a oferta global e contribuindo para a queda dos preços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, a Arábia Saudita precisa de petróleo acima de US$ 90 o barril para equilibrar seu orçamento, estima o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Goldman Sachs reduziu esta semana sua previsão para o preço do petróleo em 2026. O Brent, que é referência internacional, passou para US$ 58, enquanto o petróleo WTI, referência nos EUA, foi para US$ 55.

Até sexta-feira (4), a previsão era de US$ 62 para o Brent e US$ 59 para o WTI em 2026.

“Uma demanda global mais fraca e uma oferta maior adicionam risco de queda à nossa previsão para o Brent em 2025, embora estejamos aguardando maior clareza do mercado antes de fazer qualquer alteração”, disse Malik, do Abu Dhabi Commercial Bank, à CNBC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A OPEP+ ainda deve aumentar os níveis de produção de petróleo em maio. No entanto, na avaliação de Malik, o grupo deve suspender o plano se os preços do petróleo se mantiverem com preços baixos ou caírem ainda mais. 

“Nossa maior preocupação seria uma queda acentuada e sustentada no preço do petróleo, o que exigiria uma reavaliação dos planos de gastos — governamentais e não orçamentários — incluindo despesas de capital, além de afetar potencialmente a liquidez do setor bancário e a confiança geral”, alertou Malik.

*Com informações da CNBC

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CORRIDA TECNOLÓGICA

A nova rota da seda é de silício: Índia caça status de superpotência da IA entre os aportes colossais das big techs 

21 de fevereiro de 2026 - 16:45

Com US$ 18 bilhões em chips e parcerias com Nvidia e Microsoft, a Índia acelera para planos para liderar a corrida da inteligência artificial

RISCO SISTÊMICO

As baratas começaram a aparecer: a próxima bolha que pode estourar nos EUA — e não é a da IA

21 de fevereiro de 2026 - 12:08

Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, e Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, ligaram a luz amarela para essa indústria já no final do ano passado

A FARMÁCIA E O CELEIRO

O contra-ataque de Lula: terras raras brasileiras viraram arma em acordo bilionário com a Índia

21 de fevereiro de 2026 - 10:45

Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados

QUEM É O REI DO JOGO?

Mirou no que viu e acertou no que não viu: como as tarifas podem embolar o meio de campo de Trump nas eleições

21 de fevereiro de 2026 - 9:23

Enquanto prepara novas tarifas, o republicano também precisa lidar com outro efeito colateral da decisão da Suprema Corte: a renovação da Câmara e do Senado norte-americano

QUEM PODE MAIS?

Trump truca a justiça com mais tarifas: como as empresas brasileiras ficam no meio do cabo de guerra

20 de fevereiro de 2026 - 17:30

Na esteira da anulação das tarifas do Dia da Libertação pela justiça norte-americana, o republicano disse que pode refazer acordos comerciais e impor novas taxas nos próximos dias

SINAL DE FUMAÇA

Mercado corre pelos juros: PIB mais fraco e inflação mais forte nos EUA podem mexer com o seu dinheiro

20 de fevereiro de 2026 - 12:11

A maior economia do mundo cresceu abaixo das projeções no quarto trimestre de 2025, enquanto o índice de preços para gastos pessoais, a medida preferida do Fed para a inflação, ficou acima do esperado em dezembro

A BÚSSOLA DO INVESTIDOR

O dólar a R$ 5,20 veio para ficar? No novo mapa do câmbio, real ganha fôlego e moedas na Ásia podem ser o novo norte

19 de fevereiro de 2026 - 19:30

Citi faz projeções para as principais moedas globais e indica qual deve ser a cotação do dólar em relação ao real no horizonte de 12 meses

PRESENTÃO

Herdeiro mais incompetente de todos os tempos é irmão do rei Charles III, perdeu título de príncipe e foi parar na cadeia no dia do próprio aniversário

19 de fevereiro de 2026 - 11:42

Ex-príncipe Andrew foi preso hoje por “má conduta” em caso envolvendo suas relações com Jeffrey Epstein; se condenado, ele corre o risco de cumprir pena de prisão perpétua.

FICOU CARO DEMAIS?

Na bolsa brasileira, chove capital. Nos EUA, o mercado enfrenta a pior seca de retornos desde 1995

19 de fevereiro de 2026 - 7:11

Enquanto o S&P 500 caiu 1% desde o início do ano, o índice que acompanha o restante da economia global (ACWX) rendeu 8% no período

O MAPA DO TESOURO

Brasil está a apenas dois passos de recuperar grau de investimento — e agência de rating diz o que falta para chegarmos lá

18 de fevereiro de 2026 - 19:15

Na América Latina, o país mais propenso a receber o selo de bom pagador é o Paraguai; México é o pior da lista

BALDE DE ÁGUA FRIA?

Desvendando a ata do Fed: como o novo sinal sobre os juros nos EUA pode mexer com a bolsa brasileira

18 de fevereiro de 2026 - 17:31

O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, mas a ata desta quarta-feira (18) mostra como essa dinâmica pode mudar — ainda que momentaneamente

LENDA DE WALL STREET

O mago das finanças ataca de novo: Stanley Druckenmiller troca a Argentina pelo Brasil e embolsa uma bolada

18 de fevereiro de 2026 - 16:05

O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne

O PREÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Amazon perde US$ 450 bilhões em valor de mercado e encara prova de fogo com gastos bilionários em IA

18 de fevereiro de 2026 - 11:55

As ações da big tech despencaram 18% na pior sequência de perdas desde 2026, enquanto mercado questiona plano de US$ 200 bilhões em investimentos

CONTRA O FLUXO

Dólar e inflação na Argentina: o que pensa Juan Carlos De Pablo, o economista que Javier Milei ouve antes de tomar decisões

17 de fevereiro de 2026 - 17:45

Ao contrário do que pensam seus colegas economistas, De Pablo descarta a tese de que o BC argentino esteja sofrendo para sustentar o valor do peso

PARA ANOTAR NO CADERNO

A hora da qualidade: JP Morgan ensina a maior lição para quem quer investir em ações

17 de fevereiro de 2026 - 16:15

Além da tese de investimentos, o banco norte-americano ainda deixa um alerta sobre o efeito da inteligência artificial (IA) sobre as carteiras

VAI DAR LITÍGIO?

Por que o casamento entre a IA e o dólar pode custar caro para a maior economia do mundo

17 de fevereiro de 2026 - 15:31

A tradicional resiliência do dólar em tempos de crise está sob escrutínio, segundo o Deutsche Bank, à medida que a alta exposição das ações dos EUA à inteligência artificial cria uma nova vulnerabilidade cambial

A MÃO INVISÍVEL

China coloca time nacional em campo para forçar a queda das ações de IA na bolsa

16 de fevereiro de 2026 - 19:38

Segundo o The Wall Street Journal, as autoridades chinesas estão tentando conter a especulação excessiva em ações de empresas ligadas à inteligência artificial

PRESSÃO TOTAL

PIB fraco e iene em alta: o nó econômico que a primeira mulher no comando do Japão tenta desatar

16 de fevereiro de 2026 - 18:15

Em busca de juros baixos, Sanae Takaichi teve um encontro com o chefe do BoJ nesta segunda-feira (16), mesmo dia em que os dados oficiais mostraram um PIB fraco

GANHO EM DÓLAR

Vale, BB Seguridade ou Bradesco: qual ADR se valorizou mais em uma semana?

16 de fevereiro de 2026 - 16:59

BB Seguridade avança, apesar de corte no preço-alvo pelo Goldman Sachs; Bradesco e Vale recuam, e EWZ cai mais de 1%

CLUBE DOS 12 DÍGITOS

O bilhão é pouco: Anthropic cria fábrica de novos bilionários da IA ao alcançar US$ 380 bi em valor de mercado 

16 de fevereiro de 2026 - 15:45

Enquanto Elon Musk isola-se no topo, fundadores da Anthropic escalam o ranking da Forbes; confira as fortunas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar