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Vendas aconteceram ao longo da última semana, enquanto fundo trava uma disputa com a empresa na Justiça
A Previ, maior fundo de pensão do Brasil, não está disposta a esperar para ver o que acontecerá com a fusão entre BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3). O fundo optou por zerar sua posição histórica na BRF.
Trata-se de um desinvestimento de aproximadamente R$ 1,9 bilhão.
Em comunicado, a Previ afirma que a rentabilidade acumulada com as ações da BRF nos últimos dois anos foi de 120,30%, contra 14,62% do Ibovespa no mesmo período.
A venda marca o fim de uma trajetória de mais de 30 anos, iniciada em 1994, quando o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil começou a investir na companhia de proteínas.
Naquele momento, a empresa nem era BRF, e as posições iniciais se deram por meio de participações na Sadia e Perdigão. O retorno histórico de longo prazo superou o Ibovespa em 83,52%, segundo a Previ, e a meta atuarial em 16,05%.
Mas, com a iminência da votação que decidirá o futuro da fusão das gigantes BRF e Marfrig, o fundo preferiu agir antes que a incerteza tomasse conta.
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Segundo o fundo de pensão, a decisão estratégica visa antecipar possíveis impactos negativos da futura incorporação da BRF pela Marfrig.
Para a Previ, vender as ações BRFS3 agora foi uma forma de minimizar riscos para os associados.
Os papéis vendidos na operação de desinvestimento foram negociados por valor superior ao oferecido aos minoritários no exercício do direito de recesso, informou o comunicado.
Como o desinvestimento ocorreu via bolsa, o fundo não tem informações sobre os compradores. No entanto, o portal Pipeline afirma que a Marfrig e seu controlador, Marcos Molina, foram os principais responsáveis pela aquisição das ações.
No fim de semana, a Marfrig inclusive elevou a participação na BRF para pouco mais de 58% do capital social.
Crítica vocal dos termos da fusão, a Previ considera a relação de troca proposta aos minoritários inadequada e teme que isso possa resultar em perdas tanto para os acionistas quanto para os associados do fundo de pensão.
A falta de clareza sobre os dividendos pós-fusão e o histórico de ausência de proventos por parte da BRF geram ceticismo na instituição.
A grande dúvida é se a nova empresa resultante da fusão manterá uma política consistente de distribuição de dividendos ou se o foco será na gestão da dívida e na captura de sinergias, deixando a remuneração dos acionistas em segundo plano, diz a Previ.
O fundo se baseia na premissa de que a fusão introduz um cenário de alta incerteza, tanto pela falta de previsibilidade nos proventos quanto pelas dúvidas sobre a governança e o elevado endividamento da empresa combinada.
“Enquanto a Marfrig tem se mostrado uma pagadora de dividendos mais consistente nos últimos anos, as dúvidas sobre a governança, elevado endividamento e a estrutura final da companhia combinada adicionam uma camada de risco incompatível com o perfil do Plano 1”, afirma o fundo de pensão.
Com R$ 1,9 bilhão em caixa após a venda da participação na BRF, a Previ não perdeu tempo.
Aproveitando o cenário de juros elevados, o fundo de pensão já direcionou os recursos para a compra de títulos públicos indexados à inflação de longo prazo. A escolha foram os papéis Tesouro IPCA+, as NTN-Bs, com taxa média de 7,45% mais IPCA, frente a um atuarial de 4,75% do plano.
A proposta que será submetida aos acionistas minoritários envolve a incorporação das ações da BRF (BRFS3) pela Marfrig.
A relação de troca sugerida é de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF. Após a fusão, a BRF se tornará uma subsidiária integral da Marfrig.
Se aprovada, a transação resultará no surgimento da MBRF, que já nasceria como uma das maiores empresas de alimentos do mundo.
Além disso, como parte do acordo, a BRF distribuirá até R$ 3,52 bilhões em dividendos aos seus acionistas, enquanto a Marfrig pagará até R$ 2,5 bilhões.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu, na última sexta-feira (11) adiar pela segunda vez a assembleia da BRF após pedido de acionistas minoritários.
Os diretores do órgão concordaram com o parecer dos técnicos da CVM de que a BRF ainda não apresentou as informações necessárias para que os acionistas tomem sua decisão sobre a união das companhias.
A autarquia estabeleceu o prazo de 21 dias para a postergação da assembleia, começando a contar a partir da disponibilização dessas informações adicionais.
Dessa forma, a AGE foi adiada e o frigorífico deverá divulgar "oportunamente" a nova data da votação.
Quem primeiro interveio na união das gigantes dos alimentos foi um membro da família Fontana, herdeiro do fundador da Sadia, e a gestora Latache. Recentemente, a Previ também protocolou um pedido de suspensão da votação.
A transação tem sido alvo de críticas por parte de investidores que contestam o cálculo apresentado pelas empresas para o valor de troca das ações.
O direito de retirada aos acionistas, permitindo que aqueles que não concordarem com a operação solicitem o reembolso de suas ações, mas sem direito aos dividendos, também é visto como problemático.
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