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O Itaú (ITUB4) está muito conservador para 2025? CEO revela por que o banco vai tirar pé do acelerador — mas sem abrir mão dos dividendos

Junto com balanço, banco anunciou proventos extraordinários e recompras de R$ 18 bilhões, além de bonificação em ações; mas guidance para este ano foi considerado tímido pelos analistas

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco (ITUB4)
"O banco nunca esteve tão bem para entrar em qualquer cenário, qualquer que seja ele", disse Milton Maluhy Filho em coletiva de imprensa sobre o balanço do banco de 2024. Imagem: Divulgação

O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou na noite ontem (05) um balanço de 2024 sólido e sem grandes surpresas, em linha com o esperado pelos analistas do setor bancário. Mas talvez os anúncios mais aguardados fossem o valor dos dividendos extraordinários a serem pagos e o guidance (projeções) do banco para 2025.

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Os acionistas devem ter ficado contentes com os R$ 18 bilhões de rendimentos anunciados, embora a cifra tenha ficado abaixo dos cerca de R$ 20 bilhões que muitas instituições financeiras esperavam.

A distribuição será dividida da seguinte forma: R$ 15 bilhões em proventos extras e R$ 3 bilhões em recompras de ações com posterior cancelamento dos papéis, totalizando um payout de 69,4%.

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Os detalhes sobre o pagamento dos dividendos, você confere na nossa matéria sobre o balanço do Itaú no 4T24. Já o programa de recompra abarcará 200 milhões de ações preferenciais (ITUB4), sem redução do capital social, e tem previsão de durar um ano, sendo encerrado em 5 de fevereiro de 2026.

Além disso, o banco anunciou ainda uma bonificação em ações de 10%, isto é, cada acionista receberá uma nova ação para cada 10 ações que possuir de cada classe (preferencial ou ordinária). A data-base para a bonificação será 17 de março de 2025, sendo as ações negociadas ex-direitos a partir de 18 de março.

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A bonificação resultará na manutenção do valor dos dividendos mensais em R$ 0,015, gerando um aumento de 10% no valor recebido mensalmente.

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De olho no guidance do Itaú (ITUB4)

Hoje, porém, os analistas se debruçam não sobre o que se passou em 2024, mas nas perspectivas do banco para 2025. Nesse sentido, chama a atenção o conservadorismo do guidance, que prevê um crescimento de apenas 4,5% a 8,5% da carteira de crédito neste ano, após uma alta de 15,5% em 2024.

Outras linhas projetadas também evidenciam um certo "pé no freio": a margem financeira com o mercado deve ficar entre R$ 1,0 bilhão e R$ 3,0 bilhões, ante R$ 4,4 bilhões em 2024; e o crescimento da receita de prestação de serviços e seguros é projetado em 5,5% a 8,5%, ante uma alta registrada de 7,7% em 2024.

O lucro projetado pelo mercado a partir do guidance é de cerca de R$ 45 bilhões, em linha com o consenso de mercado, mas um pouco abaixo da projeção de R$ 45,7 bilhões das estimativas do JP Morgan, por exemplo, que projetava R$ 45,7 bilhões para 2025.

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Veja os as projeções para 2025 divulgadas ontem pelo Itaú:

Fonte: Itaú Unibanco

O Itaú está sendo excessivamente conservador em 2025?

"O banco nunca esteve tão bem para entrar em qualquer cenário, qualquer que seja ele." Esta frase e variações dela foram o mantra dos executivos do Itaú, inclusive o CEO, Milton Maluhy Filho, ao falar sobre os seus resultados de 2024 e projeções para 2025 a jornalistas e analistas nesta quinta (06).

Eles celebraram os resultados do ano passado e procuraram passar a ideia de que o banco está preparado para o que vier em 2025 — mesmo que o ano seja difícil.

E dadas as projeções macroeconômicas do Itaú para 2025, de fato o ano pode ser difícil: o departamento econômico do banco projeta uma desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,2% neste ano, uma Selic em 15,75% em dezembro — acima das projeções do Boletim Focus e dos DIs futuros —, IPCA em 5,8%, desemprego em 6,8% e dólar em R$ 5,90.

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"O guidance é a melhor informação disponível no momento em que fazemos nossos exercícios, mas é uma faixa, não um ponto. Em 2024, a gente começou num ritmo e terminou em outro. Estamos confortáveis com o guidance, dadas às expectativas para o cenário econômico", diz o CEO, Milton Maluhy Filho, durante a coletiva de impresa.

De fato, o guidance de 2024 projetava um crescimento de 10,2% para a carteira de crédito no ano passado, o que foi superado com folga, com a alta de 15,5%.

Em seguida, Maluhy explicou que, se o cenário for mais benigno que o esperado, a capacidade de o banco reagir é muito grande, "principalmente porque fizemos uma modernização nas plataformas nos últimos anos."

Ele exemplifica com a descompressão no câmbio neste início de ano, o que tende a ter efeito benéfico sobre a inflação. "A Selic ao fim do ano pode ser até menor do que a que projetamos", disse. "Se houver oportunidade e a gente entender que o cenário mudou, nossa capacidade de reação é muito rápida", garantiu.

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Questionado sobre o nível elevado de provisões (PDD) em um cenário em que a inadimplência do banco está nas mínimas históricas (2,4% ao fim de 2024), Maluhy explicou que se trata de uma antecipação do que pode vir a acontecer à frente, isto é, que o banco preferiu (e teve condições, dado o custo de crédito ainda confortável) não esperar a inadimplência crescer para fazer provisões.

Segundo o CEO do Itaú, a projeção do banco é que a inadimplência permaneça estável em 2025, com alguma volatilidade para cima, uma vez que os indicadores já estão no seu piso histórico.

Dividendos adicionais, não extraordinários

O Itaú evita dar muitas projeções para dividendos — segundo Maluhy, até para evitar a criação de expectativas.

Mas, com o ajuste do patrimônio do banco após o pagamento dos dividendos extraordinários anunciados, o banco vê novamente sua rentabilidade ficando acima de 20% em 2025 e deve continuar pagando de 27% a 30% do resultado aos acionistas.

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"No fim de 2025, vamos olhar o índice de capital, o mínimo que queremos operar, como fizemos neste ano, para eventualmente fazer mais uma distribuição de dividendo adicional. Nossa intenção não é reter capital", diz Maluhy.

O CEO do banco, aliás, bateu na tecla do uso do termo "dividendo adicional" em vez de "extraordinário". Segundo ele, algo extraordinário é necessariamente pontual, deixando de ser extraordinário caso se torne recorrente — e o Itaú pagou os chamados "dividendos extraordinários" nos últimos dois anos.

Maluhy disse ainda que está cedo para fazer previsão de dividendos, mas que, olhando para o passado, já dá para se ter uma ideia do que pode ocorrer no futuro.

ITUB4 na bolsa e as visões dos analistas

Diante do guidance conservador e do balanço sem surpresas, o Itaú amanheceu em baixa na bolsa hoje. Por volta de meio-dia, as ações ITUB4 recuavam 0,44%, a R$ 33,96, enquanto o Ibovespa avançava 0,15%, aos 125.725 pontos.

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O BTG Pactual considerou o resultado do 4T24 excelente, "um balanço sólido para enfrentar um 2025 desafiador", com métricas importantes melhores que as estimativas dos analistas do banco, como o ROE, despesas operacionais e os dividendos distribuídos no ano passado.

"O destaque do trimestre foi a qualidade dos ativos, com todas as métricas (NPLs, custo do crédito, índice de cobertura etc.) melhorando, o que coloca o banco em uma boa posição para iniciar 2025 com um balanço saudável", diz o relatório do BTG.

O BTG acredita que o Itaú continua altamente capitalizado, o que sugere que a tendência de payout elevado deve se manter em 2025, mas espera que o banco reduza seu apetite por risco diante de um ambiente macroeconômico mais incerto.

No entanto, os analistas dão um voto de confiança para o Itaú: "Vale destacar que, como os dividendos anunciados para 2024 vieram acima do esperado, e o guidance sugere uma queda de cerca 50% no ano na Margem Financeira com o Mercado (o que consideramos conservador, podendo haver um potencial de alta), acreditamos que a qualidade dos resultados esperados para 2025 pode ser um pouco melhor que o antecipado pelo mercado", dizem.

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O BTG reiterou a recomendação de compra para ITUB4, que permanece como sua ação preferida no setor bancário.

O JP Morgan, por sua vez, já previa que as ações do Itaú poderiam cair no pregão de hoje, uma vez que as expectativas para o balanço eram muito elevadas, e os resultados vieram em linha.

Os dividendos extraordinários anunciados vieram abaixo das expectativas do banco, que eram de R$ 22,7 bilhões, mas a melhoria nas métricas de qualidade dos ativos foi elogiada, e o balanço foi considerado forte.

"Nós acreditamos que um guidance mais conservador em 2025 faz sentido num cenário macroeconômico mais desafiador", avalia o JP, que também tem recomendação equivalente à compra para a ação do Itaú.

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