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Ao Seu Dinheiro, o presidente da varejista, Fabio Faccio, detalhou os planos para crescer este ano e diz que a concorrência que chega de fora não assusta
Juros em alta, economia em desaceleração, menos crédito na mão da população, balanços aquém das expectativas e investidores com cada vez menos apetite pelas ações LREN3. Nada disso abala os planos otimistas e arrojados de Fabio Faccio, CEO da Lojas Renner, para 2025.
“Estamos com um modelo muito azeitado de negócios, muito eficiente e que nos permite crescer em qualquer cenário. Temos ouvido no mercado muitas preocupações com o crescimento econômico do país, com o consumo, mas mesmo assim temos uma perspectiva bastante positiva para 2025”, disse Faccio, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.
O objetivo da varejista para este ano é não só continuar o ritmo de expansão neste ano, como também ambicionar uma performance ainda superior à vista em 2024.
O CEO atribui parte da visão ao fato de a empresa ter um ticket médio inferior ao de outras varejistas que comercializam produtos de maior valor agregado, o que, segundo ele, limitará o impacto do cenário macroeconômico sobre a companhia.
“Se o panorama fosse melhor, com taxas de juros e inflação menores, estaríamos com uma expectativa ainda maior, mas mesmo nesse cenário desafiador, prevemos um ano tão bom ou melhor quanto foi o de 2024. Temos potencial para isso.”
Além do cenário mais difícil, a Renner ainda vai precisar lidar com a concorrência cada vez mais acirrada.
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Mas mesmo com a entrada de novos players internacionais, como a H&M, e o fortalecimento de marcas consolidadas por aqui como a C&A Brasil (CEAB3), que tem atraído os olhares do mercado, Faccio aposta que a varejista será capaz de manter o ritmo de crescimento.
De acordo com o CEO, os investimentos realizados nos últimos anos, especialmente em dados, algoritmos, infraestrutura e equipe, colocam a Renner em um “patamar diferenciado” em relação à concorrência, posicionando a empresa como a melhor opção para os consumidores.
Embora o mercado em geral preveja um ano desafiador para o varejo brasileiro, com inflação e juros impactando a demanda e uma desaceleração econômica esperada para a segunda metade de 2025, há quem ainda continue otimista.
“Provavelmente não vai ser um ano fácil para crescimento de receita para gerar alavancagem operacional nas companhias. Mas a Renner é uma das poucas empresas que têm um mato meio gordo para cortar despesas, então pode impulsionar a expansão de lucros, se fizer um bom trabalho enxugando custos”, disse um analista.
Cabe destacar que a Renner apresentou balanços aquém das expectativas nos últimos trimestres, inclusive com queda de lucratividade trimestral e rentabilidade mais fraca no 4T24, além de ter enfrentado questionamentos acerca do pagamento elevado de bônus a funcionários no fim de 2024.
Uma analista de gestora com posição comprada na Renner atribui os balanços mais fracos à saída de José Galló, visto como o principal responsável por tornar a empresa uma gigante do varejo de moda.
Galló deixou o cargo de CEO alguns anos antes e saiu do conselho de administração da empresa em março de 2024.
A analista observa que, apesar de a Renner ser uma corporation (empresa com capital pulverizado na bolsa), a gestão de Galló fazia com que o mercado se sentisse mais seguro, dado o seu perfil de “dono” da empresa.
“Como a atual administração da empresa não tinha o mesmo modelo de gestão, a saída do Galló marcou um momento em que a empresa começou a sofrer. Me parece que a Renner só veio a se tornar uma corporation de fato depois que ele deixou a empresa”, afirmou.
Porém, Faccio avalia 2024 como um ano positivo, apesar de abaixo das expectativas. Ele destaca a maior geração de caixa da história da empresa e o crescimento considerável das vendas.
“O mercado como um todo está pessimista devido ao cenário desafiador, mas essa não é nossa expectativa. Estamos bastante otimistas, e, passados três meses do ano, posso dizer que não há nenhuma deterioração de cenário para a gente."
Diante das perspectivas positivas de Faccio para 2025 e para os próximos anos, ele revelou planos de investir cerca de R$ 850 milhões nos próximos meses.
O montante vem na esteira do ciclo de investimentos mais significativo da história da Renner, voltado à infraestrutura.
Confira os valores investidos pela empresa nos últimos anos:
“Estamos anunciando um valor de investimento tão relevante quanto o dos anos anteriores, mas com uma diluição muito maior, graças ao aumento da receita e lucratividade”, explicou Faccio.
A Renner se prepara para entrar em uma nova fase de crescimento sustentável, com foco na geração de valor e eficiência. Um dos principais destinos desse investimento será a expansão da rede de lojas, com a abertura de novas unidades e a ampliação ou remodelação de lojas existentes.
Em 2025, a expectativa é inaugurar de 25 a 35 lojas, sendo 15 a 20 sob a marca Renner e 10 a 15 sob a marca YouCom. O CEO também afirmou que, se houver algum fechamento de lojas, será pontual, mas o número de aberturas será maior.
Trata-se do primeiro período de crescimento líquido do parque de lojas da varejista desde a redução vista nos últimos anos.
A estratégia de expansão da Renner se concentra em municípios menores onde a marca ainda não está presente.
Enquanto isso, o CEO avalia que a YouCom — marca pertencente ao grupo — possui um mercado com potencial de mais do que dobrar a rede nos próximos cinco anos.
Faccio acredita que o crescimento físico impulsionará também o comércio digital da empresa, aumentando a conversão de vendas no canal online.
Além disso, a varejista destinou uma parte significativa dos investimentos para o desenvolvimento tecnológico e a inteligência artificial.
O foco será aprimorar a captura de tendências de moda, otimizar questões operacionais, como o tamanho de sortimento e a profundidade de estoque, e melhorar o atendimento ao cliente com recomendações mais personalizadas.
Em relação à unidade financeira da empresa, a Realize, Faccio afirmou que a operação está em “um momento muito bom”, com uma carteira saudável de clientes, redução da inadimplência e bons resultados.
No entanto, a estratégia será adotar uma postura mais conservadora na oferta de crédito devido ao cenário de taxas de juros elevadas e inflação alta.
“Embora a saúde da carteira nos permita acelerar a concessão de crédito, não faremos isso, pois as taxas altas colocam em risco a saúde financeira das pessoas”, explicou o executivo.
Dessa forma, o objetivo será aumentar a penetração da Realize nas vendas do grupo Renner, em vez de elevar a concessão de crédito.
Com as perspectivas macroeconômicas desafiadoras e resultados abaixo do esperado, as ações da Renner (LREN3) perderam atratividade para muitos investidores.
A XP Investimentos, por exemplo, aponta baixa convicção em relação à varejista, com quase 60% dos fundos entrevistados classificando um sentimento negativo frente às ações LREN3. Além disso, boa parte daqueles fundos mais posicionados nas ações LREN3 se mostram inclinados a diminuir essa exposição no futuro.
O Itaú BBA também decidiu dar uma “pausa para assimilar” a situação da varejista e reduziu a recomendação de LREN3 para “market perform”, equivalente a neutra, após o balanço do 4T24.
Analistas também atribuem parte da perda de apetite dos investidores pela varejista à piora da comunicação com o mercado, que dificultou aos economistas terem um diagnóstico preciso sobre a situação atual da empresa.
A polêmica envolvendo o pagamento de bônus aos funcionários, que demandou um esclarecimento público da Renner após a queda das ações, é um exemplo claro dessa dificuldade.
Porém, uma analista acredita que o baixo patamar de expectativas do mercado pode transformar qualquer melhora operacional mais concreta em um gatilho positivo para as ações da Renner na B3.
“O mercado praticamente não precifica nada de positivo para a empresa em 2025, apenas a continuidade de uma execução medíocre. Mas a empresa tem muitas oportunidades bem na mão dela sob uma ótica de corte de despesa.”
Alguns analistas acreditam que uma melhoria operacional significativa pode gerar um impacto positivo no preço das ações, caso a empresa consiga entregar resultados sólidos com a redução de custos.
A eventual adição de um executivo com perfil de “dono” e senso de urgência ao conselho da Renner também é vista como um fator que poderia reverter o cenário atual e recuperar a confiança dos investidores.
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